Escrever um bom artigo é bem mais fácil do que a maioria das pessoas pensa.

   

 

 

 

 

 

 

Português sempre foi a minha pior matéria.

Meu professor de português, o velho Sales, deve estar se revirando na cova.

Ele que dizia que eu jamais seria lido por alguém.

Portanto, se você sente que nunca poderá escrever, não desanime. Eu sentia a mesma coisa na sua idade.

Escrever bem pode ser um dom para poetas e literatos, mas a maioria de nós está apta para escrever um simples artigo, um resumo, uma redação tosca das próprias ideias, sem mexer com literatura nem com grandes emoções humanas.

O segredo de um bom artigo não é talento, mas dedicação, persistência e manter-se ligado a algumas regras simples.

Cada colunista tem os seus padrões.

Eu vou detalhar alguns dos meus e espero que sejam úteis para você também.

1. Eu sempre escrevo tendo uma nítida imagem da pessoa para quem eu estou escrevendo.

Na maioria dos meus artigos para a Veja, por exemplo, eu normalmente imaginava alguém com 16 anos de idade ou um pai de família.

Alguns escritores e jornalistas escrevem pensando nos seus chefes. Outros escrevem pensando num outro colunista que querem superar, alguns escrevem sem pensar em alguém especificamente.

A maioria escreve pensando em todo mundo, querendo explicar tudo a todos ao mesmo tempo, algo na minha opinião meio impossível.

Ter uma imagem do leitor ajuda a lembrar que não dá para escrever para todos no mesmo artigo.

Você vai ter que escolher o seu público alvo de cada vez, e escrever quantos artigos forem necessários para convencer todos os grupos.

O mundo está emburrecendo porque a TV em massa e os grandes jornais não conseguem mais explicar quase nada, justamente porque escrevem para todo mundo ao mesmo tempo.

E aí, nenhum entre as centenas de grupos que compõem a sociedade brasileira entende direito o que está acontecendo no país, ou o que está sendo proposto pelo articulista. Os poucos que entendem não saem plenamente ou suficientemente convencidos para mudar alguma coisa.

2. Há muitos escritores que escrevem para afagar os seus próprios egos e mostrar para o público quão inteligentes são.

Se você for jovem, você é presa fácil para este estilo, porque todo jovem quer se incluir na sociedade.

Mas não o faça pela erudição, que é sempre conhecimento de segunda mão.

Escreva as suas experiências únicas, as suas pesquisas bem sucedidas, ou os erros que já cometeu.

Querer se mostrar é sempre uma tentação, nem eu consigo resistir de vez em quando de citar um Rousseau ou Karl Marx.

Mas, tendo uma nítida imagem para quem você está escrevendo, ajuda a manter o bom senso e a humildade.

Querer se exibir nem fica bem.

Resumindo, não caia nessa tentação. Leitores odeiam ser chamados de burros.

Leitores querem sair da leitura mais inteligentes do que antes, querem entender o que você quis dizer.

Seu objetivo será deixar o seu leitor, no final da leitura, tão informado quanto você, pelo menos na questão apresentada.

Portanto, o objetivo de um artigo é convencer alguém de uma nova ideia, não convencer alguém da sua inteligência.

Isto, o leitor irá decidir por si, dependendo de quão convincente você for.

3. Reescrevia cada artigo, em média, 40 vezes.

Relia 40 vezes, seria a frase mais correta porque na maioria das vezes só mudava uma ou outra palavra, trocava a ordem de um parágrafo ou eliminava uma frase, processo que levava praticamente um mês.

Ninguém tem coragem de cortar tudo o que tem de ser cortado numa única passada.

Parece tudo tão perfeito, tudo tão essencial.

Por isto, os cortes eram feitos aos poucos.

Depois tem a leitura para cuidar das vírgulas, do estilo, da concordância, das palavras repetidas e assim por diante.

Para nós, pobres mortais, não dá para fazer tudo de uma vez só, como os literatos.

Melhor partir para a especialização, fazendo uma tarefa BEM FEITA por vez.

Pensando bem, meus artigos são mais esculpidos do que escritos.

Quarenta vezes talvez seja desnecessário para quem for escrever numa revista menos abrangente.

Vinte das minhas releituras são devido a Veja, com seu público heterogêneo onde não posso ofender ninguém.

