Privatizar ou Estatizar o Setor Elétrico?

Na Mosca

[pullquote]Administradores jamais usariam dinheiro público para retomar usinas já prontas, postergando a construção de novas.[/pullquote]

 

Administração é a ciência que utiliza os recursos escassos da economia da melhor forma possível, com eficiência e qualidade.

Estatizar novamente o Setor Elétrico, como muitos querem, é cometer o mesmo erro que o PSDB fez ao desestatizar o mesmo setor.

Em administração, nossa preocupação é aumentar a produção de Energia Elétrica do país, única forma de reduzir o preço de forma sustentável.

Dar subsídios, como pretende Mantega, ou vender ativos como fez FHC, é favorecer a geração presente em detrimento da geração futura.

Em ambos os casos,  estão usando recursos de investimentos escassos na economia, para vender usinas já existentes, ou comprar com recursos financeiros escassos do Estado usinas também já existentes.

Depois de bilhões de dólares trocarem de mão, do setor privado ao Estatal, e agora com a Dilma, do Estatal para o privado, o volume de energia ficará exatamente o mesmo.

No governo FHC, Administradores não teriam vendido as elétricas existentes, mas teriam terceirizado a Administração destas empresas estatais, dando até um bônus sobre a eficiência e qualidade nova alcançada.

Os bilhões que FHC enxugou do setor privado para vender as suas estatais já construídas, e o dinheiro foi torrado logo em seguida, teria sido usado para construir hidrelétricas, solar, termelétricas, aumentando a produção de energia e reduzindo o seu preço.

Se Administradores estivessem no Governo Dilma, jamais usariam dinheiro público para retomar usinas já prontas, postergando a construção de novas usinas e a redução natural do preço de energia.

Para um Administrador, tanto faz se a empresa é de propriedade do Estado ou do setor Privado, achamos que o critério correto é que ambas sejam eficientes e confiáveis.

Não é necessário privatizar o controle acionário para aumentar a eficiência, basta privatizar a direção, demitindo os “gestores” e contratando administradores. Sejam como empresas tipo McKinsey ou o Instituto de Qualidade de Vicente Falconi, ou seja como um corpo de profissionais, e não amadores.

Isto teria valorizado as empresas como Vale, Petrobrás, Eletrobrás, para a venda futura com muito mais ganho de capital, em vez de desvalorizá-las como fizeram os “gestores” da Dilma.

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