Entenda: O Engodo do “Multiplicador Bancário”

 

Antigamente, os bancos eram Caixas de Depósitos de dinheiro.

Não era seguro deixar dinheiro debaixo dos colchões, e as pessoas entregavam o dinheiro para as Caixas Fortes, que viriam a ser os grandes bancos de hoje.

Você entregava o seu dinheiro, o caixa anotava numa caderneta de depósito e colocava o seu dinheiro, junto com o dos demais clientes, na Caixa Forte do Banco.

Aí surgiu uma das grandes descobertas dos economistas da época.

90% do dinheiro depositado nunca saía do lugar.

A grande movimentação do retira e deposita se concentrava nos 10% de cima do dinheiro.

Isto foi visto pelos economistas e banqueiros da época como uma grande oportunidade de lucro.

Os economistas e banqueiros poderiam emprestar 90% do dinheiro e cobrar juros.

Sem você perceber.

Um ganho extra para os banqueiros. Leia http://pt.wikipedia.org/ sobre o Multiplicador Bancário.

Um banco poderia emprestar assim, dez vezes o que os depositantes lhe confiaram.

Mas para esta “lei do multiplicador” funcionar é preciso mentir, faltar com a ética, e correr um risco enorme que pode causar crises como esta que estamos passando.

Nenhum outro setor da economia, como Siderurgia, Serviços, pode se alavancar 10 vezes. O problema era obviamente o enorme risco que os economistas da época e banqueiros estavam se expondo. Por isto banqueiros contrataram estes economistas para fazerem lobby no governo.

O Estado deveria criar um Banco Central, um órgão estatal para socorrê-los quando esta mentira fosse descoberta.

Onde está a mentira?

Quando você lê o seu extrato bancário, dizendo que tem R$ 3.300,00 depositado em sua conta corrente, somente R$ 300,00 está de fato depositado no banco naquele momento.

O resto foi emprestado a juros, que você por sinal sequer receberá, apesar do dinheiro emprestado ser seu.

Você não tem um depósito de R$ 3.300,00 como induzem você a acreditar.

Você tem somente R$ 300,00.

Os R$ 3.000,00 restantes são um “a receber do banco”, com a “garantia” do dono do banco.

Uma bela diferença!

O extrato bancário é uma mentira.

O seu “saldo” não está portanto num lugar seguro, razão inicial de nossos avós depositarem o dinheiro, somente R$ 300,00.

O resto foi emprestado para a Grécia, American Airlines, e quem sabe quem.

Criou-se uma forma legal de estelionato, onde o dinheiro é roubado temporariamente para poder gerar este “Multiplicador Bancário”.

E é esta alavancagem que gera crises financeiras, nada a ver com crises do capitalismo, como os marxistas lhe fazem crer. As crises existem devido ao Socialismo estatal, devido à cumplicidade do Estado em ajudar banqueiros e economistas, e não os demais setores do país.

Vejamos o caso concreto do Banco do Brasil, um banco acima de qualquer suspeita.

Ele tem hoje 140 bilhões de depósitos à vista incluído poupança, que também é à vista.

Mas ele só tem 9 bilhões de dinheiro disponível.

Se todos quiserem sacar, como fazem em momentos de crise, o banco quebra. 

Ou quando alguém sai na Bloomberg dizendo que 150 bancos estão quebrados inclusive o FDIC. Veja o idiota que disse isto em 2008.

É este “multiplicador bancário” que tem causado uma crise mundial após outra, desde que descobriram que só 10% dos depositantes querem ver a cor do dinheiro, em média.

Este engodo original já foi tão esquecido, que a maioria dos textos sobre Multiplicador Bancário, diz que isto é devido a uma lei do Banco Central.

Por que você acha que os economistas querem ter um Banco Independente da eleição democrática? Como tem gente ingênua no mundo inteiro.

Algo para se pensar.

(Lido por 3034 pessoas até agora)

16 Comments on Entenda: O Engodo do “Multiplicador Bancário”

  1. Se formos analisar a história econômica mundial, iremos descobrir que crises que acabaram em corridas bancárias (retiradas excessivas dos bancos e redução da liquidez)são inúmeras. O problema não ocorre pelo fato de o banco emprestar o que foi depositado, mas em emprestar dinheiro do nada.
    Para entender melhor, imagine que A deposita 1 mil no banco; o banco emprestou 1 mil para B e irá receber 1,5 mil do mesmo. Ele se aproveita disso e empresta os 1,5 que IRÁ RECEBER para C. Ou seja, ele criou 2,5 mil a partir de mil (1,5 mil surgiram do nada)… ai C não paga, B não paga e A quer receber seu depósito. CRASH!

