A Decadência do Jornalismo Brasileiro

 

Um dos grandes problemas do Brasil é a falta de uma instituição que nos informe, que nos guie para o futuro, que nos identifique os problemas com que deveríamos nos preocupar, que nos adiante as tendências do futuro.

Eu pagaria uma fortuna por tudo isso, por exemplo, um jornalista que indicasse que setores e ações terão mais chances no futuro.

Há mais de 50 anos nosso jornalismo está em decadência, desinforma, mente deliberadamente, dizendo, por exemplo, que o juro é de 6,5% por exemplo, quando ele é 1,2% ao ano, bela diferença, e que não compensa o risco, aliás. (6,5 – 20% IR – inflação)

Aliás, nosso jornalismo nem sequer se paga, tal o lixo que é publicado.

Para sobreviverem, nossos jornalistas precisam se prostituir vendendo anúncios.

Ninguém mais paga o preço de mercado pelas informações que nossos jornalistas produzem.

Elas precisam ser subsidiadas por anúncios, que vergonha.

Anúncios vindo do capitalismo que eles tanto odeiam, ingratos.

Estão todos falidos porque nosso jornalismo não fornece informações úteis que consumidores pagariam, porque ele é somente ideologia requentada.

Quantas pessoas cancelaram a Veja e continuam surpreendentemente a receber a revista grátis, isso porque eles estão vendendo é você para os anunciantes.

Eles ganham vendendo você e não vendendo a você informações relevantes.

Em 1972 eu escrevia a coluna de Investimentos da Veja, que foi de 5% para 25% de índice de leitura, quando imediatamente o editor disse, chega.

Cortou a coluna de Investimento, até hoje ela inexiste permitindo, por exemplo, a Empiricus ganhar fortunas em cima dessa omissão da Veja.

Nossos jornalistas são os mesmíssimos de sempre há 50 anos no batente, por falta de renovação, entrevistando os mesmos economistas de sempre, com as mesmas ideias de 200 anos atrás.

São 40 anos que Miriam Leitão, Augusto Nunes, Celso Ming, Rodolfo Kuntz escrevem a mesma coisa, juros de 6,5%.

Jornalismo honesto somente teremos quando jornalistas não ganharem de anúncios e subsídios dos capitalistas, e sim do fruto do seu próprio trabalho.

Não são as editoras, as TVs, e as revistas que estão em crise financeira, é o jornalismo brasileiro que nada informa ao leitor pagante.

E que precisa urgentemente mudar, e começar a fazer sua função social, a de ser útil à sociedade.

 

(Lido por 3497 pessoas até agora)

9 Comments on A Decadência do Jornalismo Brasileiro

  1. Eu sou um dos que cancelou a assinarura de Veja e continuo recebendo a revista! Aliás, nesse período eleitoral Veja deixou de ser um revidta e passou a ser uma cartilha de doutrinação da esquerda,entrevistando sempre intelectualóides que vivem pendurados nas franjas das faculdades públicas. Uma vergonha!

  2. Tem também o problema dos anunciantes da resvista impressa que não são mostrados nos sites destas revistas. O estranho destas editoras é deixarem o google colocar banner de tudo menos dos anunciantes que pagam pela edição impressa. Isto é um tiro no próprio pé e nos anunciantes.

  3. Sim verdade. Recebemos a rwvista veja já á meses. Mas ela nos é bem útil. UTILIZAMOS PARA FORRA O CHÃO PARA NOSSO CACHORRO FAZER SUAS NECESSIDADES

  4. Gargalhei com a história dos leitores de Veja que cancelaram a assinatura e continuaram a recebê-la de graça. Fui um deles! E não foi de graça, porque tiveram a cara de pau de cobrar o primeiro mês, e eu a ingenuidade de aceitar.Hoje eu não quero essa revista nem de graça, de graça é caro!

