Não seria correto discutir a reconstituição das florestas temperadas dizimadas por Europeus e Americanos?
No filme A Bruxa de Blair, sucesso de bilheteria do cinema alternativo americano, há uma cena que fez meu sangue de ecologista amador brasileiro e defensor do crescimento sustentável literalmente borbulhar.
Os três estudantes do longa estão totalmente perdidos numa floresta da Nova Inglaterra e a garota começa a entrar em pânico achando que nunca mais sairia daquela selva.
Seu colega então diz algo parecido com: “Não seja idiota, nós destruímos todas as nossas florestas temperadas. É só andarmos meia hora em linha reta que logo sairemos daqui”.
Ecologistas do mundo todo vivem fazendo protestos para preservar a floresta tropical brasileira, mas raramente param para refletir sobre essa corajosa crítica contida nesse filme, que fez tanto sucesso.
Se alguém se perder na Floresta Amazônica, poderá ter de andar por noventa dias até achar uma saída, tal o nível de preservação de nossa Amazônia, comparada com as demais florestas.
Então, não seria correto discutir com o Obama a reconstituição das florestas temperadas, há muito tempo dizimadas?
Ele vai nos encher o saco com a nossa “devastação da Amazônia”, e vamos sempre ficar na defensiva e concordar em princípio e depois fazer nada.
Que tal contra atacar de vez em quando?
Na Europa e nos Estados Unidos, 98% a 99% das florestas foram destruídas.
O “Crescente Fértil” descrito na Bíblia é hoje o Iraque da “Desert Storm”. Em contrapartida, 86% da Floresta Amazônica continua intacta.
No famoso Museu Smithsonian de Washington, vi um painel que orgulhosamente mostrava um pioneiro derrubando uma árvore para criar uma área arável e poder “suprir nossos antepassados com a comida necessária”.
Destruíram tantas florestas temperadas para plantar comida que hoje eles têm muito mais agricultores do que o necessário, a maioria economicamente inviável.
A destruição das florestas temperadas é uma das razões dos maciços subsídios que a Europa e os Estados Unidos dão à agricultura, razão de nossos protestos junto à OMC.

Obama, Quando Vocês Irão Repor Suas Florestas Temperadas? by Stephen Kanitz is licensed under a Creative Commons Attribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazil License.
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ANDRÉ
Camarada estranho, só enxerga o próprio nariz, sua opinião nem merece comentários, mas em todo lugar sempre tem um estraga prazer, com pouca ou nenhuma criatividade….
milton
O MEIO AMBIENTE
Eu tenho um principio. Eu devo respeitar as crenças dos outros, mesmo não acreditando nelas.
Eu, particularmente não acredito que exista um deus determinando os nossos destinos. Eu acredito que nós podemos e devemos construir os nossos destinos.
Eu acredito na teoria da Evolução das espécies de Charles Darwin . Acredito na ciência e por isso conclui que se nós não fizermos a nossa tarefa no sentido de preservação estaremos construindo um mundo inconcebível com a vida. A qualidade de vida está dependendo de nossas atitudes e mudanças de comportamento.
A teoria da evolução das espécies, como deduziu de suas observações o cientista Charles Darwin, é que deu a origem ao Homo Sapiens.
A origem deste primata é de 125 mil anos atrás.
Este mamífero viveu e conviveu da mesma forma que os demais animais por cerca de 120 mil anos.
Apenas nos últimos dez mil anos ele deixou a condição de extrativista e passou a se diferenciar dos demais mamíferos, fazendo as suas plantações e criando outros animais para auxiliar no trabalho, no transporte e como reserva alimentar.
Sem a necessidade de se deslocar constantemente em busca de alimentos, vivendo sempre num mesmo local, deu origem as aglomerações humanas. Devido às essas aglomerações aconteceu um nível de integração e interatividade provocando à difusão dos conhecimentos adquiridos, das técnicas e desenvolvendo muitas conquistas como a comunicação oral e a comunicação escrita.
As primeiras e principais aglomerações ocorreram às margens dos rios Nilo, Eufrates, Tigre e Amarelo. Dela surgiram as civilizações como a dos sumérios, da babilônica, Egípcia, Grega e mundo a fora.
No Continente Americano as aglomerações humanas se formaram lentamente, não chegaram a ter uma linguagem escrita.
Este processo sofreu descontinuidade com o advento das grandes viagens marítima no ano de 1.500.
