Os Próximos 20 Anos Serão os Melhores da Nossa História

Se Dilma conseguir dobrar os monetaristas que querem manter a dívida para poder fazer política monetária, poderosa força política, teremos uma revolução administrativa neste país.

Por quê?

Temos centenas de milhares de projetos nas prateleiras que rendem somente 4%, 5%, 6% até 10%, mas com os juros do Estado baixos finalmente sairão das gavetas permitindo que o Brasil cresça, como a China.

Todo engenheiro, todo técnico e aluno do quarto ano tem uma ideia que poderia render 4%.

Como uma sala, uma bancada com 16 funcionários, fazendo enfeites de Natal para serem vendidos nos Estados Unidos.

Não precisa muita tecnologia, nem funcionários graduados por Yale.

Por isto, a margem de lucro é muito baixa e o retorno sobre o capital de somente 4%, mas geram emprego e crescimento.

Até 2010, para conseguir retornos acima da taxa de juros oferecidas pelos desenvolvimentistas e monetaristas, somente projetos com retorno acima de 16% saíam da gaveta e do papel.

Projetos que precisavam de muita tecnologia.

Projetos que precisavam de verbas monstruosas de Pesquisa e Desenvolvimento, comandados pelo Ministério de Ciência e Tecnologia.

Projetos que precisavam de empréstimos subsidiados do BNDES, única forma de obterem 16%.

Projetos que tinham um certo monopólio ou Reserva de Mercado, como na época da Lei de Informática.

Projetos que sonegavam impostos, ou faziam planejamento tributário.

Projetos em Zonas Francas de Manaus ou em estados em guerra tributária.

Ou seja, explica muito do que não acontece neste país, e porque estamos estagnados se comparados com a China.

Se Dilma conseguir reduzir os juros para 2% ano, 1% depois do IR, teremos um novo fenômeno neste país, a alavancagem, algo que não falamos há mais de 50 anos.

Tomando empréstimos de Bancos a juros reais de 1%, e comprando 5 bancadas em vez de uma, conseguiremos os mesmos 16% de retorno. A 4% de retorno por bancada, o retorno total da empresa será de 20%, menos 4 vezes os juros de 1%, retorno final de 16%.

Ou seja, teremos empresas com tecnologia simples, podendo empregar nossa força de trabalho que infelizmente não aprende nada nas nossas escolas públicas.

Como não temos universidades interessadas em pesquisas úteis, como Stanford, MIT, Caltech, California, não temos pesquisa básica e de ponta, nem interesse dos professores em desenvolvê-las.

Briguei mais de 20 anos com os Phds da Unicamp, que queriam fazer produtos de “elevado valor adicionado” com muita tecnologia, financiados pelo BNDES.

Eu queria que o Brasil fizesse produtos populares, para a população de baixa renda, tese defendida no meu livro “O Brasil Que Dá Certo”, e que hoje se tornou realidade, apesar da Unicamp.

No fundo, a Unicamp queria fazer produtos para os ricos, brasileiros e americanos, produtos com elevado valor adicionado, e eu queria fazer para os 50% mais pobres, do Brasil, China e Índia, produtos mais simples, com margens de lucro menores, mas produzidos em massa.

Nossas taxas de crescimento serão muito maiores do que agora, porque as empresas terão 5 vezes mais capital para investir, capital de empréstimo e não somente o capital gerado internamente via lucros, um processo longo e demorado.

Mas isto, deixarei para o próximo blog.

É uma mudança de paradigma e tanto, e teremos muitos interesses contra, pessoas conservadoras de direita e também da esquerda que estão felizes com o status quo.

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