Por Que Eu Não Estudei Economia

 

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Na minha época, 1964, a escolha da profissão não era feita no Vestibular, mas no primeiro ano, depois das matérias introdutórias de Economia, Administração e Contabilidade.

Na aula de Introdução à Economia, sobre inflação, perguntei ao professor se a Ciência Econômica trazia a valor presente os preços a prazo.

Os preços a prazo aparecem nos Índices do Atacado, ou quando, como agora, as lojas vendem em “10 vezes sem juros”.

Se os economistas usassem o valor presente em vez de coletarem os preços à vista, tipo R$ 1.000,00, estariam incluindo seu valor presente, tipo R$ 950,00 reais, mostrando uma inflação em queda sempre que o juro sobe como agora.

Ou quando os lojistas aumentam o prazo como irão fazer este ano, “pague somente em 2016”.

O Professor não sabia, mas logo descobri que não. Um absurdo!

A inflação no Brasil estava sendo causada pelos nossos próprios economistas, por erro de contabilização.

Perguntei até para o responsável dos índices da FGV na época, Isaac Kerstenetzky, eu com somente 18 anos, e ele se mostrou irritado com minha insistência ao mostrar o absurdo e o crime que estava comentando.

Aí ele apelou com o seguinte argumento, “Se os empresários estabelecem este tipo de preço, nós respeitamos as práticas de mercado”.

Culpar o empresário, eu descobri, seria uma constante entre estes idiotas.

Se você é um advogado, jornalista, sociólogo, eu posso provar minha tese com uma única frase.

“Nossos economistas, e neste caso são todos, estão incluindo os preços de amanhã, nos índices de preços de hoje.”

E os preços de amanhã, que serão pagos em média 30, 60 e 90 dias, embutem a inflação esperada de 30, 60 e 90 dias, ou seja, antecipam inflação e assim ela explode como está explodindo agora no Brasil.

Economista como Eduardo Gianetti, que até escreveu um livro “O Valor do Amanhã”, foi incapaz de perceber este problema.

Como o entendimento de “trazer a valor presente” é um tanto complicado para economistas e engenheiros de banco, hoje eu sugiro que façam outra coisa que daria na mesma.

“Pelo amor aos pobres do Brasil, então incluam os preços a prazo somente no mês que vencem, incluam somente a daqui 30, 60, 90 dias, quando seus preços se tornam a vista.”

Foram 40 anos de artigos, discussões, que levaram a esta minha baixa opinião sobre os nossos economistas, não somente alguns, mas todos os economistas do Brasil, o que obviamente me causa sérios problemas.

Famosos economistas, aqueles que todos vocês admiram e a imprensa ama, me afirmaram com um sorriso condescendente que eu não era economista, portanto eu não entendia nada da ciência que dava Prêmios Nobel ao mundo.

Outros, mais famosos ainda, diziam que um erro de contabilização feito de forma consistente entre dois meses consecutivos se anulam. Chutar é uma constante entre este pessoal.

Mas bastaria ler meus inúmeros artigos para mostrar a bobagem desta informação.

Obviamente desisti depois de 40 anos, mas tenho uma explicação.

Como a Lava Jato, nenhum economista famoso quer admitir que por 40 anos fez um erro de cálculo, que superestimou a inflação e os juros, que acabam sendo maior do que vocês imaginam.

Por estas e outras, no final de 1964 decidi não cursar Economia.

Uma ciência que sequer sabe calcular preços, não saberá muitas outras coisas. Previsão que se confirmou.

superestimacao-indices

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2 Comments on Por Que Eu Não Estudei Economia

  1. Baseado em que fatos você fez essa brilhante dedução? Ao invés de resmungar, elabore argumentos.

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