O Erro do Empréstimo Consignado

 

Os Governos Lula e Dilma promoveram uma parceria com o Sistema Financeiro, facilitando o setor, e prejudicando em longo prazo a Economia.

O Governo topou ser o agente coletador dos empréstimos dados a aposentados do INSS.

Se o aposentado do INSS não pagar a prestação do banco, o próprio governo desconta o valor da aposentadoria e a entrega para o agente financeiro.

Risco zero para o banco, e um aumento macroeconômico do consumo e do PIB, mas somente no momento da entrega do valor do empréstimo, que varia de 5 a 10 salários.

(A regra é outra, a prestação futura não pode ser maior do que 35% do salário.)

Eu jamais teria “estimulado a economia” dessa forma, e explico o porquê.

De fato, essa “política pública” é um estímulo para a demanda de uma economia, um estímulo keynesiano.

Imaginem multiplicar por 10 a demanda de uma expressiva parte da população – a dos aposentados – todo mundo acima dos 55 anos de idade.

Essa “política pública” de fato reduz os juros, porque reduz o risco de inadimplência.

Mas ela vai reduzir logo em seguida 35% da renda dos aposentados, por meses a fio.

É estimular agora e sofrer uma queda significativa do consumo no futuro, até possivelmente uma recessão nos longos meses seguintes.

A recessão Dilma não foi causada por uma crise internacional, mas sim pelo próprio Lula.

Crédito consignado é condenar os aposentados a viver com 65% de sua aposentadoria, por meses a fio.

Aposentadoria que já é baixíssima, para poderem assistir televisão do último tipo. Precisava?

Se a aposentadoria for bem calculada, ela deveria cobrir despesas, e nunca cobrir despesas e ainda permitir poupança. Essa fase já passou.

Sendo o juro bem mais baixo do que o de mercado, os aposentados são pressionados por filhos e netos a assumir esses empréstimos e os repassarem.

Ou seja, nem ajuda a vida dos aposentados.

O que me assustou desde 2003, quando esse financiamento tomou força graças ao empenho do Lula e seu Ministro da Fazenda, foram as pouquíssimas críticas por parte do meio acadêmico.

Pesquisando a internet encontrei somente um “paper” e na bibliografia dele só constava mais um que criticava essa política.

Um Governo não pode ser agente arrecadador de bancos, muito menos incentivar a enganação de aposentados.

Eu acho que um Governo jamais deveria estimular o endividamento das famílias, como fez Guido Mantega.

Um governo popular deveria estimular a poupança, não o endividamento, e isso por si só reduziria os juros.

Na teoria que eu endosso, a da Responsabilidade, teríamos também remunerado corretamente o FGTS e as Cadernetas de Poupança.

E jamais estaríamos estendendo essa “política pública” para o FGTS, como querem fazer agora, treze anos depois.

Alguém pelo menos concorda comigo?

 

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