Entenda o Livre Comércio

 

David Ricardo era um economista inglês de ascendência portuguesa, o primeiro a propor o tal “comércio internacional livre”.

A Inglaterra, sendo uma ilha e tendo poucos recursos naturais, tinha poucas perspectivas com apenas “livre comércio local”, ao contrário dos Estados Unidos ou Brasil.

David Ricardo então criou um modelo econômico simplérrimo:

Dois países, Inglaterra e Portugal, produzindo somente dois produtos, tecidos ou vinho.

Portugal tinha vantagens absolutas tanto em tecidos quanto na produção de vinho, detalhe importante muitas vezes esquecido.

Portugal, portanto, se tornaria cada vez mais rico do que a Inglaterra, já que era mais eficiente tanto na fabricação de tecidos quanto no vinho.

Como poderia a Inglaterra reverter esse seu futuro sombrio?

Convencendo Portugal, via uma “teoria” econômica, a deixar de produzir tecidos e se concentrar somente em vinho.

A “ciência” econômica convenceu Portugal (e o Brasil por tabela) a abrir mão da industrialização na época e se manter na agricultura. Parabéns economistas portugueses.

David Ricardo com seu modelo econômico ridículo, “provava” que a Inglaterra tinha uma “vantagem comparativa” na fabricação de tecidos vis-à-vis Portugal.

Portugal era tão melhor na produção de vinhos, que seria do seu interesse segundo Ricardo (e do Brasil, Argentina, França, Índia, etc), parar de produzir têxteis e restringir-se à agricultura.

Não leram a palavra chave do livro “Princípios de Economia Política e Tributação” – a palavra Política.

Livros de “Economia Política” defendem o que é politicamente interessante do autor, e não o que é cientificamente correto.

Como economistas portugueses puderam ser tão ingênuos em acreditar que viviam num mundo de dois países e dois setores?

Foi assim que a Inglaterra se industrializou em têxteis e a Argentina, França, Índia e Brasil permaneceram estagnados na agricultura.

Donald Trump está combatendo a teoria da “vantagem” comparativa e mostrando o engodo que foi.

Os Estados Unidos e a China precisam produzir para seu próprio povo, e não para o outro lado do planeta.

A menos que algum país tenha uma enorme vantagem absoluta e aí seria tolice não comerciar com eles.

Os Estados Unidos jamais defenderá produzir café, porque temos vantagens absolutas.

David Ricardo enganou Portugal e Brasil por mais de 200 anos, mas com Trump teremos uma revisão de todos os livros de economia “política”, por isso ele é tão odiado.

Veja outra matéria nessa mesma linha.

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