O Fim das Florestas Temperadas

Parabéns Economist, por explicitar a grande hipocrisia do debate de desmatamento.

Esta semana, a Revista Economist escreve falando sobre o aquecimento do Ártico.

“Desde a destruição das Florestas Temperadas dos Estados Unidos no século 19, e o aniquilamento das florestas da China e da Europa Ocidental 1000 anos antes,  o mundo nunca presenciou uma mudança ambiental tão espetacular como esta agora no Ártico.”

Estas três áreas são responsáveis por 50% das emissões de carbono, porque destruíram as florestas capazes de absorvê-las.

Parabéns Economist, por explicitar a grande hipocrisia do debate de desmatamento.

Mas nenhum ambientalista Brasileiro famoso sequer menciona a destruição das Florestas Temperadas, nem um pio.

A impressão é que ficam tomando sol nas praias do Rio, indo de festa em festa patrocinadas pelas ONGS que enganam o mundo afirmando que o problema é o desmatamento das Florestas Amazônicas.

Pesquisem no Google “Rio+20 Florestas Temperadas” e vejam o silêncio dos intelectuais brasileiros, mais uma vez.

O que está acontecendo com nossos ambientalistas?

Falta conhecimento de história mundial? Medo de concordar com revistas como a Economist?

Estão com medo de não serem convidados para a Rio+30?

Eu não fui convidado para a Rio+20, mas isto não me impede de alertar para o que realmente acontece no mundo. E vocês?

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12 Comments on O Fim das Florestas Temperadas

  1. li aqui que reclamar contra a destruição das florestas e chorar o leite derramado. pois eu também quero derramar meu leite m é transformar as madeiras da minha floresta em móveis e artigos que valem um trilhão de dólares. Tambem quero um padrão de vida de 45.000,00 dólares per capita. depois vou fazer politica dizendo que árvore produz chuva que a Amazônia é pulmão do mundo. Enquanto isso fico torcendo para que o ártico gele menos e eu possa tomar mais matérias primas e petróleo das regiões geladas hoje e transportar mais barato para a China consumidora e ficar mais rico ainda. Já da para sonhar com 60.000,00 per capita.
    É os tontos dos amazônicas na.miseria com a maior diversidade e muita febre amarela, muita malária e fome. beleza.

  2. Uma das coisas mais idiotas que já vi foi a Rio+, um monte de ambientalistas prevendo o fim do mundo e toda papagaiada que a gente já conhece… Os ambientalista ficam criticando os ruralistas sobre as formas de como deve se usar o solo, porém não existe ninguém que cuide mais do solo do que os próprios ruralistas, afinal eles dependem do solo para suas atividades afins, os ambientalistas também não explicaram como produzir mais alimentos plantando menos e cada vez cresce mais a população mundial…. quem vai alimentar esse povo todo? os ruralistas.
    o que eu achei mais legal da Rio +20 é que ninguém falou também sobre a bacia de Guanabara que parece uma fossa, será que ninguém sentiu o cheiro daquilo durante o evento? Afinal essa Bacia e que vai ser usada para os Jogos Olímpicos do Brasil…

  3. Kanitz, eu assinei seu blog quando me interessei pelas suas ideias, no tempo em que ainda assinava a Veja. Já faz tempo. Hoje, cancelei minha subscrição. Me preocupa por demais, pessoas como você, que acreditava com um minimo de sensatez e senso crítico, formadoras de opinião, abraçar o discurso ruralista de nosso Congresso, no momento em que ainda estamos digerindo as malfadadas e maléficas alterações que se pretende em nosso Código Florestal. E torço para que muitos não concordem com essa sua visão de que se ‘ocultam’ as devastações que já ocorreram no planeta em tempos outros, quando o foco ambientalista é salvar e preservar o que sobrou.

  4. Paulo,
    Nao agredi gratuitamente, somente os ecologistas brasileiros que nunca mencionam a preservacao das florestas temperadas.

