Comentários sobre: Gastos com Educação 10% do PIB https://blog.kanitz.com.br/gastos/ Blog para se Pensar Mon, 03 Mar 2014 04:29:00 +0000 hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 Por: Alexandre https://blog.kanitz.com.br/gastos/#comment-4625 Mon, 03 Mar 2014 04:29:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=6763#comment-4625 Em resposta a Noi Scheffer.

Meu caro, rico no país paga mais imposto? sério mesmo?? Vai estudar um pouco e não fique falando besteiras…. O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo exatamente por que os mais pobres são mais tributados que os mais ricos….

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Por: Noi Scheffer https://blog.kanitz.com.br/gastos/#comment-4624 Sat, 30 Nov 2013 17:53:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=6763#comment-4624 Prof. Kanitz, estes números são bem expressivos da ineficiência das escolas brasileiras. O ensino no Brasil foi tomado pela ideologia socialista no modelo previsto por Antonio Gamsci. Pretende transformar a sociedade quando devia transmitir os conhecimentos fundamentais para o aluno aprender a pensar e formar seu conhecimento para poder ser produtivo para si e para a sociedade. O sistema construtivista usado no Brasil destrói o senso comum e seus valores. É uma escola para implantar o socialismo, coisa que está sendo feita com perfeição pelo PT embora sempre tivemos somente governos socialistas após os militares. Qualquer ideologia nunca ensina nada apenas doutrina seguidores.

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Por: Noi Scheffer https://blog.kanitz.com.br/gastos/#comment-4623 Sat, 30 Nov 2013 17:30:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=6763#comment-4623 Em resposta a Aristóteles Lima Santana.

Vc deve ser mais um destes socialistas que acredita que dinheiro da em árvore. Quem paga imposto é o consumidor, rico ou pobre, como rico consome mais logo rico paga mais imposto. A educação no Brasil é um lixo pela ideologia socialista que os professores pregam nas escolas tanto publicas como nas privadas.

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Por: Aristóteles Lima Santana https://blog.kanitz.com.br/gastos/#comment-4622 Thu, 28 Nov 2013 01:27:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=6763#comment-4622 Que bela manipulação aleatória de números. O aumento dos investimentos em educação serviria para superar vários destes problemas. Rico faz de tudo para não ter de pagar impostos, até menosprezar a educação pública.

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Por: Frank Bro https://blog.kanitz.com.br/gastos/#comment-4621 Wed, 27 Nov 2013 17:12:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=6763#comment-4621 Professor… com a sua permissão vou ilustrar melhor para os que ainda possuem alguma dúvida. Aconteceu ontem em Porto Alegre.

Mataram Nosso Guarda.

Com essa frase a diretora e alguns auxiliares da Escola Estadual Paraíba localizada na zona sul da capital gaúcha aguardavam centenas de alunos, pais e transportadores na manhã de hoje para informarem que – mais uma vez não haveria aula.

Com o máximo respeito aos familiares da vítima, o vigilante que foi assassinado – fora do horário de trabalho na escola – nessa madrugada em um posto de combustíveis da mesma região da cidade e, as convicções da diretora e seus auxiliares, mas a desproporção do fato é gritante! Gostemos ou não a morte faz parte da vida e um agente público não pode dispor de poder discricionário ao ponto de arrasar a organização de centenas e paralisar as atividades de outras dezenas(todos agentes públicos) em serviço.

Na rua de acesso à escola o semblante de perplexidade e revolta, menos pela violência da morte do vigilante, que desordenadamente é cotidiano social e que de fato poucos conheciam, mas mais pelo desastrado decreto diretor. Era visível o descontentamento já que a escola ampara a organização diária de um sem número de famílias que muitas vezes tem no período escolar, ou seja, na ausência das crianças em casa, o único tempo disponível para seus afazeres. A escola tem alta prioridade na organização familiar!

Infelizmente essa é mais uma demonstração da atitude antiquada e egoísta de agentes públicos que exercem a importante função de educadores. Só para constar, nos meses de outubro e novembro deste ano, a mesma escola já decretou a ausência de aulas em mais de 1/4(um quarto) do período letivo sob as mais diversas justificativas, que vão de “cursos” e “reuniões” relâmpago até feriados prolongados imotivados: um abuso!

Gostaríamos que a SEC(secretaria de educação do estado do RS) mais uma vez não se omitisse corroborando com a atitude utilizada pela direção da escola quando ao finalizar o informe dessa manhã – “justificava” – novamente – a ausência de aulas com a expressão: “espero que compreendam”.

