O Que Administradores Fariam Numa Crise

 

Programa de Demissões Zero

Uma das variáveis que gostamos de acompanhar, mas não os adeptos da ciência econômica, é a porcentagem de americanos que temem perder o emprego.

Economistas preferem Confiança do Consumidor, que é muito semelhante, mas esconde a verdadeira causa da desconfiança.

O que é justamente o medo de perder o emprego?

O medo de perder o emprego no próximo ano, que era de 12% antes da Crise de 2008, subiu para 25% no auge da Crise. Faz sentido.

Mas considerando que somente 3% iriam de fato perder o emprego, de 6% para 9% da população americana, a chave para a volta do consumo está nestes 22% que estão em pânico.

Muito mais importante do que acalmar investidores de Bolsa, hedge funds e depositantes.

Em vez de gastar fortunas “com estímulos macro prudenciais”, o que teríamos feito em 2008 seriam acordos com empresas que aderissem ao Programa de Demissões Zero por 24 meses. 

Estas empresas que assinassem o protocolo seriam liberadas de pagar o FGTS, e o INSS, contanto que este valor fosse reinvestido nas empresas e não distribuídos como dividendos. 

Não faz o menor sentido para nós administradores continuar a poupar para a velhice ou para o dia em que você poderá ser um desempregado, no meio de uma brutal recessão. Mas é o que foi feito. 

Queda de consumo se combate com consumo, e não estímulos Keynesianos.

E uma forma de aumentar o consumo é postergar a poupança compulsória determinada pelo Estado, por dois anos. Voltemos a poupar para a velhice, a uma taxa um pouco maior, quando a situação melhorar, e muito.

Mas não foi isto que os economistas americanos recomendaram.

E sabemos o porquê. A razão que criaria a Crise Europeia três anos depois.

Agora vejam estes dados vindos da Ciência de Administração.

Mesmo numa recessão de 1%, 45% das empresas estão crescendo e iriam rapidamente aderir ao programa.

Mas 25% das empresas estão estagnadas ou irão reduzir suas atividades em 2%, mas acreditamos que a postergação de FGTS e 30% do INSS, no nosso caso é claro, seria um redução substancial no custo de mão de obra, que traria mais 25% das empresas para aderirem.

Com 70% ou mais das empresas se comprometendo a Demissões Zero, temos certeza que o medo de perder emprego não aumentaria como acabou aumentando. Hoje está em 42%.

Achamos que um Programa de Demissões Zero traria uma confiança ao trabalhador de uma forma mais clara e direta do que o “quantitative easing“, elaborado pelo Council of Economic Advisors de Obama.  

Agora estamos no pior dos dois mundos. Gastaram uma fortuna, aumentaram a dívida além do limite, e a desconfiança de perder o emprego e postergar compras de imóveis e consumo subiu para 42%.

Decidam quem vocês acham que deveria estar no comando da economia.

Decidam quem vocês querem para administrar a nossa economia daqui para frente.

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