  5. O bom jornalismo, de bela escrita e consistentes conteúdos existe apenas em pequenos núcleos, ainda liderados, formal ou moralmente, por excelentes pensantes, também bons escribas e sólidos críticos, cujas opiniões ainda têm peso significativo na comunicação. No mais, o jornalismo é composto por novas crias, oriundas da linguagem mastigada, dos pensamentos incompletos, dos conteúdos explosivos e dramáticos, sem sê-los, é verdade!, apenas para a torcida de pouca leitura e rara compreensão do entorno. Com isso tudo, e estou no mesmo tom do autor, a grande imprensa vive da publicidade e da propaganda, especialmente esta, quando matérias jornalísticas são geradas por encomenda e, sem parecer, tem tal objetivo. Isso tudo, leva-me a concordar com a proposta, ainda não explicada em detalhes, de Bolsonaro, quando “ameaça” reduzir recursos financeiros para o setor, pois, pensando bem, para quê publicidade do Governo, a não ser aquela cujas ações são necessárias e que dizem respeito à sensibilização da sociedade para questões específicas como, por exemplo, vacinação, prevenção à saúde, etc.

  6. Não é somente isso!! Quando vemos o jornalismo investigativo, por exemplo, sobre a previdencia social, fazem um trabalho fraco, sem informações consistentes, sem trazer o historico geral desde quando ela foi criada, não se comenta, sobre os tantos bilhões ou até mesmo trilhões arrecadados e que ao longo do tempo os governos desviaram para outros fina diversos do real e hoje essa pouca vergonha em dizer que a previdência tem um déficit grave. Além dos desvios de finalidade com os impostos criados e arrecadados para a seguridade e que o governo FHC conseguiu no STF para incorporar o caixa geral do governo e assim usar para outros fins.
    Lamentável que as pessoas estudam uma vida para depois se sujeitar a prodizir materias tendenciosas, fracas e sem o contexto real de cada questão ou situação abordada.

  7. Olá.
    Sou seu leitor desde os anos 80 e está é a primeira vez que faço contato. Aliás além de ser leitor, sou vibrante até hoje com o “Livro a 3a Onda”.
    Parabéns pela matéria acima, infelizmente retrata o mau momento que o Brasil vive nas suas instituições, visto o erro grosseiro das pesquisas no 1o Turno, que indicava a eleição de Dilma e Suplicy cOno certa á bem sequer se elegeram… e a Globo News na sua bancada dos mais “nobres” Jornalistas, não comentava como erro de pesquisa, somente com o “mudança do eleitor no dia”…
    Abraços
    Luiz Sodré

  8. Os 2 primeiros parágrafos “traduzem” exatamente o que eu penso: não há a mínima preocupação com o futuro e as tendências do nosso país. Onde está o ministério (ou secretaria ou grupo ou junta) pensante que planeje o país nos próximos 30 anos?
    Minha impressão é que não traz dividendos políticos, por isso não é interessante.

  9. Eu entendo que parte da decadência jornalística pode ser atribuída a multiplicação das mídias escritas e televisivas pelo advento da internet e TV a cabo etc, resultando na dispersão dos anunciantes, mas isso por si só não explica tudo, a competência investigativa, a profundidade dos artigos e seus embasamentos históricos também cairam em qualidade. Pergunto se não teria sido um erro a proliferação das faculdades de jornalismo e a obrigatoriedade do diploma de jornalista , a sensação que nós leitores temos é que as faculdades de jornalismo estão despejando profissionais que se imaginam jornalistas quando na realidade são publicitários ou se sentem publicitários e como tal sentem uma compulsão de que seus artigos precisam estar a sempre a serviço de alguém , seja uma empresa , um governo ou um partido politico , ainda que não estejam recebendo por isso , por uma questão que eu chamaria de “vício publicitário do jornalista”. Procede ? O que você poderia dizer sobre isso ? O fato é que não se está “percebendo” o jornalismo como tal , como um dia existiu , e os melhores jornalistas continuam sendo aqueles da velha guarda que não cursaram faculdades de jornalismo . O que acontecerá ao jornalismo quando só restarem os diplomados ?

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