  2. Poxa, o blog esta com um nivel muito bom aparentemente, sempre um bom meio de informação.

  3. Quando li o texto do Kanitz, foi a TACE o primeiro pensamento que me veio a mente.
    Excelente texto, Sr. Kanitz

  4. É tão simples que é difícil de acreditar: os bancos comerciais CRIAM dinheiro do NADA.
    A inflação é um imposto escondido.
    Muito bom ver que tem gente antenada nesse assunto.
    Quem quiser saber mais pode conferir o movimento inglês positivemoney. Só procurar no Google.
    Também tem ótimos documentários como o Zeitgeist e Money as Debt.

  5. Okay, vou fazer uma exceção ao que escrevi a cima e responder este comentário seu, mas de fato paro por aqui.
    Discordo do seu primeiro parágrafo, Mises quando escreveu sobre sistema bancário só tinha o desejo de deixar ele fora do controle do governo, se escreveu mais eu não li muito, já Rothbard escreveu várias vez que o sistema de reservas fracionárias é fraudulento e o objetivo final de vários escritos dele era guiar a criação um sistema de 100% de reservas que seguissem o free banking, usando leis para isso forçadas pelo governo para isso, uma citação de uma obra dele:
    “But if fractional-reserve banking is fraudulent, then it could be outlawed not as a form of administrative government intervention in the monetary system, but rather as part of the general legal prohibition of force and fraud. Within this general prohibition of fraud, my proposed banking reform would leave the private banks entirely free.” Ele escreveu isso em: The Case for a 100 Percent Gold Dollar.
    Isso é bem diferente de liberdade de escolha. Mas como escrevi antes, é bem provável que tal liberdade seria criada por um mercado negro na busca das pessoas por juros menores nos seus empréstimos.
    De certo modo você pode ter um esquema onde 100% dos seus ativos estão guardados e ninguém vai emprestar eles sem sua permissão, você pode comprar ouro e guardar num cofre ou pode comprar uma ações e deixar numa casa de custódia, elas não são instituições depositárias e não podem funcionar com reservas fracionárias, o primeiro esquema é o que faz mais sentido para os austríacos, mas é fato em ambos os casos que você não pode usar o que tem como meio circulante.
    Sobre bailouts eu sou contra, mas não sei se na prática isso afeta muito a economia depois de uma crise, dizem alguns que sim com dados para comprovar isso e dizem alguns que não também com dados, infelizmente economia não é física onde jogamos um monte de dados numa equação e poderíamos saber a resposta de imediato e eu desconheço de algo pra decidir por mim mesmo.
    Salvo engano o aumento da quantidade de dinheiro disponível é usado por todo economista que vi como algo que todos eles chamam da causa do aumento da inflação. Deve ter quem discorde mas eu desconheço.
    A crise australiana segundo o paper reduziu em 26% o tamanho da economia australiana de então, e segundo informações de outros lugares, fez a década de 1890 e começo dos anos 1900 muito ruins para a Austrália, depois disso várias leis foram de regulamentação foram criadas e um banco central em 1911. Não sei mais sobre isso infelizmente.
    Não posso dizer sobre os demais, mas eu pedi demissão e estou nos meus 30 dias finais na empresa e não planejo pedir seguro desemprego, se é que isso é possível, acho que só os demitidos podem ter direito a isso, vou ficar um ano trabalhando num projeto meu que com sorte pode virar algo comercial, depois eu decido o que vou fazer.
    Bem quanto a refutar a escola austríaca eu como disse não sou economista, não consigo entrar nos meandros das diversas teorias econômicas e discutir sobre elas, eu discordo do marxismo pois do ponto de vista econômico ele parte de um modelo que é descrito, a partir daí a teoria considera esse modelo um axioma e crê que a partir disso pode aplicar lógica de primeira ordem pra deduzir o que vai acontecer ou o que deve ser o ideal.
    A escola austríaca não é muito diferente pra mim, só faz menos bem predições e tem menos axiomas e se restringe a economia, ainda que Rothbard tenha apresentado opiniões sobre quase tudo, a maneira de funcionar é basicamente a mesma entre as duas teorias, mas é bom notar que a escola austríaca tem muito mais que as interpretações de Mises, Rothbard e Hayek, quem começou tudo isso foi Carl Menger e há vários outros economistas que discordam desses 3 mas concordam com Menger, alguns consideram Schumpeter um austríaco outros não, o Mises.org praticamente não considera.
    Isso pra mim traz muitos problemas, praticamente graças a isso ambos os movimentos tendem a fazer uma hagiografia de suas figuras centrais e tentam refutar quem não concordam com eles ou mostrar que há erros nas idéias dessas figuras.
    Caso queira uma boa discussão no economês, Bryan Caplan tem um texto sobre isso: “Why I Am Not an Austrian Economist”.

