Karl Marx e Piketty Erraram

 

Karl Marx e Piketty erraram até no nome de seus livros.

Economistas em geral são analfabetos funcionais em termos de contabilidade, que por sinal deveria ser a linguagem do economista como ela é do administrador de empresas.

Eu sou um bom economista justamente porque entendo um pouco de contabilidade.

Economia demorou para entender o conceito de patrimônio líquido.

Desde Adam Smith eles discutem renda que é basicamente receitas das empresas e nada tem a ver com o patrimônio de uma nação.

O famoso livro “Riqueza das Nações” incrivelmente nada tem a ver com a “riqueza” das nações, os ativos acumulados menos as dívidas de um país, e sim com as receitas da nações, o PIB, o que é um erro monumental ou amador.

Tanto é que para todos os economistas do Brasil, as receitas da Petrobras e da Vale entram no nosso PIB como se estivéssemos ficando mais ricos com isto.

Mal sabendo que estamos reduzindo um ativo e trocando por outro, dinheiro.

O nosso patrimônio ou capital ficariam os mesmos se os governos do PSDB e PT investissem o total das receitas da Vale e Petrobras em infraestrutura. Mas não, gastam em aposentadorias ou bolsa família e dizem que estamos ficando mais ricos.

Santa ignorância em pleno século XXI.

Todos os que leram “Das Capital”, de Karl Marx, e “Capital”, de Thomas Piketty, nem perceberam que eles erraram até no título.

Bastaria ler um único balanço das empresas capitalistas, de onde o termo surgiu, para ver que capital é um passivo. Como as dívidas, cuja soma é exatamente igual ao ativo, as máquinas e os equipamentos da revolução industrial.

Todo contador sabe que capital não existe fisicamente, existem sim as máquinas e infelizmente as promissórias a pagar.

Capital  não existe, é uma equação. Uma equação contábil é a diferença entre o que pessoas pouparam e investiram ao longo de suas vidas e as dívidas que contraíram.

Você tem um patrimônio, mas é um número simplesmente. Você tem mesmo é uma casa, alguns móveis e uma coleção de livros e roupas usadas que tem valor e podem ser vendidos, mas seu capital não.

Taxar o capital do mundo é taxar uma equação, como taxar pressão atmosférica, outra equação.

Ou taxar pelo peso das pessoas, outra medida teórica, que mede o tamanho de uma pessoa.

O que Piketty e marxistas em geral querem taxar em 5% por exemplo, é 5% dos investimentos menos 5% das dívidas, inclusive impostos e salários a pagar.

TAXANDO estes dois você indiretamente estará taxando 5% do capital.

Mas é isto mesmo que vocês defensores de Piketty e Karl Marx realmente querem fazer? Reduzir em 5% as máquinas, os estoques, o ativo circulante que financiam a produção?

Piketty e Karl Marx acham que nosso capital é um bem físico! Como ouro e títulos públicos, que podem ser taxados em 5% sem afetar nada das empresas.

Aliás, acham que taxando o capital poderão gastar mais em saúde e educação, sem nenhuma outra consequência.

E vou deixar algo para vocês pensarem.

Por que nos balanços das empresas o capital vem associado com o termo Social, Capital Social, um termo por excelência socialista num instrumento tão capitalista?

Já escrevi um artigo na Veja sobre isto, basta procurar.

 

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10 Comments on Karl Marx e Piketty Erraram

  1. Nessa o Kanitz aproveitou de sua inteligencia para confundir o leitor quanto aos significados da palavra propriamente dita… Fica o elogio para a parte em que mostrou o valor da contabilidade para um Administrador. Tudo na vida tem algo de bom!

  2. Nesse caso “Capital” é capital físico mesmo, termo econômico e não contábil. É o “K” da equação Y = F (K, L). A renda desse capital é o “r”, economicamente, que nada mais é que a parcela da produção que cabe ao detentor dos direitos sobre “K”. O Y produzido com K e L é então distribuído em “r” e “w”, renda do capital e salários (o truísmo contábil em contabilidade social envolve também aluguel e juros, mas nesse caso estamos simplificando).

    Nesse caso, as variáveis de estoque (que você chama de patrimônio no seu texto), são K e L. E as variáveis de fluxo (suas receita e despesa) são “r” e “w”.

    Basicamente, podemos dizer que Marx diria é que “r” é (sempre) desproporcionalmente maior que “w”, e que o Piketty diria que “r” tem crescido desproporcionalmente. Com o “r” crescendo a taxas maiores, os recebedores de “r” tendem a acumular mais “K”, e como r = f (K), o patrimônio K dos capitalistas tende a aumentar cada vez mais. L, por outro lado, não é função de “w” da mesma forma.

    Qual o resultado desse exercício teórico? É que a tendência “natural” do sistema é de que os detentores de K passem a ter cada vez mais K, e, assim, passem a abocanhar uma parcela cada vez maior de Y através de seu “r” crescente. Como isso é indesejável (nem para todos, é claro), a solução proposta é taxar K, de modo a distribuir melhor a renda entre “r” e “w”. Com isso, “r” se torna “r – taxa” e w se torna “w + taxa” (de maneira simplificada e ignorando efeitos do imposto em Y, é claro).

    Seu texto é baseado em semântica. Você comparou dois conceitos distintos, um econômico e um contábil, que, por ventura, têm o mesmo nome. São homônimos com significados diferentes. Se eles estivessem falando do “capital” de que VOCÊ está falando, estariam errados, mas eles não estão.

  3. Não é optar pela ignorância. Nessa matéria da origem do termo “capital social”, estamos os dois em pé de igual ignorância, por falta de fontes a citar. Dentro do conhecimento de contabilidade que eu tenho, faz todo sentido supor que social refere-se àquela sociedade [=empresa] em particular e não a algo como um “uso socialista do capital”. O que ele tem a dizer em defesa dessa origem, além da sua própria imaginação?

  4. “continuo achando que não é isso” desculpe, mas a partir do momento que opta pela ignorância, não tem como continuar argumentando. Acredito que o Rgs Mc foi mais sensato em não responder do que eu ao te explicar isso.

  5. continuo achando que não é isso; mas, supondo que fosse, por que isso impede que seja eleito como alvo de tributação (preferencialmente em relação ao trabalho)? O trabalho também “beneficia a sociedade”, se o critério é esse.

  6. O capital é “social” pois pertence a sociedade, organização, empresa. Da mesma maneira que no socialismo os meios de produção pertencem a sociedade, ao “Estado”.

  7. Pelo visto não mesmo. Optar por taxar o capital é simplesmente fazer as pessoas que têm bens acumulados (bens produtivos, de capital) bancarem as pessoas que vivem do seu trabalho puro e simples (assalariados). Não sou nem favorável a isso, mas a discussão é essa. É muita semiótica dizer que o capital “é uma equação”, ou que leva o apelido de “social” pq está posto a serviço da sociedade em algum sentido…

  8. Capital “social” não tem nada a ver com socialismo; é simplesmente o capital “da sociedade”, daquele ente criado pelos sócios.

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