No Brasil o meio ambiente permaneceu com pouca alteração por mais de 350 anos após o descobrimento. A partir de 1850 com o inicio da chegada dos emigrantes europeus, asiáticos, do oriente e somando aos Africanos e Portugueses que aqui já estavam, iniciou-se o processo de devastação das matas brasileiras.
Nesta época a devastação começou pela Bahia, Minas e São Paulo.
No Paraná a mata permaneceu intocável até 1930. Após aquela data com a colonização do Norte do Estado, pela Companhia Melhoramentos, a devastação foi rápida. Foi a partir desta data a origem da formação das principais cidades do Paraná: Londrina, Maringá, Cascavel, Cianorte, Umuarama, Campo Mourão, etc.
A primeira Lei Federal para a Preservação do Meio ambiente foi anterior ao inicio da devastação florestal. A Lei é de 1934. O Código Florestal Brasileiro determinado pelo Decreto 23.793, previa o estabelecimento de áreas protegidas, denominadas de “ Florestas Protetoras”. Um quarto das áreas deveriam permanecer intactas.
Esta Lei nunca foi exercida, nem pelos agricultores e nem pelas autoridades constituídas que deveriam fazer cumprir a Lei.
O Segundo Código Florestal veio depois de 30 anos do primeiro, em 1965.
O Segundo Código Florestal veio determinado pela Lei Federal 4.471. Extingue a definição de Florestas Protetoras e cria as APP e RL
A Reserva Legal (R L ) é a área da propriedade a ser preservada. Foi determinada na proporção de 20 % da área total.
Área de Proteção Permanente, APP. São as áreas ocupadas por mangues, mananciais, encostas e matas ciliares.
Este Código assim como o outro nunca foi cumprido. Devido à falta de matas ciliares os rios apresentam uma coloração turva devido à terra que carregam. Além da terra carregam os fertilizantes e inseticidas, provocando o processo de extinção da vida. A cada ano é menor o volume de água armazenado nos reservatórios das hidrelétricas. Em vez de água, os reservatórios estão decantando a terra proveniente da erosão.
Como as leis anteriores não foram cumpridas, em 1991, foi editada a Lei 8.171. Esta lei determina que os agricultores que devastaram as matas deveriam recompô-las a razão de 1/30 avos por ano. Ou seja, no ano de 2021 as APP e RL deveriam estar recuperadas.
Passaram-se 20 anos desta Lei, pelo que se observa nada foi recuperado.
CONCLUSÃO:
A CONSERVAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA É DE RESPONSABILIDADE DE TODOS NÓS.
ENQUANTO CIDADÃOS, NÓS DEVEMOS AGIR E INFLUENCIAR OUTRAS PESSOAS A TER ATITUDES DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL.
ENQUANTO FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS, INVESTIDOS NA FUNÇÃO DE PROMOVER O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, NÓS DEVEMOS, NO MÍNIMO, NOS EMPENHAR PELO CUMPRIMENTO DA LEI. EXIGIR A AVERBAÇÃO NA MATRICULA DA APP E DA RL.
Eduardo
Excelente Artigo, Kanitz!
Sua argumentação foi espetacular.
C.LEO Dudu
Opinião de Administrador
Hoje moro no Rio de Janeiro, mas sou oriundo de um estado com forte ligação com a floresta, o Pará. Agride meus ouvidos ouvir que para gerar desenvolvimento e prosperidade econômica e social precisamos destruir o ambiente que vivemos (e não estou dizendo que Kanitz propôs isso, longe de mim!). É possível sim preservar a floresta e melhorar a vida das pessoas. Isso, contudo, passa por uma série de questões e medidas que não cabem aqui nesse breve comentário.
A proposta é interessante. Diante do deslumbramento dos brasileiros com a visita de Obama, devemos ser mais pragmáticos. Não há problema algum em ter uma relação ganha-ganha, mas essa relação passa por abrir mão de algumas coisas. Não precisamos dos americanos nos dizendo que precisamos ter um plano de preservação da nossa floresta tropical ou como fazer isso, mas podemos sim, ao estabelecer parcerias na área comercial (e principalmente de biotecnologia) pressionar para que eles também tenham planos de reconstituição de sua mata nativa.
