Comentários sobre: A Farsa na Construção de Brasília https://blog.kanitz.com.br/construcao-de-brasilia/ Blog para se Pensar Mon, 22 Dec 2025 21:51:30 +0000 hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.7.5 Por: Antonio Dimas Guedes Otoni https://blog.kanitz.com.br/construcao-de-brasilia/#comment-16310 Mon, 22 Dec 2025 21:51:30 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29065#comment-16310 Em resposta a Luiz Júnior.

Um velho conhecido meu já falecido, trabalhou aqui e disse que passava com o mesmo caminhão de terra na guarita mais de cinquenta vezes, kkk

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Por: Rose https://blog.kanitz.com.br/construcao-de-brasilia/#comment-16233 Fri, 12 Dec 2025 19:20:24 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29065#comment-16233 Em resposta a Rodrigo Figueiredo.

Fantástico este tratado. Completo e iluminador, me sinto mais informada.

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Por: Fábio Macedo https://blog.kanitz.com.br/construcao-de-brasilia/#comment-15645 Sat, 18 Oct 2025 14:03:58 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29065#comment-15645 Stephen Kanitz já disse quase tudo.
Faltou dizer como o Brasil estaria hoje se o dinheiro gasto em Brasília tivesse sido empregado numa moderna malha ferroviária para passageiros e cargas, como inúmeros exemplos mundo afora. Quanto o nosso PIB e renda per capta teria aumentado? Quão melhor seria nossa qualidade de vida? Quantas vidas teriam sido poupadas?

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Por: Luiz Júnior https://blog.kanitz.com.br/construcao-de-brasilia/#comment-11814 Wed, 10 Aug 2022 18:57:34 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29065#comment-11814 Perfeito!

Brasília foi o segundo pior erro que o Brasil já cometeu em toda a sua história.

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Por: Alexandre https://blog.kanitz.com.br/construcao-de-brasilia/#comment-11492 Thu, 07 Apr 2022 21:21:57 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29065#comment-11492 Como será que o padrão de tomadas foi decidido?

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Por: Alexandre https://blog.kanitz.com.br/construcao-de-brasilia/#comment-11491 Thu, 07 Apr 2022 21:17:31 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29065#comment-11491 Em resposta a Sergio Pinho.

Salvou o Brasil? Que otimismo! O que salvou o interior foi o agronegocio. Não só o interior, se dependêssemos unicamente da industrialização, passaríamos fome. Mais fome.

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Por: Sergio Pinho https://blog.kanitz.com.br/construcao-de-brasilia/#comment-11484 Fri, 01 Apr 2022 15:19:16 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29065#comment-11484 👍👏👏👏Para ser suscito!]]> Em resposta a Rodrigo Figueiredo.

👍👍👏👏👏Para ser suscito!

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Por: Sergio Pinho https://blog.kanitz.com.br/construcao-de-brasilia/#comment-11480 Wed, 30 Mar 2022 20:35:57 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29065#comment-11480 Em resposta a R. Fortes.

O ditado o antigo e se aplica bem ao caso: atirou no que viu, matou o que não viu.
Brasília trouxe o país e a nação para seu interior.
Por causa dela descobrimos o cerrado e alimentamos hoje 2 bilhões de bocas. Ouso dizer que se não fosse essa loucura talvez o Brasil fosse hoje vizinho de um enclave indígena administrado e saqueado por grupos de espertalhões assentados em “organismos internacionais “.
Viveríamos numa megalópole de favelas entre Rio e São Paulo dominada pelas bandidagens armadas com fuzis ou leis: uma Xangai sem dono ou pior.
Brasília salvou o Brasil do seu destino mexicano.
Injusto dizer que ela inaugurou a corrupção, festa que “já vinha malhada antes dela nascer, “.
Inaugurou uma era distinta para os brasileiros e ainda serve de desculpa aos ineptos que nos governam ou desejam fazê-lo.

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Por: Rodrigo Figueiredo https://blog.kanitz.com.br/construcao-de-brasilia/#comment-11479 Wed, 30 Mar 2022 16:21:42 +0000 https://blog.kanitz.com.br/?p=29065#comment-11479 O professor não explora a história da mudança da capital federal, que fazia parte do imaginário brasileiro há séculos, e deixa uma curiosa restrição interpretativa dos caminhos percorridos até a construção de Brasília. De saída, é importante lembrar que a ideia de uma capital interiorana era, além de afastar os perigos vindos da costa, proporcionar, principalmente, uma melhor integração com o interior do país. Francesco Tosi Colombina, cartógrafo italiano a serviço da coroa, ajudou Marquês de Pombal, em 1751, ainda no período colonial, a entender o Planalto Central como bom lugar para a nova capital, 40 anos antes de Washington, DC, portanto. Continuando a cronologia do plano, inconfidentes mineiros, movidos pelas mesmas justificativas, também queriam a interiorização da capital. Somente muito tempo depois, com a independência, o citado José Bonifácio colaborou com seu quinhão ao tema. Não custa lembrar que o então Deputado baseou sua proposta na integração do país e não na vulnerabilidade bélica de uma capital litorânea, justificativa já ultrapassada no período Colonial.

