A Transição da Poligamia e Monogamia

Esta transição da Poligamia para a Monogomia, do coletivismo da Cultura G para a Monogamia da Cultura P tem sido o assunto de dezenas de lendas, mitologias e histórias bíblicas, e mostra que é uma transição extremamente longa e bastante combatida.

Na minha opinião, essa transição ainda não chegou ao fim. De tempos em tempos o pêndulo vira para o outro lado.

Como lidamos com fortes componentes genéticos e culturais que não se dissipam tão rapidamente, é uma briga para milhares de anos.

Hoje em dia, quando se lê sobre “o fim da família”, sobre o “fracasso da família” e sobre as novas “famílias alternativas”, pode-se pensar em dois cenários:

1. Que a família e a monogamia chegaram ao fim. Que se trata de um modelo que se esgotou — afinal ele durou três milhões de anos, já era tempo para mudar. (Leia esse tipo de análise em “A mulher no terceiro milênio”, de Rose Marie Muraro.)

2. Que a família e a monogamia são fenômenos recentes, de somente 10 mil anos, e que ainda não se consolidaram. Trata-se de um discurso em prol da continuação da monogamia, família e Cultura P que ainda não se consolidou.

Longe de declararmos o fim da família, de argumentar que a família está em decadência, poderíamos muito bem argumentar que a família como está ainda não conseguiu ser implantada. Estes 10 mil anos iniciais de tentativas são uma fração de segundos se comparados aos três milhões de anos ao longo dos quais reinou a poligamia sexual.

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