Bruno Saavedra
Erison
Melissa, por favor leia com mais atenção os artigos do Stephen, e entenda a sua mensagem para não escrever bobagem, ok? (Desculpe-me a sinceridade mas não dá pra deixar de dar o feedback)
Jeferson
Denise, mesmo que todos os países tivessem balança comercial equilibrada, haveria desigualdade. O que importa é o balanço de pagamentos total de um país. O Brasil é o único país que separa a balança comercial da balança de serviços por um motivo simples: esta é a única componente do balanço de pagamentos do Brasil que tem chance de ser superavitária. Como o balanço de pagamentos do Brasil é sempre negativo, isso significa que parte da riqueza que é produzida aqui se esvai pra outros países. Até aí tudo bem, o problema é que essa riqueza é bem inferior à que vem de outros países pra cá. Ou seja, em relação a certos países, o Brasil empobrece a cada ano…
Anônimo
Não sei a idade (mental) da Srta. Melissa, mas com certeza ainda não chegou a um número suficiente para que ela alcançasse a maturidade e o entendimento necessários para compreender o que os outros querem dizer quando escrevem, pois atenta demais aos detalhes e não atenta nem um pouco aos princípios do que foi dito.
Samuel
Em síntese, o recado foi muito bem dado pelo professor.
Primeiro há que se ter uma posição paritária no trato ambiental. Não se pode cobrar uma solução assimétrica vinde de cima pra baixo. Dos países centrais para os em desenvolvimento, como também, é costume se fazer nas relações comerciais.
O que fica é que se deve com urgência, criar um fundo de recursos nos países centrais que já destruíram suas florestas, para prover os agricultores brasileiros, africanos, asiáticos, etc…de recursos suficientes para manterem a competitividade no campo, num sistema ecologicamente sustentável. Ou seja, manterem a tal Reserva legal e as APP’s, tão cobradas no Brasil e, inexistentes em qualquer parte do mundo.
Assim estaremos cuidando de nossa balança comercial, gerando empregos, mantendo nossa liderança em vários setores da agropecuária; construida a duras penas e, preservando nosso meio ambiente para as gerações futuras.
Essa estória de preservar para o mundo, nas costas do produtor é conversa de ambientalista de escrivaninha ou de eco-aventureiros-urbanóides, a serviço, consciente ou não, dos lobys agro-americano e europeu, sustentados com subsídios de grosso calibre.
O resto, é chover no molhado.
Não é questão de matemática, é de economia e de contabilidade inseridas no contexto sócio-ecológico.
Professor, parabéns pela postura independente.
Jeferson
Bem colocado. Ninguém mencionou que Al Gore, que ganhou o Nobel da paz em 2007 por alertar o mundo sobre o perigo das alterações climáticas, e previu que o nível do mar subiria 6 metros, comprou em 2009 uma mansão de 9 milhões de dólares à beira-mar, em Montecito. Isso porque, antes do Nobel, o patrimônio dele estava avaliado em cerca de 2 milhões de dólares.
Intrigante, não? Pra quem não consegue alcançar o que quero dizer, é que isso por si só já é motivo pra que, quem ainda não fez, comece a desconfiar das idéias baratas que nos são vendidas e a investigar mais a fundo essas questões. A verdade não se revela, ela precisa ser encontrada.
Telmo Heinen
Tem razão mas vai preso igual, todavia serve para enfatizar a ironia que é nós do Brasil ficarmos submissos à ordens de ongues originárias destes paises devastados e pior, como é que nossa juventude e demais ambientalistas se deixam enganar por estes mentirosos, que mentem, mentem e mentem para angariar a simpatia dos urbanóides que são os maiores resposáveis dos destastres naturais que ocorrem pelo Brasil. Sem falar que acreditam na falácia do tal aquecimento global..
Fendel
Perfeita a cobrança do tipo cale a bôca e olhe teu rabo.
Parabéns.
Mas… desde quando floresta velha é pulmão?
É pulmão só na cabeça dos falastrões eco-idiotas.
Pelo contrário, floresta velha tem saldo nulo de emissões.
E mais… somente floresta nova e cortada consome CO2.
E prá que reduzir a miséria de 0,04% de CO2 na atmosfera?
Quanto mais CO2 no ar, mais crescem as plantas… e teremos mais comida.
mauricio moura
Donald, leia novamente. Acho que voce não entendeu o ponto. Não me parece que tenha o que voce menciona e sim, argumentação para que o mundo cobre os paises europeus e os Estados Unidos.
mauricio moura
Melissa, creio que não foi isso que o Kanitz disse, heim? Também não concordo com algumas abordagens do autor, mas penso que seja melhor ler e refletir antes de criticar. Ao menos para dar o posicionamento correto.