  6. Multipliar o dinheiro por dez é tornar várias pessoas donas desse dinheiro ao mesmo tempo. Isso obviamente é uma fraude, e só pode acabar em crise. Esse efeito multiplicador chama-se inflação. É isso mesmo, os bancos lucram com o seu dinheiro e ainda desvalorizam ele ao memso tempo.
    E quando há crise, o BC imprime dinheiro, criando novamente inflação. Basicamente é um meio de roubo utilizando uma sofisticada e abstrata estrutura monetária.
    Recomendo fortemente que o Sr. Kanitz estude a escola austriaca de economica. Todos que fizeram isso irao se surpreender sobre como tudo isso já é conhecido faz um século.

  7. Ricardo,
    Para ser coerente com o que Mises, Rothbard e outros defensores do liberalismo defendiam, é preciso dar a liberdade de escolha entre o sistema fracionado ou não.
    Ou seja, não defendo a obrigatoriedade do 100% de reserva, porém se alguém for usar o sistema fracionado, que seja alertado para o risco inerente ao sistema, E PRINCIPALMENTE que o governo não salve o banco como vem acontecendo pela historia. Você vai argumentar que os bancos não foram salvos com dinheiro recém impresso ou criado virtualmente ou ainda saido do bolso dos contribuintes?
    Você vai negar que o aumento da base monetaria causa o aumento de preços sem causar o aumento de salarios, diminuindo o poder de compra do cidadao comum e distorcendo todos os preços da economia?
    Essa crise da Australia, não tenho ideia do que aconteceu. Te pergunto: qual foi o tamanho da crise? Comparavel à crise de 29 ou à crise de 2007? O governo salvou os bancos?
    Uma coisa que as pessoas não costumam enxergar, é que quando o governo estipula uma regra, essa regra vai sempre influenciar a sociedade. Quando o governo estipula que a pessoa pode receber seguro desemprego por 6 meses, você vai ver pessoas planejando passar 6 meses desempregadas.
    Quando você estipula que o banco pode ter 30% de reserva, os bancos vão passar a operar exatamente nessa margem. É claro como a agua.
    A diferença entre o marxismo e a EA, Ricardo, é que o marxismo é baseado em teorias ja provadas falsas atraves de argumentos racionais (teoria do valor do trabalho e teoria da exploraçao), enquanto a EA se baseia em argumentos racionais ainda não refutados.
    Se você discorda dessa minha afirmação, por favor esclareça o erro.

