Sequestraram toda a poupança da população acima de R$ 500,00, e tiraram todo o capital de giro das empresas aplicado em títulos públicos.
Acabaram com a inflação acabando com a Economia, um absurdo.
Nos 30 anos seguintes devemos ter pago juros reais 2% mais elevados do que o necessário, porque investidores passaram a incluir o “risco Collor”, a possibilidade de outra equipe fazer tudo de novo.
Meses depois eu entrevistei o Presidente Collor, com a jornalista Cida Damasco da Exame, e no final eu pedi para quebrar o protocolo, e lhe entreguei meu estudo “A Superestimação da Inflação”, que vocês encontram na internet.
Mostrei que a inflação iria voltar apesar do seu plano, porque no fundo o problema era outro.
– “A inflação é superestimada porque nossos economistas acreditam nos 10 x sem juros”.
Ao usarem os preços a prazo, que incluem juros e inflação futura, eles superestimam a inflação.
Quanto maior o número de meses de prazo, maior é a inflação superestimada.
Entreguei uma série de simulações numa planilha, mas as duas frases acima já eram uma síntese suficiente para levantar uma pulga atrás da orelha.
Ele pegou o estudo e agradeceu.
Não abriu, não ficou curioso, não fez nenhuma pergunta, não agradeceu.
Nunca entendi esse comportamento.
Talvez ele não quisesse demonstrar sua ignorância no assunto.
Mas ele era o Presidente, não precisava saber de tudo, bastava ouvir quem sabia de algo específico.
Foi o mais próximo que eu já cheguei a corrigir esse erro, que aponto há mais de 40 anos, e que continua até hoje.
Continuam incluindo preços a prazo do varejo, do atacado, da indústria de transformação no índice de inflação como sendo preços do passado, quando na realidade são preços do futuro.
São preços que embutem a inflação futura, além da inflação passada que querem medir.
Cometem dupla contagem.
Por isso somos um país mal administrado e sem futuro.
Levamos mais de 40 anos para resolver nossos verdadeiros problemas, como esse da Superestimação da Inflação, ainda não resolvido.










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