Denise Silva
Oi, Kanitz. Concordo com você. Quanto ao que o Wasabi disse acima, prefiro nem comentar.
Agora tenho uma dúvida quanto ao equilíbrio da balança comercial entre os países: o ideal seria a diferença entre as balanças de dois países sempre dar zero? É possível? Este seria o equilíbrio econômico mais justo no comércio internacional que todos pregam? Seria o ganha-ganha no comércio internacional?
Essa, reconheço, é uma visão simplista de quem gosta da expressão “gestão” (risos), mas o equilíbrio na balança comercial é determinado matematicamente: vendo/exporto “x”; compro/importo “y”. Onde, para ser bom, “x” deveria ser maior que “y” ou igual a “y”?
É por essas e outras que acho que vivemos num mundo que não é real. Parece um “faz-de-conta” onde é possível haver um mundo melhor para todos, mais justo, sem que se mude os interesses individuais, de grupos, regionais e mundiais.
Para estar bem, um país precisa matemática e quantitativamente, ter uma balança comercial significativamente positiva (onde “x” deve ser bem maior do que “y”.
Isso sem entrar no mérito do qualitativo, onde se deve considerar quem exporta commodities e importa tecnologia (com maior valor agregado). O que desequilibra, muitas vezes, até com maiores danos do que um desiquilíbrio apenas quantitativo. Produtos com maior valor agregado gera maior riqueza, tem maior lucratividade.
Tiago Elias
Pelo visto Melissa, você não entendeu o que o Mestre Kanitz realmente quiz dizer embora ele tenha sido claro, a questão em enfoque não é o que o Brasil tem feito para preservar a floresta Amazônica e sim o que os EUA não tem feito para recuperar as florestas outrora destruídas e os subsídios que os países ditos desenvolvidos oferem a agricultores que pouco produzem, recursos de deveriam ser direcionados para reflorestamento das mesmas.
Melissa Alemida
Não sei a idade do Sr. Kanitz, mas acho que já está chegando no limite. Antes gostava muito dos seus artigos, mas nos últimos tempos é uma defesa a capa e espada do Lula, da Dilma e agora este artigo. Ou seja, vou acabar com a floresta tropical brasileira porque os americanos e europeus fizeram isto há mais de 100 anos quando o contexto histórico era completamente diferente e nem se pensava em preservação ambiental. Comparar a Floresta Amazônica, o atual pulmão do mundo com florestas em outros paises é mais que ingenuidade, é falta de análise e uma inteligência um pouco limitada. Vou atacar amercianos e europeus para esconder meu erro de nãio estar preservando a floresta amazônica e, agora, num contexto histótico em que a presercaão destes recursos é absolutamente necessária. Péssimo artigo, Sr. Kanitz.
Perseu
Excelente ponto de vista. Não creio que a relação com os fazendeiros subsidiados e com o reflorestamento subsidiado nos países develvolvidos tenha sido explorada antes.
maria olimpia alves de melo
Um artigo excelente que se não vai ter valor prático (algumas coisas se tornam inviáveis) certamente me servirá como uma boa argumentação contra americanófilos irracionais.
Luiz Antonio de Camargo
Cobrar deles (americanos, europeus, etc etc) a restituição de florestas dizimadas, uma atitude inteligente.
Preservar as nossas florestas, mais inteligente ainda!
Ana Fazenda
É, professor, está corretíssimo em sua análise da situação!!! É por isso que sempre procuro reservar um tempo para ler o que escreve… O que já foi feito, foi feito, mas nunca tinha visto alguém comentar algo do tipo “que se danem as futuras gerações”… se for assim, que ninguém faça mais filho então, não é verdade?
Donald
Um tanto quanto pobre essa análise. É a mesma história da política brasileira. “Ah, o outro partido roubou então eu também posso roubar. Ah, eles desmataram então isso me garante o direito de desmatar também.”
Sustentabilidade envolve a ação coordenada de diversos atores e o dilema envolvido não é resolvido através da discussão política vazia. Independentemente do que EUA e Europa fizeram é nosso dever manter (e reconstituir) a Amazônia. Precisamos, todavia, de maior engajamento organizacional nesta jornada. Nesse sentido, faço em http://bit.ly/faPqWz uma discussão mais ampla.
Wasabi
É isto aí devemos continuar, transformando a Amazonia em pastos…
E que se danem as futuras gerações.
O que é mais barato, preservar ou replantar tudo denovo?
De qualquer forma não vou estar vivo mesmo, quando a coisa pegar…