Entenda Trump e o Comércio Internacional

 

Segundo a maioria dos economistas globalistas, a função das empresas é “maximização do lucro”.

Para Milton Friedman e Liberais, a única função da empresa é gerar e aumentar o lucro para o acionista.

Para a Administração Responsável das Nações não é bem assim.

A função da empresa a longo prazo é servir sua comunidade, garantindo sua sustentabilidade via lealdade do consumidor.

Para nós não faz o menor sentido uma empresa produzir e exportar bens e serviços para outras nações muito mais ricas.

Os trabalhadores farão o quê com seus salários?

De que adianta os trabalhadores produzirem se no final não terão produtos para eles próprios consumirem?

Países ricos não produzem produtos para pobres, por definição, portanto toda essa conversa de comércio bilateral é enganação teórica.

A China produz para o mercado americano, e importa pouco, por isso o trabalhador chinês poupa 50% da sua renda, porque não tem nada para consumir.

Trump é contra tudo isso, acha que a China deveria ser socialmente responsável, e produzir bens para seu próprio povo e não o americano.

Trump, ao contrário da esquerda Democrata, acha, com razão, que os trabalhadores chineses são literalmente escravos da elite esquerdista chinesa.

Mesmo que os americanos comprem mais caro os produtos agora produzidos internamente por digamos, negros americanos, que assim recuperarão seus empregos perdidos, os EEUU terão pleno emprego, estabilidade social, e uma política que não dependa da estabilidade do câmbio, como aqui no Brasil.

Foi essa visão da Administração Responsável das Nações que foi adotada no Brasil a partir de 1998, a de produzir finalmente no Brasil produtos mais baratos para a classe C e D, da qual fiz parte com James Wright e Paulo Secches, campeões dessa tese.

Foi isso que aumentou a renda dos pobres nos últimos 10 anos, não os governos Lula e Dilma, que simplesmente endividaram os mais pobres.

Produzir produtos adequados para a classe C e D aumenta a renda dessas classes, criando produtos mais adequados e baratos, produzindo assim mais renda disponível para comprar outros produtos.

Henry Ford um dos primeiros administradores socialmente responsáveis nesta linha, tanto que dobrou os salários para cinco dólares por hora já em 1912, para que seus trabalhadores pudessem comprar os carros que produziam.

Até hoje os nossos economistas desenvolvimentistas propõem produzir para exportar, e produzir bens de alto valor adicionado, para os ricos do mundo comprarem.

Nossa desastrada política de “substituição de importações” nos levou por 70 anos a produzir aqui os produtos que nossos ricos importavam.

Só que não tínhamos ricos suficientes para sustentar essas substituições e as empresas capengam até hoje.

“Produza o que seu trabalhador possa comprar” é nosso lema, e não aumente o lucro dos acionistas da empresa constantemente.

Trump novamente está mudando paradigmas, atacando a esquerda chinesa, americana e brasileira ao mesmo tempo.

 

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2 Comments on Entenda Trump e o Comércio Internacional

  1. o empresário brasileiro sabe quem foi Henry Ford? Com certeza já ouviu falar, mas desconhece suas idéias…

  2. Por mais que concorde que uma empresa tem uma grande função social/comunitária, deixo as perguntas:
    Se a empresa não trabalhar pra aumentar o lucro pro acionista, qual o interesse dele em investir nessa empresa? Mesmo que isso não seja a função em si, ninguém vai investir em uma empresa que exista pra não dar lucro.
    E outra. Quando foi a China pela ultima vez? Lá tem infinitamente mais produto pro chines consumir do que aqui, pro brasileiro.
    E outra ainda. O japonês também poupa grande parte de sua renda. Lá também falta produto pra ele consumir?

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