Infecções Hospitalares e o Nosso Sistema Universal Socialista de Saúde

 

Num sistema socialista de saúde, onde o Estado não somente paga os custos dos pacientes, mas ainda por cima os administra em seus péssimos hospitais, como se estabelece prioridades de gastos médicos?

Como as demandas por médicos e saúde são ilimitadas, qualquer escolha que priorize uma área significa morte e sofrimento nas outras áreas. Cruel opção do gestor público.

E o Estado, a rigor, não pode determinar quem vai sobreviver e quem vai morrer, embora burocratas o façam todo dia.

Pensando no assunto, cheguei a uma área em que o Estado não pode negligenciar de jeito nenhum.

Uma área que deve ser prioritária, especialmente num sistema Socialista de Saúde:

Infecções hospitalares e de Postos de Saúde.

Do ponto moral e ético, um valor muito forte entre socialistas, a medicina pública simplesmente não pode retornar o paciente pior do que o recebeu.

Retornar do mesmo jeito já é imoral, mas pior é criminoso.

Não adianta priorizar câncer, dengue, resfriado, se 14% da população contrai novas doenças no próprio hospital público socialista.

Mas é isso que ocorre.

14% dos pacientes da nossa medicina socialista retornam com infecções hospitalares que contraíram no próprio SUS, e que são cada vez mais difíceis de combater devido à crescente resistência bacteriana.

No setor privado isso já é prioridade número 1, e os índices são de 3%. Há hospitais privados com quase zero.

Se você for para uma UTI socializada do SUS o índice vai para 45%. Um escândalo!

Ou seja, o Estado está matando deliberadamente os pobres, e a classe média comunitária está se salvando como deveria.

“Em 1989 o Brasil criou a primeira Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), ligada ao Ministério da Saúde.

Vinte e seis anos depois, o cenário dos hospitais brasileiros não mudou muito. Segundo a Anbio, 80% dos hospitais não fazem o controle adequado de infecção hospitalar, onde o índice varia entre 14% e 19%.”

Os 20% que se preocupam são hospitais sem fins lucrativos e comunitários.

“Estima-se que 100.000 pessoas morrem por ano decorrente de infecção hospitalar.”

Isso se você acreditar que todos os casos são registrados pelo SUS.

Nesse caso, o Estado contribuiu diretamente com a morte de 100.000 pessoas pobres e não fez absolutamente nada por 26 anos.

Isso tem que mudar.

Combater infecção hospitalar tem de ser prioridade de todo governo socialista ou social que se diz preocupar com o outro.

E para combater infecção hospitalar precisamos de elevado nível de cooperação, logística, administração, contabilidade, rapidez, que a maior parte das atividades dirigidas pelo Estado não tem.

Poderemos assim resolver dois problemas ao mesmo tempo.

Mas para isso precisamos ensinar nas nossas Faculdades de Medicina a Administração Responsável das Nações, que advogo há mais de 20 anos.

Quanto mais tempo a esquerda brasileira irá boicotar essa iniciativa?

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