Por exemplo, escrevi aqui na Veja um artigo “Em terra de cego quem tem um olho é rei”.

É uma análise sociológica do Brasil e tive de me preocupar com quem poderia se sentir ofendido com cada frase.

O Presidente Lula, apesar do artigo não ter nada a ver com ele, poderia achar que é uma crítica pessoal?

Ou um leitor achar que é uma indireta contra este governo?

Devo então mudar o título ou quem lê o artigo inteiro percebe que o recado é totalmente outro?

Este é o tipo de problema que eu tenho, e espero que um dia você tenha também.

O meu primeiro rascunho é escrito quando tenho uma inspiração, que ocorre a qualquer momento lendo uma ideia num livro, uma frase boba no jornal ou uma declaração infeliz de um ministro.

Às vezes, eu tenho um bom título e nada mais para começar.

Inspiração significa que você tem um bom início, o meio, e dois bons argumentos. O fechamento vem depois.

Uma vez escrito o rascunho, ele fica de molho por algum tempo, uma semana, até um mês.

O artigo tem de ficar de molho por algum tempo. Isso é muito importante.

Escrever de véspera é escrever lixo na certa.

Por isto, nossa imprensa vem piorando cada vez mais, e com a internet nem de véspera se escreve mais. Internet de conteúdo é uma ficção. A não ser que tenha sido escrito pelo próprio protagonista da notícia, não um intermediário.

A segunda leitura só vem uma semana ou um mês depois e é sempre uma surpresa.

Há frases que nem você mais entende, há parágrafos ridículos, mas que pelo jeito foi você mesmo que escreveu.

Há frases ditas com ódio que soam exageradas e infantis, coisa de adolescente frustrado com o mundo. A única solução é sair apagando.

O artigo vai melhorando aos poucos com cada releitura, com o acréscimo de novas ideias, ou melhores maneiras de descrever uma ideia já escrita. Estas soluções e melhorias vão aparecendo no carro, no cinema ou na casa de um amigo.

Por isto, os artigos andam comigo no meu Iphone, para estarem sempre à disposição.

Normalmente, nas primeiras releituras tiro excessos de emoção.

Para que taxar alguém de neoliberal? Só para criar mais um inimigo?

Por que dar uma alfinetada extra?

É abuso do seu poder, embora muitos colunistas fazem destas alfinetadas a sua razão de escrever.

Vão existir neoliberais moderados entre os seus leitores e por que torná-los inimigos à toa?

Vá com calma com suas afirmações preconceituosas, seu espaço não é uma tribuna de difamação.

4. Isto leva à regra mais importante de todas: você normalmente quer convencer alguém que tem uma convicção contrária à sua.

Se você quer mudar o mundo você terá que começar convencendo os conservadores a mudar.

Dezenas de jornalistas e colunistas desperdiçam as suas vidas e a de milhares de árvores, ao serem tão sectários e ideológicos que acabam sendo lidos somente pelos já convertidos. Não vão acabar nem mudando o bairro, somente semeando ódio e cizânia.

Quando detecto a ideologia de um jornalista eu deixo de ler a sua coluna de imediato.

Afinal, quero alguém imparcial noticiando os fatos, não o militante de um partido.

Se for para ler ideologia, prefiro ir direto na fonte, seja Karl Marx ou Milton Friedman. Pelo menos, eles sabiam o que estavam escrevendo.

É muito mais fácil escrever para a sua galera cativa, sabendo que você vai receber aplausos a cada “Fora Governo” e “Fora FMI”.

Mas resista à tentação, o mercado já está lotado deste tipo de escritor e jornalista.

Economizaríamos milhares de árvores e tempo se graças a um artigo seu, o Governo ou o FMI mudassem de ideia.

5. Cada ideia tem de ser repetida duas ou mais vezes.

Na primeira vez você explica de um jeito, na segunda você explica de outro. Muitas vezes, eu tento encaixar ainda uma terceira versão.

Nem todo mundo entende na primeira investida, a maioria fica confusa. A segunda explicação é uma nova tentativa e serve de reforço e validação para quem já entendeu da primeira vez.

Informação é redundância.

Você tem que dar mais informação do que o estritamente necessário.

Eu odeio aqueles mapas de sítio de amigo que se você errar uma indicação estará perdido para sempre.