Por mais que os esforços de José Bonifácio não refletissem na Constituição de 1824, Dom Pedro I apoiou as ações de transferência da capital do Brasil, permitindo que Francisco Adolfo de Varnhagen, em 1877, propusesse um estudo técnico para determinar o local apropriado para a nova cidade. O extrato do estudo endossou o de Marques de Pombal, e, com maior precisão, determinou o onde justamente Brasília encontra-se hoje.

Em continuidade, o primeiro marco legal sobre a transferência da capital foi a menção desse ato na primeira constituição desta República, endossando a importância do tema. A redação da mudança da Capital Federal para o interior do país contava até com área destinada para sua construção; 14.400 Km², bem no Planalto Central. A data era 1891. Em 1892, a Missão Cruls, composta por 22 técnicos de altíssimo gabarito, aprimoraria a localização da nova cidade construída, levando em conta fatores topográficos, geológicos e climáticos.

Em 1922, com a Constituição de 1891 ainda em voga, o presidente Epitácio Pessoa lançou a pedra fundamental para a construção da Capital Federal, em Planaltina-GO. E tal determinação não desapareceu nas constituições seguintes; a constituição de 1934 e a de 1937 mantiveram a mudança. Também a de 1946, em que o Presidente Dutra revisou o Plano Cruls, enviando a Missão do Gal. Polli Coelho, realizando outros estudos no ano seguinte. Oito anos depois, JK embute na sua plataforma de governo a mudança da Capital Federal.

Quanto ao concurso arquitetônico, é mister compreender que JK chamaria Niemeyer para realizar a nova capital, dada a proximidade que tinham desde a Pampulha. O arquiteto propôs um concurso de arquitetura, como praxe recorrente para contratação de grandes e simbólicos projetos. A escolha do estilo moderno se justifica pelo fato de o Brasil despontar internacionalmente com o trabalho desses seus arquitetos (Lucio Costa, Reidy, Warchavchik, entre outros). Além do mais, o moderno era o estilo que melhor traduzia o plano arrojado de JK para o Brasil, segundo o próprio.

Foram 26 projetos apresentados, como mencionou o autor. Contudo, o que não foi mencionado, é que o que se entende por simplicidade de apresentação está longe de resumir a complexidade urbanística do projeto. Quase sessenta anos de estudos depois, é fácil conferir que, dentre os projetos apresentados, o de Lucio Costa (sem acento, o arquiteto foi registrado na Franca) foi o melhor. Já que citou o Sir William Holford, presidente do júri que elegeu o projeto vencedor da nova capital do Brasil, em 1957, deveria também ter citado sua opinião sobre o projeto. Cito eu “… esta é a maior contribuição urbanística do século XX”. Os paradigmas arquitetônicos que balizaram Lucio Costa são complexos, justificados e com a intenção de priorizar o bem viver na escala humana.

Críticas são bem vindas e devem ser feitas ao projeto. A escolha do rodoviarismo é certamente a mais forte e recorrente, não só a este projeto, mas ao urbanismo moderno como um todo. Mas esse é outro tema e um interessante interlúdio, e que devota mais tempo. Contudo, sem tempo de reflexão e de supetão, no texto, há uma crítica sobre o mal dimensionamento dos edifícios da Esplanada, Curioso que não está escrito em nem um só documento que cada prédio serviria a uma pasta somente. Não sei de onde tirou essa ideia (e tantas outras), enfim.

Outro fato importante, nunca confundir a continuidade do projeto com sua idealização. Escrito isso, Brasília nasceu com a cara do moderno e cresceu com a cara do Brasil. O desenvolvimento foi, fora do Plano Piloto, como o de qualquer cidade brasileira; falta de planejamento, solo como troca de favor político, criação de guetos, bairros com pouca infraestrutura adequada e outras calamidades típicas da nação. E deve ter a mesma resposta que outras cidades nacionais padecem.

Assim, de farsa, a concepção da construção da Capital Federal nada tem. Falsária pode ser a argumentação rasa de que Brasília foi o responsável sintético pela desestabilização e inflação da economia do país por décadas, ignorando todo o plano de metas de JK, o que foi feito uma a uma por elas e as ações de governos posteriores. A farsa pode estar também nas mesquinharias e negociatas usuais da política nacional, que sim devem ser combatidas, mas gasta-se mais energia denegrindo um prédio aos inquilinos. Por igual, a mentira pode habitar as simplificações tristes de grandes feitos nacionais. O que deve ser entendido, portanto, é que a cidade, fruto de séculos de tratativas e décadas de esforços técnicos, deveria ser zelada e respeitada, como um símbolo cívico que de fato é, e que nos importássemos mais e infinitamente com quem a ocupa.

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