  5. Esta Teoria de que “a floresta amazônica atrai umidade vinda do oceano” é muito esquisita. Com certeza não foi nenhum engenheiro, físico, geofísico ou meteorologista que a criou.
    Obs.: se o cientista for envolvido com POLÍTICA não vale

  6. As cidades ocupam algo próximo de 2,5% dos continentes pelo globo terrestre. Tirando as áreas de preservação, a maior parte das terras pelo mundo são pouco produtivas, utilizando pouca tecnologia, principalmente entre os países pobres e emergentes.
    Analisando dados, eu diria que as áreas ocupadas por cidades são pouco relevantes para a produção agrícola e, inclusive, pode-se produzir nas áreas urbanas como em iniciativas no Japão (telhados de prédios).

  7. O que analiso deste artigo, é que os países desenvolvidos NÃO QUEREM SACRIFICAR suas áreas devastadas pela agricultura, pecuária e impõe que a responsabilidade pela manutenção do clima é da amazônia.
    Gostaria que algum representante brasileiro colocasse em questão o reflorestamento dos Estados Unidos e da Europa.

  8. Grande professor Kanitz!
    Agredir gratuitamente os ecologistas não ajuda a resolver nossos problemas. Acho que o senhor deveria acompanhar com mais atenção o que é debatido entre os ambientalistas antes de emitir juízo surpreendentemente tão superficial.
    Não ouvi ninguém afirmar que o desmatamento da Amazônia é a causa do aquecimento global. Todos sabemos a falta que fazem as florestas destruídas no hemisfério norte, mas é inútil ficar chorando sobre o leite derramado. Também é sabido que a China e os países industrializados são os maiores emissores de carbono. Não sei de onde o senhor tirou o gráfico, mas o Brasil também é um dos maiores emissores, pois é o campeão mundial de queimadas, prática agrícola medieval infelizmente largamente utilizada no nosso país.
    A Amazônia deve ser preservada principalmente por dois motivos:
    – é a maior reserva de biodiversidade, de vida, do planeta. Por si só isso é um valor incalculável, mas também é um tesouro de infinito potencial econômico.
    – é o principal componente do sistema pluviométrico da América do Sul, fator fundamental do ciclo hidrológico. Ela atrai um volume extraordinário de umidade vinda do oceano, que basicamente constitui o regime de chuvas das regiões sul e sudeste do Brasil. O fim da Amazônia traria a seca para essas regiões, impactando na agricultura, bem como no volume de água dos rios, especialmente na bacia do rio Paraná, reduzindo a produção de nossas hidrelétricas, onde se destaca Itaipu.
    Um abraço de seu admirador de longa data.
    Paulo Renato Menezes.

  9. Deram um tempo no CO2 mas começam a reclamar do uso da água na produção. Agora a moda é calcular quantos litros de água vai num cafezinho, num bife… Só não dizem que a água vem de graça e se não fosse utilizada só escorreria de volta para o mar.
    Quanto ao reflorestamento, que o colega Tiago comentou, como vamos exigir isso numa época em que se fala em escassez de alimentos? Precisamos de área disponivel para alimento, combustivel/energia e reflorestamento. Fora as áreas perdidas para as cidades. Imaginem quanto a agricultura na China perde para a construção de cidades?

  10. Ecomalas atacam de novo!!
    Deram um tempo na emissão de CO2.. Agora os malas estão enchendo por causa das florestas..
    No cérebro dessa gentalha (ou serão anencéfalos??) não existe sol, vulcões, oceanos? A culpa sempre é do ser humano..
    Muito suspeito.

  11. Realmente, isso deveria importar muito mais do que as emissões de poluição por veículos leves. Já faz algum tempo que falo com meus amigos que a verdadeira solução para os problemas climáticos não é só a diminuição da emissão de poluição, mas sim a recuperação de florestas. É nítido que em áreas que conservam melhor as florestas o clima é mais estável em relação à temperatura ambiente.
    O que não consigo entender é, se as nações ricas dizem que não podem fazer nada em relação a diminuir a poluição por que o prejuízo seria muito grande, porque não investem no reflorestamento, que a meu ver tem um custo bem menor, e geraria muitos empregos? Será que os governantes e suas equipes são tão incompetentes assim para não conseguirem ver o custo benefício disso? Entre os benefícios podemos destacar a criação de empregos e a diminuição de gastos com tragédias naturais.
    O que fico mais impressionado é que esse assunto é pouco abordado na mídia em geral. Um dos poucos lugares que aborda esse assunto (assim como vários outros assuntos polêmicos e importantes) é em seu blog. Parabéns Kanitz.

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