Imagine uma instrução tipo: “se você passar o posto de gasolina, volte, porque você ultrapassou o nosso sítio”.

Ou seja, repeti acima uma ideia mais ou menos quatro vezes, e mesmo assim muita gente ainda não vai saber o que quer dizer “redundância” e muitos nunca vão seguir este conselho.

Neste mesmo exemplo acima também misturei teoria e dois exemplos práticos.

Teoria é que informação para ser transmitida precisa de alguma redundância, o posto de gasolina foi um exemplo.

Não sei porque tanto intelectual teórico não consegue dar a nós, pobres mortais, um único exemplo do que ele está expondo.

Eu me recuso a ler intelectual que só fica na teoria, suspeito sempre que ele vive numa redoma de vidro.

6. Se você quer convencer alguém de alguma coisa, o melhor é deixá-lo chegar à conclusão sozinho, em vez de você impor a sua.

Se ele chegar à mesma conclusão, você terá um aliado.

Se você apresentar a sua conclusão, terá um desconfiado.

Então, o segredo é colocar os dados, formular a pergunta que o leitor deve responder, dar alguns argumentos importantes, e parar por aí.

Se o leitor for esperto, ele fará o passo seguinte, chegará à terrível conclusão por si só, e se sentirá um gênio.

Se você fizer todo o trabalho sozinho, o gênio será você, mas você não mudará o mundo e perderá os aliados que quer ter.

Num artigo sobre erros graves de um famoso Ministro, fiquei na dúvida se deveria sugerir que ele fosse preso e nos pagar pelo prejuízo de 20 bilhões que causou, uma acusação que poderia até gerar um processo na Justiça por difamação.

Por isto, deixei a última frase de fora.

Mostrei o artigo a um amigo economista antes de publicá-lo, e qual não foi a minha surpresa quando ele disse indignado: “um ministro desses deveria ser preso”.

Portanto, a minha última frase nem teria sido necessária.

Portanto, não menospreze o seu leitor.

Você não estará escrevendo para perfeitos idiotas e seus leitores vão achar seus artigos estimulantes. Vão achar que você os fez pensar.

7. O sétimo truque não é meu, aprendi num curso de redação.

O professor exigia que escrevêssemos um texto de quatro páginas.

Feita a tarefa, pedia que tudo fosse reescrito em duas páginas sem perder conteúdo.

Parecia impossível, mas normalmente conseguíamos. Têm frases mais curtas, têm formas mais econômicas, tem muita linguiça para retirar.

Em dois meses aprendemos a ser mais concisos, diretos, e achar soluções mais curtas. Depois, éramos obrigados a reescrever tudo aquilo novamente em uma única página, agora sim perdendo parte do conteúdo.

Protesto geral, toda frase era preciosa, não dava para tirar absolutamente nada. Mas isto nos obrigava a determinar o que de fato era essencial ao argumento, e o que não era.

Graças a esse treino, a maioria das pessoas me acha extremamente inteligente, o que lamentavelmente não sou, fui um aluno médio a vida inteira. O que o pessoal se impressiona é com a quantidade de informação relevante que consigo colocar numa única página de artigo, e isto minha gente não é inteligência, é treino.

Portanto, mãos à obra.

Boa sorte para ele e vocês, e mudem o mundo com suas pesquisas e observações fundamentadas, não com seus preconceitos.

 

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About Author

Stephen Kanitz

  • Cícero José

    Excelente dicas, muito bom!

  • Silvana de Souza Nascimento

    É isso ai, muito boas suas dicas adorei…nunca escrevi um artigo mais se o fizesse seria baseado nas mesmas!

  • Miralva Souza Cruz

    As dicas são pertinentes e de fácil compreensão! Excelentes .

  • evelyn

    Adorei os relatos! Estou escrevendo meu primeiro artigo e vou me inspirar em seus sete passos! Obrigado,

  • Josimar Oliveira

    Ser claro e objetivo em poucas palavras é um trabalho árduo. Excelente artigo.

  • Ana Claudia Guedes

    As melhores dicas !! Excelente.

  • Walter

    Me senti motivado ao ler o texto em síntese, isso me mostrou que é possível, com dedicação e persitência, abrir novos horizontes para o conhecimento. Parabéns pelo conteúdo.

