Juro Real Histórico, Por Governo

Série Histórica

Nenhum dos lados percebeu que a crise no fundo não é do Estado.

Todos os nossos especialistas estão focados em recuperar as finanças do Estado privatizando, aumentando impostos sobre herança, reduzindo Ministérios, e assim por diante.

A crise é muito mais da incapacidade das grandes empresas financiarem seu crescimento, de remunerarem satisfatoriamente os seus acionistas e de gerarem recursos suficientes via impostos para financiar um Estado necessário.

Entre salvar o Estado e salvar as Empresas, nossa prioridade deveria ser sem dúvida salvar as empresas urgentemente.

Não que reduzir as despesas do Estado não seja uma prioridade, mas urgente mesmo é aumentar a capacidade das 500 maiores empresas gerarem impostos necessários.

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4 Comments on Juro Real Histórico, Por Governo

  1. Isso é verdade desde que estejamos falando de empresas nacionais. Com a acelerada desnacionalização que estamos vivendo no País, o lucro e a produtividade são transferidas para o exterior, sem compromisso com o reinvestimento no Brasil. Além disso, ficamos subordinados ao interesse deles, nos transformando em escritórios de importação ou embaladores, como pode ser visto pela drástica desindustrialização com a queda do PIB Industrial de 27% para 10% em apenas 30 anos.

  2. Na premissa didática que juro real = juro nominal – inflação, devemos considerar que até Collor o ambiente inflacionário era bem diverso, incluindo período de inflação galopante. Há que se considerar que a hiperinflação expropriou poupança dos indivíduos e a transferiu, via juros negativos, ao setor produtivo que tinha acesso aos corredores de Brasília. O que fizeram com o subsídio? Não se prepararam para a abertura econômica e se embriagaram com o overnight, pediam mais Estado na veia, ao invés de investirem em eficiência e ganho de competitividade. Guedes, à época falava para as paredes surdas.

  3. Não sou especialista e muito menos tenho que concordar apenas porque o artigo é de alguém que acredito, tenha autoridade na área mas o fato é que o Estado, nada produz, consequentemente toda sua receita advém de recursos oriundos da cobrança de impostos, logo parece mais do que óbvio que para que se tenha uma arrecadação que satisfaça as necessidades é preciso que primeiramente haja, já na origem, os contribuintes e entre eles as empresas, a geração das riquezas e do crescimento que serão taxados propiciando esse ciclo, por assim dizer, cujo resultado é diretamente proporcional, o que é também um fato e o fator determinante para que se possa aferir uma economia saudável. Usando como metáfora, se considerarmos essa relação como sendo as pernas que conduzem todos as demais variáveis inerentes à essa questão, se uma delas estiver capenga, mancando o precisando do auxílio de muletas, irá comprometer o desempenho como um todo, seja hora de um ou de outro. Então, faz-se mais do que primordial que tanto o crescimento no âmbito do capital seja pelo Estado fortalecido mediante táxações que sejam justas e de acordo com a necessidade de demanda do Estado mas que primem em preservar a capacidade de investimento e crescimento de quem sustenta essa relação pois se não houver quem gere riqueza não haverá também o que ser taxado que por sua vez se converte em recursos arrecadados. E partindo do princípio de que, neste ambiente específico, quanto mais, melhor, sempre, a galinha dos ovos de ouro deve ser realimentada para seguir produzindo e não depenada!

  4. Bravo! Mas ao mesmo tempo que todas as outras medidas para aumentar a competitividade e a produtividade das empresas e de nosso País!

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