O Brasil Vai Parar Minha Gente

Muitas pessoas acreditam que produtos chegam aos nossos lares na hora certa, na quantidade certa, ao custo certo, graças à “mão invisível” do “mercado”.

 

 

 

Este artigo escrevi na Veja em 2008, onde mostro as consequências para o PIB Brasileiro de um caos em São Paulo, que ocorreu três anos antes do que eu previ. O PIB vai ser sensivelmente prejudicado por termos tido 12 anos de economistas na nossa Prefeitura, José Serra, Kassab e Fernando Haddad.

A cidade de São Paulo vai parar definitivamente em 2018, por congestionamento terminal, e boa parte do Brasil parará como consequência.

Isso porque São Paulo é o centro administrativo do Brasil.

Mais de 50% das sedes das 1 000 maiores empresas deste país estão sediadas na cidade de São Paulo.

Os administradores dessas empresas, em vez de:

1. planejar a produção do país,

2. fazer orçamentos para investimentos futuros,

3. planejar a distribuição e logística,

4. controlar e minimizar os custos,

5. intervir aqui e ali,

estarão parados no trânsito.

Se usarem o celular, serão multados.

Infelizmente a nossa elite, o governo, os empresários e os intelectuais não sabem disso e não percebem o perigo.

Muitos agem até contra estes administradores.

Muitas pessoas neste governo acreditam que produtos chegam aos nossos lares na hora certa, na quantidade certa, ao custo certo, graças à “mão invisível” do seu Deus “mercado”.

Outros acham que o crescimento depende do “espírito animal” dos empresários e empreendedores com boas ideias, e não dos administradores que as fazem acontecer.

Uma afronta a todo administrador deste país!

Se você também pensa assim, leia A Mão Visível: A Revolução Gerencial nos Negócios Americanos, de Alfred Chandler, escrito em 1977, nunca traduzido para o português.

Chandler refuta Adam Smith, Joseph Schumpeter e a ingenuidade dos neoliberais.

Alfred P. Sloan Jr., o administrador da GM, bem como Henry Ford, já em 1917 perceberam que o “mercado” não conseguiria produzir as 4.000 peças diferentes do automóvel na quantidade certa, com a qualidade necessária, e muito menos entregá-las na hora certa.

Foram os primeiros a rejeitar essa idolatria do mercado da Escola de Chicago e criaram estruturas e empresas complexas para produzir tudo internamente, com a qualidade e cronograma necessários.

Se dependessem do “mercado”, nenhum veículo sairia funcionando.

O problema deste país é justamente esse.

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