  8. Antes esteja avisado que não sou economista, trabalho num banco de investimentos mas odeio o setor e vou sair ainda esse mês, não tenho a maior parte do meu dinheiro na divisão de clientes do banco que trabalho como disse abaixo, logo não tenho nenhum interesse em defender meu empregador, já acreditei no que lia no mises.org (o original) mas comecei a enxergar que o que eles dizem não faz sentido na maioria dos casos, isso depois de começar a trabalhar em um banco e tentar ver o que aconteceria se o sistema bancário fosse “austríaco”. Esse comentário vai ser longo mas vai ser o único que vou colocar aqui, acho que esse espaço não serve pra esse tipo de discussão.
    Para mim a escola austríaca é uma espécie de Marxismo desse século, tanto na forma de funcionar intelectualmente, ambos almejam uma espécie de utopia, o que é inaceitável para alguém intelectualmente conservador como eu, quanto no detalhe de que vejo muita gente inteligente acreditando nos argumentos da escola, assim como um bocado de gente inteligente acreditou no Marxismo entre o século XIX e XX.
    Aí vai o argumento.
    Até onde sei o sistema de reserva fracionado não precisa de nenhum estado para forçar os bancos a funcionarem dessa forma, quando surgiu lá no século XIX os bancos não tinham um banco central em cima deles e por vezes imprimiam o próprio dinheiro, ou certificados de depósito de ouro.
    Um exemplo claro de que esse tipo de crise pode existir fora de uma situação onde não existe um banco central é na crise australiana de 1893, essa crise é boa pra argumentar com os seguidores de Rothbard:
    1) Os bancos australianos funcionavam no esquema free banking, que vários austríacos afirmam ser o destino ideal de um sistema bancário, pra quem não sabe isso significa que cada banco podia imprimir o próprio dinheiro, por exemplo.
    2) Nessa época a Austrália não tinha banco central, apesar disso todos os bancos funcionavam no sistema de reservas fracionárias.
    3) Basicamente graças a isso os juros funcionaram bem diferente do que a escola austríaca diz como eles deveriam funcionar num sistema free banking, e como parte da Austrália enfrentava uma bolha imobiliária na década anterior uma maneira barata de “fazer” dinheiro era pegar um empréstimo, comprar um imóvel e vender um tempo depois, pois os juros eram mais baixos do que a valorização anual dos imóveis.
    Para mais detalhes você pode consultar o paper “Free banking gone awry: the Australian banking crisis of 1893” de Charles Hickson e John Turner.
    Eu acho que talvez um banco islâmico* pode ter o objetivo de operar num sistema de 100% de reservas mas duvido que algum no mundo funcione assim, se funcionar deve ser um banco nacionalizado que se sustenta com dinheiro de impostos, o que por si só é um caso que os austríacos odiariam, ou deve cobrar taxas de operações caríssimas dado que pra operar sem lucrar com empréstimos o banco ia precisar de capital vindo de algum lugar, pra comprar computadores, acesso a redes de alta disponibilidade, pagar funcionários, além da compra ou aluguel de bens tangíveis e até mesmo marketing de produtos.
    Seria bem provável, ainda que tivéssemos uma lei obrigando 100% de reservas, ver o surgimento um mercado negro pra oferecer empréstimos a juros menores no sistema de reservas fracionárias, tal como acontece no mercado de propriedade intelectual com o surgimento de produtos piratas, em tese o estado garante uma escassez artificial por vias das leis de monopólio de direito autoral.
    É bem verdade que no caso do sistema de 100% de reservas a única coisa que aconteceria numa corrida aos bancos seria que o banco em questão provavelmente faliria e não aconteceria do banco ficar devendo dinheiro aos seus depositantes, mas acho que mesmo nesse caso uma corrida aos bancos ia gerar um pânico geral nos depositantes de outros bancos.
    É bom lembrar que o mercado securitário opera num sistema semelhante ao de reservas fracionárias, se acontecer, por exemplo, um grande ataque terrorista a um porto com a escala do porto de Singapura ou Roterdã é bem provável que com isso muitas seguradoras e resseguradoras marítimas globais quebrem e com isso as companhias de transporte marítimo iriam cobrar muito mais pra fazer o transporte em barcos que custam uma fortuna e não estão segurados, sem seguro hoje um barco não sai de um porto, fora o fato de que um dos maiores portos do mundo fora de operação já causaria um grande aumento de preços nos produtos globalmente.
    Por último, seria bom se o Mises Brasil prestasse atenção em quem eles chamam pra participar do instituto, explico com dois links abaixo que o Fernando Chiocca produziu, o Mises.org é bem conhecido por adotar as estratégias de Lew Rockwell e Murray Rothbard em explorar ressentimentos étnicos e de classe pra avançar opiniões, uma pequena navegação no Mises Brasil e deu pra ver que isso foi copiado por aqui.
    http://twitter.com/#!/feritobr/status/3557329639317504
    http://www.mises.org.br/SearchByAuthor.aspx?id=87&type=blog
    Bem é isso.
    * Pra quem não sabe muçulmanos não podem emprestar dinheiro cobrando juros, os bancos islâmicos com isso costumam ser bem mais conservadores nos seus empréstimos e costumam cobrar taxas no lugar de juros, em tese seria mais fácil esse tipo de banco operar com 100% de reservas graças a isso.

