ECONOMIA ERRONOMICS — 01 October 2013

A União Europeia implicará na liberdade de movimento de pessoas, bens e capital entre os povos, e uma taxa de câmbio fixa e irrevogável.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Para entender a Crise do Euro é necessário entender porque o Euro foi criado.
 
É importante entender a verdadeira razão para a qual ele foi criado. 
 
O discurso oficial é sempre revestido de frases altruístas, mas o importante é a “agenda oculta” por trás dos fatos.
 
O discurso oficial você encontra no documento de 1988:
  
“Economic and monetary union in Europe would imply complete freedom of movement for persons, goods, services and capital, as well as irrevocably fixed exchange rates between national currencies and, finally, a single currency.” 
 
A União Europeia implicará na liberdade de movimento de pessoas, bens e capital entre os povos, e uma taxa de câmbio fixa e irrevogável.
 
Naquela época pós Segunda Guerra Mundial, a união dos povos era uma bandeira comum e o fim das guerras cambiais era outro.
 
Mas esta é uma das razões de seu fracasso, povos diferentes não querem se unir, pelos menos não tão rapidamente.

E eu não vou explicar porquê, mas quando se tem um câmbio fixo e irrevogável entre dois povos, a única forma de resolver um desequilíbrio cambial entre eles é via migração do povo pobre para o território do povo mais rico.

Mas ninguém na Grécia quer viver na Alemanha, nem a Alemanha quer gregos. Por isto, o câmbio destes dois países teria que flutuar.

E o custo social de mudar populações é muito maior do que simplesmente mudar a taxa de câmbio. Atualmente fixo, a não ser que a Grécia saia do Euro, que deveria.

Mas existia uma outra razão oculta para criar o Euro, que os proponentes como Jacques Delors escondiam.
 
O “papel moeda” americano, o Dólar, criado a partir de 1910, se tornara uma moeda mundial, e milhões de estrangeiros do mundo inteiro a guardavam debaixo do colchão em seus países. 

Tenho certeza que você caro leitor, ou seu pai, tem alguns dólares guardados em algum lugar em casa. 

Uma aluna minha, a professora Nena Gerusa, estimou que brasileiros possuíam, 20 anos atrás quando o estudo foi feito, de 20 bilhões a 30 bilhões guardados em cofres de bancos e em casa. 
 
Globalmente ninguém sabe ao certo a não ser o Presidente do FED Americano, que esconde este dado a sete chaves.

Mas eu diria que mundialmente poderíamos ter entre 500 bilhões a 1 trilhão de dólares no mundo inteiro. 

O custo deste “papel moeda” impresso para os Estados Unidos é irrisório, o que significa que o FED tem uma dívida com o resto do mundo de US$ 1 trilhão de dólares.

Uma dívida a custo zero, daí a atração da brincadeira e não contabilizado no limite de Endividamento, que os Democratas querem aumentar ainda mais.
 
Emitiram mais 1 trilhão de dólares, que chamamos de Seigniorage, ou um golpe sem precedentes na história do mundo, que torna Maddoff um santo.
 
Jacques Delors em vez de denunciar este golpe, como estou fazendo aqui, quis participar dele. 
 
No fundo, europeus ficavam com inveja deste golpe do Dólar, e queriam criar outra moeda mundial, o Euro.

Que seria uma outra moeda mundial, para pelo menos dividirem igualmente este golpe financeiro. 
 
Tanto isto é verdade que alguns americanos começaram a ficar em pânico.
Veja este artigo, o Euro Poderá Substituir o Dólar? 
 
Preciso dizer mais?

Saibam vocês engenheiros, advogados, contadores, psicólogos, que o Euro tem como uma das suas motivações, um objetivo torpe, o de ser uma moeda de reserva não para europeus, mas para brasileiros, argentinos e o resto do mundo, como é hoje o dólar.
 

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Stephen Kanitz

  • Bira Scutari

    Será que tantos “Nacionalismos” e a Extrema direita em forte ascensão na Europa a “agenda oculta” dará certo? A tentativa é boa, mas esbarra em questões seculares!

  • Ricardo Jabali

    Gostei de saber! Poderia escrever outro artigo buscando esclarecer mais sobre as consequências para nós mortais.

    • Smith

      Ricardo, pra vc saber mais sobre este tema (e muitos outros), seria melhor vc ler um livro chamado: “A Era da Incerteza” de John Kenneth Galbraith. Onde ele relata diversas histórias de bastidores político-econômico, desde os primórdios da revolução industrial, até 1ª crise do petróleo de 1971.
      Sobre este caso específico, Há um capítulo sobre Breton Woods (conferência onde foi criada a ONU, FMI e etc.), onde Keynes defendia a criação de uma moeda mundial pra substituir o “padrão-ouro”, mas foi derrotado pelos políticos “aliados”, vencedores da 2ª guerra mundial, mas sem forças pra enfrentar o gigantismo estadunidense, que impôs o Dolar como moeda de troca mundial, principalmente, quando “convenceu” a OPEP a somente aceitar Dólares na compra de Petróleo (os chamados Petro-dólares).

      • Ricardo Jabali

        Obrigado! Vou comprar o livro.

  • http://joacelio.blogspot.com.br/ JotaEle

    Segundo a “teoria da conspiração” de Harry Beckhough publicada com o singelo título de “Germany’s Four Reichs: Origins and Development seeking World Domination in ruthless terror”, o euro seria um instrumento para o plano alemão de dominação mundial.