  • Wagner Correa

    “Quando não somos inteligíveis é porque não somos inteligentes.” –Victor Hugo

  • Ka

    Adorei, parabens pelo artigo!

  • flavia

    realmente é uma questão de treino, as dicas são ótimas
    .

  • edi

    cOMO EXISTE NA UMANIDADE PESSOA BOAS, IGAUIS A VOCÊ, QUE REPASSAM O QUE SABEM AOS OUTROS QUE PROCURAM CONHECIMENTO. MUITO BOM, QUE DEUS TI DEI AINDA MAIS SABEDORIA E CONSERVE SUA FAMÍLIA DA MELHOR FORMA POSSÍVEL.

  • Raphael Marlon

    show!

  • Gabriely Fantin

    Muito bom! Ótimas ideias.

  • Vinicius Gonçalves

    Muito bom!

  • Ana Júlia

    Muito bom, suas intruções me ajudaram a melhor organizar as ideias na hora de escrever um texto, geralmente os professores “pecam” em não nos mostrar a relevância em pensar no leitor da redação.
    Obrigada

  • Anonymous

    E humildade para RESPONDER “os meros mortais”, é bom de vez em quando?

  • Marcia

    muito bom…. fiquei boquiaberta com tudo… exatamente o que pensamos… mas vou ter que recomeçar… escrever menos, ler mais..

  • bia sena

    legal e como eu vou deixar um artigo de molho por semanas sendo que na prova eu tenho 1h40 min para escrever um belo artigo que mostre como eu escrevo bem ou pelo menos como eu penso que escrevo bem, e merecer assim, uma boa nota, quero dicas práticas e não pras exceções que vivem da escrita, jornalismo, seja o que for pra se sustentar.Isso é apenas uma crítica construtiva, sem deixar de parabenizar-te pelos artigos e agradecer pelas outras dicas que serão úteis, vlw, B.E.S., 15 anos.

    • Wagner Correa

      Bia, considerando que o “público” leitor de seus artigos é restrito apenas ao seu professor, seguem adaptações dos itens sugeridos no artigo que acredito eu se adequem à sua realidade:

      1- Mantenha na íntegra;

      2- Desconsidere as orientações anteriores e mostre sim o quanto você é inteligente;

      3- Desconsidere as orientações anteriores e dê apenas uma “passada de olho” no que escreveu e entregue seu artigo. O professor se encarregará de corrigir.

      4- Desconsidere as orientações anteriores pois, se sua meta for apenas a nota escolar, não tente mudar a opinião de seu professor e escreva somente o que ele quer ler. Caso contrário sofra as consequencias;

      5- Desconsidere as orientações anteriores e explique sua teoria uma única vez, ou seu professor reduzirá sua nota pela “redundânica”;

      6-Desconsidere as orientações anteriores. Não confie na interpretação de seu professor, se você não for claro em suas teses ele avaliará seu artigo com incompleto.

      Dicas válidas apenas para estudantes e advogados (neste exceto dica 2)

      Quanto aos outros reles mortais que quiserem difundir sua opinião e/ou idéias é melhor seguir as sugestões originais.

      Em tempo,
      favor não julgar meu artigo pois não segui nenhuma das regras sugeridas (nem sequer reli). Portanto, me reservo o direito de, em um outro momento,mudar minha opinião e alterar totalmente o que foi escrito.
      Sucesso a você

      • Maria Vanderluce

        Eu amei ler este artigo, com certeza vou escrever muito melhor de agora em diante. Obrigada por suas dicas.

  • Pedro Enzaka Tito Teixeira

    Parabéns pelo excelente conteudo.

  • Ivaldo Monteiro

    Muito Obrigado, eu quero começar um blog e queria saber como estruturar melhor os artigos e quando você falou dos adolescentes revoltados consegui refletir para ser menos agressivo. obg

  • Claudete Maria dos Santos

    Agora sim, faço meu artigo. Obrigada!

  • biga

    mas que guri,ajudo muito valeu

  • Ricardo da Costa

    vou escrever agora um artigo usando seu jeitão!

  • Adriana

    Muito boas dicas
    Obrigada
    Vou começar agora a escreverum artigo para o jornal da escola e fiquei muito mais informada sobre como devo escreverm :)

  • Fernando Cardoso

    Gostei muito! Parabéns

  • Kemuel

    Simplesmente, perfeito. Parabéns.