  9. Ola,
    A teoria dos ciclos econômicos da Escola Austriaca de Economia aponta para esse sistema de reserva fracionaria como um dos principais causadores de crises, junto à moeda de curso forçado e ao monopolio da moeda pelo banco central. Os bancos são um cartel garantido pelo estado, e quem fica com o prejuizo é a população obrigada a utilizar essa moeda.
    Inflação, tecnicamente, é esse aumento da base monetaria de um pais, e o aumento geral de preços numa economia é uma consequencia da chegada desse dinheiro novo vindo do nada.
    O dinheiro criado do nada chega primeiro nas mãos de grandes empresarios bem conectados, como Eike Batista com seus emprestimos bilionarios do BNDES a fundo perdido, as empresas dele compram muitos produtos e serviços no preço antigo, a demanda aumentou sem aumentar a oferta, então os preços sobem e quem recebeu por ultimo esse dinheiro vai comprar com preço novo.
    Os bancos nao fazem a economia girar, isso é um absurdo. O que faz uma economia prosperar é a produção e o constante aumento de produtividade, seja atraves do aumento da eficiencia, da inovaçao tecnologica ou do melhor encaixe na preferencia dos consumidores.
    Inflaçao somente causa disturbios no processo natural de precificação e ajuda os bancos, o governo e os grandes empresarios conectados. O pequeno não ganha nada com a inflaçao, isso é um mito. Se o governo não estabelecesse artificialmente os juros (preço do dinheiro) as pessoas teriam mais capacidade de saber quando começar projetos de longo prazo, baseadas na quantidade de poupança real disponivel. Como mostrou o autor deste artigo, a “poupança” é na verdade um dinheiro multiplicado.
    O banco ficou com o ouro das pessoas quando passou a não se preocupar mais com reservas, vocês imaginam isso?
    Leiam: http://www.mises.org.br

  10. Eu não sei quanto aos demais bancos mas as cooperativas de crédito retornam uma comissão do lucro que elas obtém para os associados, esse tipo de instituição financeira mutual ainda é fraca e pequena comparada aos bancos privados no Brasil, talvez pelo fato da sociedade civil no Brasil ser desorganizada e não muito proativa.
    Eu sou cooperado do SICOOB, que tem a conta onde deixo a maioria do meu dinheiro antes de comprar algo ou passar pra alguma modalidade de investimento e graças a isso recebo juros no meu depósito, eu também tenho uma conta no Santander onde deixo menos de R$ 3000,00 que é conta tem o cartão de débito e crédito que eu uso no dia a dia mas não uso pra mais nada além disso.

  11. Em nosso país, há 50 anos, os bancos não cobravam taxas e pagavam juros ao correntista anualmente. Durante alguns anos minha conta no extinto Banco Nacional, remunerava meus depósitos. Essa prática
    atual do sistema bancário veio sendo introduzida
    devagar e de modo subreptício, a reboque de uma legislação cavada pelos bancos junto aos nossos politicos profissionais e corruptos. Por isso pagamos
    para os banqueiros ficarem cada vez mais ricos, sem
    correrem riscos maiores. Isso é uma vergonha!

  12. Kanitz, não sei se entendi sua conclusão. Penso que este seja o grande merito dos bancos, fazer girar a economia. Tipico do capitalismo. O problema, como sempre, esta com a regulamentação que fica a cargo dos governos. Este sempre entra para atrapalhar, não sei se por maldade ou por burrice mesmo, talvez ambas mais as teorias socialistas burras. Otimo Kanitz.

  13. Muito interessante. Seria bom saber um pouco mais sobre “Mas emprestar o seu depósito bancário sem a sua permissão, no meu país é crime.”.
    Se for o que estou pensando, poderíamos processar os bancos onde temos conta.
    Interessante é pensar que se formos no banco fazer um empréstimo, onde vamos tomar emprestado seu próprio dinheiro, ainda pagamos altas taxas de juros…

  14. Prezado Kanitz;
    O pior é que ainda você tem que pagar as Tarifas Bancárias mais caras do mundo. Tarifas essa que os bancos cobram e que são suficientes para cobrir 110% de todas as despesas do Banco. Isso é uma VERGONHA. Tudo com o consentimento do Banco Central. às vezes aparece um débito em sua conta e o Gerente Diz: Isso é norma e autorização do Banco Central. Mas a conta é sua, o dinheiro é seu, se o Banco Central deseja fazer algo que faça com o dinheiro dele ou ao menos nos informe e nos solicite uma autorização.

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