O Fim da Teoria de Michael Jensen II

O “agency theory” de Michael Jensen da Escola de Chicago, acusa administradores de terem uma agenda própria, e por isto os lucros não eram maximizados, como reza a teoria de Chicago. Por isto propuseram “alinhar” nós administradores aos objetivos da Escola de Chicago, a voltar a maximizar o lucro como queriam, sugerindo aos capitalistas oferecerem bônus milionários aos executivos que maximizassem lucro.

Felizmente as escolas de Administração como Harvard Business School e Stanford conseguiram implantar a Administração Socialmente Responsável, e agora prevalecem as ideias dos administradores novamente, como Jack Welch, outro administrador socialmente responsável.

“Your main constituencies are your employees, your customers and your products.”

“Shareholder value is a result, not a strategy.”

Nossos ativos são nossos funcionários, nossos clientes, e nossos produtos. Valor para o acionista é um resultado, não a estratégia.

Michael Jensen criou um enorme estrago de 30 anos no nosso movimento de administração socialmente responsável, que espero com esta crise seja revisto, como aponta HBS.

A ideia de lucro máximo, e maximizar os lucros, deu numa mega crise.

Administradores socialmente responsáveis procuram lucros sustentáveis e não lucro máximos trimestrais que aumentam o valor da empresa na Bolsa.

Nunca teríamos feito aqueles hedges na VCP, Sadia e Votorantim, que de fato poderiam maximizar o lucro destas empresas, se não fosse a crise não prevista.

As três empresas não tinham administradores como diretores financeiros mas seguidores da Escola de Chicago como diretores financeiros, os três formados pela Economia da PUC.

Não eram administradores financeiros formados, como reza o estatuto de uma destas empresas.

Nós administradores teríamos nestes casos recusado fazer estas operações especulativas, dizendo que especular com câmbio não fazia parte do “core business” da empresa.

“Nosso negócio é celulose e frango. Se o Conselho de Administração quer especular com câmbio, que o façam na pessoa física, e não nesta jurídica”.

“Garantam a operação dando as suas ações em garantia, em vez dos ativos desta empresa, arriscando a sustentabilidade e os empregos de milhares de nossos funcionários”.

Administração socialmente responsável não é somente uma questão de teorias administrativas e métodos quantitativos, é uma questão de postura e ética, de ter coragem e seguir os valores que aprendemos nos poucos cursos que se especializaram em administração responsável.

 

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