Pudera eu traduzir aqui, em face, essa expressão.

Cordialmente,

Frustrado(s) Pai(s) de Aluno(s)

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Por: Felipe https://blog.kanitz.com.br/gastos/#comment-4620 Wed, 27 Nov 2013 15:27:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=6763#comment-4620 Em resposta a Sandro Tavares Silva.

Sandro,
O problema do Sistema Educacional Brasileiro é bem complexo, e o caminho para soluções começa com o debate entre ideias com análise dos problemas.
Quanto às empresas/instituições definirem o conteúdo educacional, acho que elas deveriam ser pelo menos ouvidas. Frente às contínuas mudanças do mundo, tecnologia e produtos, faz-se necessário um feedback contínuo também daqueles que contratam – a começo da linha de formação de pessoas deve ter o feedback do final para que os erros sejam continuamente tratados.

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Por: Sandro Tavares Silva https://blog.kanitz.com.br/gastos/#comment-4619 Wed, 27 Nov 2013 14:19:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=6763#comment-4619 Kanitz,

Entendo que a questão da educação está dividida em (pelo menos) duas
dimensões:

1ª) cultural: que é do que trata o seu texto, penso eu. Essa dimensão engloba
pontos como, por exemplo: as pessoas, incluindo os professores, não dão a
devida atenção e importância à educação. Os pais não acompanham os filhos no
colégio (final, ninguém tem tempo para isso…), os filhos não compreendem o
sistema e é normal a ocorrência de elevado número de faltas e da evasão escolar (a escola passa conteúdo, mas não tem instrumentos adequados para ir, além disto). Os governos e o setor privado (é bom que se diga) não valorizam o
professor, que detém o título de profissional de nível superior com a pior
remuneração, o que reduz drasticamente a atração de grandes talentos. De modo geral, ser professor é a última opção de qualquer profissional.

2ª) estrutural: as escolas públicas se tornaram ambientes degradantes.
Conheço escola pública, em bairro de classe média alta em Brasília, que poderia
ser bem descrita (com algum exagero é verdade) pela música “A casa” de Vinícius de Moraes; outra escola pública que conheci em Aracaju me remeteu à
imagem do estábulo da fazenda de meu avô. O quadro é absurdo: a infraestrutura é precária (instalações depredadas, iluminação inadequada, carteiras quebradas e em quantidades insuficientes etc). Não existem laboratórios, as bibliotecas são vergonhosas, a prática de esportes é uma atividade deprimente diante da falta de equipamentos e de espaços adequados.

Surge, então, aquela velha máxima: o povo tem acesso à escola ruim porque
lhes falta cultura ou lhes falta cultura porque a escola é ruim?

O fato é que as escolas públicas (com raras exceções) se tornaram locais
inapropriados para menores. É refúgio para traficantes e espaço livre para
drogados. São verdadeiros prédios abandonados com lixo se acumulando por todos os lados e o mato avançando em todas as direções. As escolas públicas (vale frisar bem: com raras exceções) se tornaram espaços onde os pais mais conscientes certamente, se acompanhassem melhor a vida escolar de seus filhos, os proibiriam de frequentarem. Definitivamente, essas escolas não são o lugar mais adequado para se preparar a próxima geração de um país que quer assumir papel de destaque no cenário internacional.

Seja como for, a escassez de recursos efetivamente APLICADOS é uma parte
importante do problema e creio que mais recursos podem, potencialmente, ajudar a melhorar as escolas e isso me deixa confortável para defender qualquer proposta de aumento de investimentos no setor. Contudo, para melhorar a educação propriamente dita, é necessário agir no sentido de mudar a percepção e a compreensão que se tem sobre a escola e sobre o papel de cada um no processo de educação (escola, sociedade, professores, pais e alunos). É preciso mudar a cultura.

Felipe,

O modelo de escola que conhecemos hoje nasceu no fim do século XVIII e
começo do século XIX, na Prússia. Seu objetivo era evitar as revoluções que ocorriam na França. Ele incluía alguns princípios do iluminismo para satisfazer o povo, porém manteve o regime absolutista. A escola prussiana se baseava na forte divisão de classes e castas. Sua estrutura, herdada do modelo espartano, fomentava a disciplina, a obediência e o regime autoritário. Por isso este modelo se tornou rapidamente o preferido pelos países totalitários que trataram de enviar seus educadores para serem capacitados na Prússia. Muitos países importaram esse modelo como sendo de uma escola moderna com o discurso de acesso a educação para todos, elevando a bandeira da igualdade, quando justamente a própria essência do sistema provinha do despotismo, buscando perpetuar modelos elitistas e divisão de classes.

