O Que Nunca te Ensinaram de Política


A maioria dos alunos brasileiros acha que no Brasil temos duas facções políticas, a Esquerda e a Direita.

A primeira é a ética, e a altruísta, a segunda, precisa ser combatida a ferro e fogo.

Mal sabem que no Brasil existe um único partido. No Brasil, a extrema direita se une com a extrema esquerda para explorar a classe média.

Isto está ocorrendo na França, Estados Unidos, Argentina e no Brasil.

Por isto, os bancos apoiam tanto o PSDB, porque Gerdau, Abílio Diniz e Eugênio Staub contribuíram tanto para a campanha da Dilma.

Os donos do capital, os banqueiros e as empresas familiares se unem com a extrema esquerda, os sindicalistas, e ambos assim dividem o poder.

São incentivos fiscais, Zonas Francas, empréstimos do BNDES, Banco Central que salvam um único setor da economia e não os demais. É a economia dirigida, as obras milionárias para empreiteiras gigantes de um lado e bolsa tudo, seguro desemprego, aposentadorias grátis, e assim por diante.

Para a classe média sobra somente os impostos.

Ambos os grupos se locupletam, e quem paga a conta é a classe média que não é mais representada em nenhum país do mundo.

A classe média é de centro.

Isto porque não tem como viver do capital de um pai rico, e não tem como pleitear bolsa família.

Não é um excluído, nem mãe solteira, nem um velho aposentado que não leu a fábula da Cigarra e da Formiga.

A classe média percebe que terá de trabalhar para viver, que tudo que ganhar será do seu próprio esforço e não do seu pai rico, ou de um Estado mais rico ainda.

Esta classe média, composta de profissionais liberais, empreendedores, inventores, inovadores, escritores, advogados, arquitetos, contadores, engenheiros, médicos, enfermeiras, pilotos, taxistas, sapateiros, pipoqueiros, professores, aqueles que vivem do seu próprio trabalho e antigamente se uniam nos Partidos Liberais, que não existem mais na face da terra.

Nos Estados Unidos só há os Republicanos que querem redução dos ganhos de capital, e Democratas que querem Saúde Grátis, e mais 47 benesses, pelo Príncipe Obama.

Os Liberais querem que simplesmente os deixem trabalhar, que retirem a carga tributária das costas deles, que reduzam a burocracia em tudo que eles têm que fazer.

Nos Estados Unidos já dizimaram a classe média americana, que ficou sem partido e não sabe em quem votar.

No Brasil fizemos pior.

Roberto Mangabeira Unger escreve com todas as letras que o Estado precisa de cooptar a Classe Média, oferecendo Ensino Universitário grátis, empregos públicos vitalícios para os concursados, pensão para filhas solteiras de militares e outras benesses como Lucro Presumido, etc..

Jornalistas e Professores Universitários, que ganham 10 vezes o salário mínimo deste país, deveriam a rigor serem Liberais, Neoliberais, Social-Liberais, ou Comunitários-Sociais, enfim. Ganham pelo seu trabalho intelectual.

Eles não vivem do capital que acumularam e herdaram nem têm mil auxílios do Estado, mas mesmo assim preferem defender os interesses de seus patrões, donos de jornais, ou das outras classes que não as suas. É chique!

Assim é que as civilizações foram lentamente desaparecendo, a Egípcia, Maia e Asteca. Os Príncipes, Sacerdotes e os Arrecadadores de Impostos ficaram lentamente sozinhos, sem ter os arquitetos, contadores, engenheiros, agricultores, administradores, escritores e a classe média que mantinham as técnicas daquelas Civilizações.

É um tiro no pé, mas é o tiro que já nos demos, ao criar a ditadura do Partido Único, da união da direita e esquerda, do Maluf e Sarney com Lula e José Dirceu.

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