Por Que Crianças Brincam de Esconde-Esconde

Maluf diz que não tem conta lá fora, que é inocente.

Senador Arruda quando foi pego disse que é inocente.

Assistindo o Jornal da Globo, o Senador Arruda diz na tribuna do Senado que seguiu os meus conselhos.

Era só o que eu precisava, ser conhecido como assessor do Arruda.

Stephen Kanitz, numa revista velha que encontrei onde estava um Ponto de Vista chamado Ambição e Ética, dizia:  Não há nada de errado em ser ambicioso, mas o erro, e eu certamente o cometi, é definir a ambição antes de definir a ética.”

Obviamente ele não assina a Veja, e a lê quando vai ao dentista. E assim, perde muitas outras verdades da vida.

Brincávamos de Mocinho e Bandido, Pega-Pega, Esconde-Esconde quando crianças, justamente para situações como estas não acontecerem.

As brincadeiras funcionavam.

Mocinho pegava bandido, e quem se escondia normalmente acabava sendo achado, e isto era considerado normal.

Aprendíamos que havia bandidos na sociedade, que amigos iriam tentar se esconder de nós de tempos em tempos.

O que não podia acontecer, em hipótese nenhuma nestes jogos infantis, era o lado contrário dizer que não foi pego, “você não me viu”, ou outros estratagemas do tipo. Isto é que dava briga. Isto era inaceitável.

Uma sociedade é sempre estruturada sabendo que haverá bandidos e gente que se esconde.

Mas uma vez descobertos e pegos, o que se espera é que levantem as mãos, com um sorriso amarelo no rosto, aceitem a derrota, peçam desculpas, e bola para frente.

O que realmente irrita todo brasileiro é esta mania dos que são “pegos” negarem o óbvio.

Não estamos sugerindo que estes infelizes façam o que os japoneses e até americanos fazem dando um tiro na boca ou cortando os intestinos. A gente perdoa com muita facilidade.

O que destrói este Brasil é a cara de pau daqueles que são pegos com a mão no pote de mel, e dizem que nós é que estamos loucos.

Eu sei que este tema é mais complexo do que isto, que todo mundo é inocente até prova em contrário, mas estamos esquecendo porque brincamos jogos quando crianças. Para criar uma ética e moralidade que independe da Justiça do Estado.

Cada um de nós sabia que quando pego era para levantar as mãos, e aceitar o veredicto, numa boa.

Perdemos, e daí?

No mundo inteiro, a Justiça se tornou uma forma de proteger os bandidos, o que os incentiva a se declarar inocentes e jogar um outro jogo, não aquele que a cultura popular, a sabedoria do povo, a inteligência das massas criaram e que aprendemos na infância.

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