O Rolls-Royce da Presidência

Por que fizeram um “marketing” de um Rolls-Royce inglês que no fundo significa que nem sabemos copiar uma simples empresa automobilística americana 100 anos depois de Henry Ford e precisamos comprar até management alemão e italiano para fazerem aqui?

Qual Ministro fez um discurso de longe alertando que além do Estado, nossas 500 maiores empresas estão em colapso há 40 anos, justamente por não sabermos administrar empresas duradouras, muito menos criativas?

Por isso não teremos nem de perto um carro Presidencial elétrico, eco friendly, “made in Brazil” em 2023.

Nada realmente mudou.

Na realidade, este Rolls-Royce de 1952 simboliza outra coisa.

Por isso todos os nossos Presidentes ainda o usam com muito orgulho.

Simboliza o poder de Compra do Estado Brasileiro.

Eles podem comprar o que há de mais caro e de melhor do mundo. Vejam.

Simboliza que o Estado brasileiro é rico, embora seu povo não o seja.

Nossos governos são enormes Departamentos de Compras, não produzem nada.

Nossas indústrias são meras importadoras.

Por isso há 60 anos o Estado é um enorme balcão onde, desde 1952, empresários, poupadores, banqueiros, sindicalistas, intelectuais bajulam Brasília, cidades e capitais.

O discurso do economista Paulo Guedes não foi nada revolucionário, liberal, e sim mais do mesmo. Ninguém percebeu.

Guedes disse “vamos comprar a mesma coisa de sempre, fiquem tranquilos, só que em termos nominais”. Assistam seu discurso de posse.

Ele não disse “vamos comprar muito menos, e exigir que a saúde, a educação, e a justiça produzam em dobro”.

Guedes disse textualmente que as compras serão menores somente “percentualmente” do PIB.

Enganam-se todos que acham que resolvendo a “crise do Estado comprador” teremos, via mão invisível, empresas duradoras e pujantes.

Foi um discurso tipo o que é possível fazer, e não sobre o que precisamos realmente fazer para substituir aquele Rolls-Royce.

Leiam o que deveriam ter discursado, todos em:

PS. É lenda que foi presente da Inglaterra. Foi encomendado pelo próprio Palácio do Planalto, torrando reservas acumuladas na Segunda Guerra Mundial segundo o biógrafo de Getúlio, Hélio Silva.

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3 Comments on O Rolls-Royce da Presidência

  1. Tivemos uma fábrica genuinamente brasileira, a Gurgel, que faliu. De resto só importados cada vez mais caros e ruins.

  2. Pura verdade. Ja esta na hora de aposentar esta velha chocadeira. Concordo quando disse porque nao a posse do presidente numa carro eletrico brasileiro.

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