Deste modo, penso que é necessário e urgente definirmos o modelo de escola
de que necessitamos. O modelo que está aí não atende aos propósitos de um país com as ambições que possui o Brasil.

Estamos inseridos num turbilhão de acontecimentos e tudo muda o tempo todo.
Os conhecimentos, assim como as tecnologias e os produtos, se tornam obsoletos rapidamente! Não creio que os empresários possam ser encarregados de definir os conteúdos que devem ser ensinados na escola. Mesmo porque, esses conteúdos são tão voláteis quanto o éter, como já descrevi. Faz mais sentido que o esforço da escola seja concentrado em preparar as pessoas para obter o conhecimento necessário a cada momento. Seria uma releitura de outro velho ditado: “não dê o peixe, ensine a pescar”.

O debate é bom e necessário. São vários pontos de vistas e é por meio desses
debates que vamos construindo uma compreensão cada vez maior sobre os grandes temas deste país.

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Por: Felipe https://blog.kanitz.com.br/gastos/#comment-4618 Tue, 26 Nov 2013 23:41:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=6763#comment-4618 Kanitz,

O seu título deveria ser “Antes de aumentarmos os gastos com ______ devemos administrar melhor _________ “.

Nós somos o país da ineficiência. Gastamos mal em educação, saúde, transporte, segurança. Perdemos dinheiro para a corrupção e para a má administração. Qualquer aumento de gastos em qualquer coisa no Brasil será dinheiro jogado fora (exceto se o dinheiro sair de algo muito ineficiente para algo ineficiente).

Especificamente na educação, tenho a impressão que, do jardim da infância até a conclusão do ensino superior, somos educados por pessoas de outro planeta, que de longe observaram a Terra. Daí, quando caímos no mundo real, ficamos chocados com a disparidade.

Fui doutrinado a pensar : que as empresas são más, que greve é bacana, que empresário é o capeta, que o Greenpeace salva os golfinhos, que Cuba é o paraíso onde as doenças foram erradicadas, que ensino bom é o público, que proteger a indústria local faz o país enriquecer, que o SUS é perfeito.

Reformar o Sistema Educacional Brasileiro é pouco, acho que deve ser demolido e construir algo novo em cima (hipérbole).

Exemplo: as 100 maiores empresas de cada setor da economia deveriam se reunir e chegar num consenso sobre o que deve saber um jovem de 17 anos que concluiu o ensino médio (ou um de 21-22 que concluiu o ensino superior). Porque um professor universitário (ou 100 deles) é mais capacitado para definir diretriz educacional do que as pessoas (ou instituições) que vão CONTRATAR os ex-alunos ???

A Escola e a Universidade brasileira, com algumas exceções, se trancaram num castelo e jogaram a chave fora. O resultado é a avalanche de recém formados tristes por estarem despreparados.

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Por: Thiago Ribeiro https://blog.kanitz.com.br/gastos/#comment-4617 Tue, 26 Nov 2013 21:41:00 +0000 http://66.147.244.83/~blogkani/wordpress/?p=6763#comment-4617 Fenômeno semelhante observou-se na Índia, onde a ineficiência de muitas escolas públicas levou a uma explosão do número de escolas particulares direcionadas ao público de baixa renda. Cá entre nós, creio que a instrução pública (separemo-na do conceito “educação”, que me parece algo mais amplo e profundo) pode ter um papel importantíssimo no desenvolvimento brasileiro, como teve, aliás, tanto no desenvolvimento tecnológico do Japão e dos Tigres Asiáticos e no fortalecimento da harmonia social e da ética desses países (nem tudo que a “Elite” ensina é necessariamente ruim, depende da Elite, que por sua vez, depende do Povo). O problema é que nós, brasileiros comuns-diferentes nisso dos políticos e líderes religiosos que brigam para que suas ideias sejam apresentadas aos jovens brasileiros como verdades absiolutas às expensas dos cofres públicos- ainda não decidimos que tipo de instrução queremos para as crianças brasileiras, quanto estamos dispostos a sacrificar por uma instruçaõ de qualidade (incluindo tempo para acompanhamento familiar) e nem como alcançá-lo (ou não estamos dispostos a enfrentar as diversas ações entre amigos que se interpuseram entre nós e os objetivos que dizemos ter.

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