  • Jéssica Soares

    Perfeito!

  • Thiago Barbosa

    Q coisa, “vivendo, aprendendo e morrendo sem saber”. Frase de um amigo de mais idade que tive o prazer de trabalhar junto.

  • Maria Bonfim

    Parabéns pelo belíssimo artigo.

  • José Miguel de O. Neto

    Prezado Prof. muito obrigado por compartilhar com a gente os seus ensinamentos.
    Abraços e boa sorte a todos.

  • Poranga Miranda

    Prezado Kanitz, concordo e admiro sua honestidade! Muito da vida profissional são erros e acertos, portanto a pratica leva a perfeição, ou pelo menos a gente tenta! abs

  • Alberto Farias

    Professor Kanitz, me parece uma contradição dizer que seus textos são curtos e concisos quando este mesmo é quase o Antigo Testamento, rs. Mas foi um ótimo texto. Aliás me fez lembrar uma ex chefe, extremamente inteligente. Ela dizia: sempre que escrever um e-mail para seu chefe ou seu par, salve o rascunho até o dia seguinte e releia. Certamente você excluirá várias palavras e frases cheias de emoção, desnecessárias para o entendimento e relacionamento com pares e superior hierárquico.

  • William Lindkvist

    Excelente artigo, muito obrigado por compartilhar seus conhecimentos. Estava procurando por uma explicação como esta há muito tempo.

  • Fernanda

    Gostei muito do artigo.Parabéns!

  • Aline Fernandes

    Tendo sido assinante da revista Veja
    por quase uma década, eu me maravilhava com os textos de Stephen Kanitz. Sempre
    fui uma admiradora de seu trabalho, de sua trajetória e por diversas vezes
    desejei (e procurei) fazer com que mais e mais pessoas tivessem acesso àqueles
    preciosos artigos com que Veja me brindava todo Domingo. Porém a queda na qualidade
    da revista como um todo, sua visível perda de imparcialidade e o dinamismo de
    outros canais de notícias me fizeram não mais renovar minha assinatura. Hoje,
    procurando conteúdo relevante e interessante para compor mais uma aula, vim
    novamente beber na fonte que outrora tanto me maravilhou.

    Que
    decepção a minha ao me deparar com erros gritantes, como vírgulas ausentes ou
    erroneamente posicionadas, regras gramaticais para objetos diretos e indiretos
    ignoradas e até um erro de conjugação verbal.

    Me
    nego a acreditar que o autor tenha cometido tais equívocos e prefiro ficar com
    a ideia de que algum escrevente, em ato desatento, causado por alguma exaustão,
    deva ter digitado errado.

    • Fernando Cardoso

      Na minha opinião você está querendo se aparecer, isso pra mim é ignorância. Pois errar é humano! Erros gramaticais encontrados em um artigo, isso é o de menos. O que importa é a ideia que o autor está querendo transmitir para o leitor.

    • Luis Guimaraes

      Pois é, e quem reclama nada sabe de gramática portuguesa, começando a frase com um pronome oblíquo … Lamentável

    • Gustavo Abreu

      Querida, pare de falar merda!

  • Guest

    Tendo sido assinante da revista Veja por quase uma década, eu me maravilhava com os textos de Stephen Kanitz. Sempre fui uma admiradora de seu trabalho, de sua trajetória e por diversas vezes desejei (e procurei) fazer com que mais e mais pessoas tivessem acesso àqueles preciosos artigos com que Veja me brindava todo Domingo. Porém a queda na qualidade da revista como um todo, sua visível perda de imparcialidade e o dinamismo de outros canais de notícias me fizeram não mais renovar minha assinatura. Hoje, procurando conteúdo relevante e interessante para compor mais uma aula, vim novamente beber na fonte que outrora tanto me maravilhou.
    Que decepção a minha ao me deparar com erros gritantes, como virgulas ausentes ou erroneamente posicionadas, regras gramaticais para objetos diretos e indiretos ignoradas e até um erro de conjugação verbal.
    Me nego a acreditar que o autor tenha cometido tais equívocos e prefiro ficar com a ideia de que algum escrevente, em ato desatento, causado por alguma exaustão, deva ter digitado errado.

  • Pr Ezequiel Brasil

    Muito bom. Parabéns!

  • Everton Teixeira

    Excelente artigo. Parabéns.