Assim que Eike monta o quebra-cabeça do seu projeto, escolhe a equipe, delega todas as etapas de execução, ele perde o interesse no projeto e parte para outro.













Eu já escrevi falando bem do Eike Batista mostrando que o sucesso dele não é porque herdou o mapa da mina do pai dele, como corre na lenda urbana.

Eike sabe criar projetos complicados, que requerem muita infraestrutura em locais inóspitos. Ele sabe escolher equipes e sabe deixá-los trabalhar sozinhos.

O que Eike soube fazer foi agregar todos os componentes necessários e fazer disto um projeto viável, e de fato tudo começou com um PowerPoint.”

“Sabe trazer energia, estradas, financiamento, equipamentos para lugares considerados “fim do mundo“.”

O pai de Eike o ajudou com os genes. O gene da inteligência, o gene de pensar grande, o gene de acreditar no Brasil como um país do futuro e do presente.

Mas aí eu escrevi algo que hoje me arrependo, estava parcialmente certo.

Eike Batista é daqueles que têm iniciativa e acabativa“.

Ele é alguém que tira ideias do papel.

Mas o conceito de acabativa é um pouco mais amplo do que isto, e agora sabendo o que vou relatar, a frase não se aplica ao Eike.

Nas acusações que saíram na imprensa com os problemas de Eike Batista, um funcionário fez este comentário:

Assim que Eike monta o quebra-cabeça do seu projeto, escolhe a equipe, delega todas as etapas de execução, ele perde o interesse no projeto e parte para outro.

Tipicamente, ele tem um comportamento de quem é um iniciativo puro, alguém que é criativo, um acadêmico. 

Esta frase caiu como um raio, porque eu sou muito parecido.

Eu sou um iniciativo por excelência, curto ideias, montar projetos, resolver quebra-cabeças.

Mas implantá-los não é minha praia, eu já implantei várias coisas, mas a um custo psicológico monumental.

O dia a dia para mim é uma chatice como é para muito intelectual.

Uma vez que eu sei que uma solução é possível, eu fico feliz, e acho ingenuamente que os mais acabativos do que eu vão seguir em frente.

Ledo engano. 

Mas infelizmente eu perco interesse e já fico procurando outro problema cabeludo para resolver.

Foi assim que Eike se meteu em 30 projetos diferentes.

Desde hotéis, restaurantes chineses e shows de entretenimento, além de estaleiros, portos, mineradoras e exploração de petróleo.

Eike pode até ter acabativa no sentido restrito da palavra, mas não é, pelo jeito, o que ele gosta de fazer. Ele é um iniciativo por definição.

Portanto, a culpa do seu fracasso nao é totalmente dele.

Boa parte da culpa é daqueles que o financiaram, do BNDES, do BTG, do Banco Itaú, dos milhares de investidores minoritários.

Todos estes acabaram permitindo que Eike fosse majoritário nos seus projetos, o que diante da análise acima não é a melhor estratégia.

Um majoritário que se interessa pelo seu próximo projeto, não é um bom majoritário do projeto existente.

Manter Eike mandando nos seus projetos apesar de não gostar da fase operacional, somente da fase de projeto e implantação, foi um erro que poderia ter sido facilmente evitado.

E que agora será implantado, já que certamente Eike perderá o controle de suas empresas, o que deveria ter sido imposto pelos seus banqueiros desde o início.  

Eike foi bom na hora de prospectar e achar petróleo, mas na hora de extrair o petróleo os seus problemas começaram.

As equipes que acham petróleo não são as melhores para extrair o petróleo.

Como começarão a ter problemas operacionais as demais empresas do Eike, terminada a fase de projeto.

Numa entrevista para a Revista Exame, há alguns anos atrás, ele dava 15 conselhos. O 12o. era:

Cuide de todos os aspectos do projeto” e não cuide de todos os aspectos de seu negócio. Prenúncio do que iria acontecer.

Mas reforça o diagnóstico de iniciativo de Eike.

Aliás, ele disse uma frase que deveria ter sido melhor analisada na época: “Nunca se apaixone pelo seu negócio“.

Uma frieza de quem não está alinhado com a empresa do ponto de vista operacional e que no fundo está disposto a vender tudo quando o preço de venda do negócio estiver certo.

É fácil analisar vendo o retrovisor, mas fica agora claro que Eike desde o início deveria ter sido um sócio minoritário de suas empresas.

Um sócio controlador que não está apaixonado pelo negócio, é encrenca na certa.

Alías, todo mundo sabia que Eike não é formado em Administração, não tem os conhecimentos necessários e a postura de um acabativo.

Eike é engenheiro, especialista portanto em projetos e sistemas.

Isto explica porque o Presidente do Itaú, também formado Engenheiro, se encantou tanto com os projetos de Eike Batista.

Isto explica porque o Presidente do BNDES, que também pensa grande mas não é Administrador formado, se encantou com os projetos de Eike Batista.

Isto explica porque o Presidente do BTG, também formado em Sistemas, se encantou com os projetos de Eike Batista, e agora como os demais está se arrependendo ou se lamentando do erro feito.

Os Powerpoints do Eike Batista não teriam cativado tanto os banqueiros formados em administração de empresas, conhecedores dos problemas do dia a dia.

Meu ponto aqui é mostrar que ele não é culpado inteiramente pelo seu fracasso.

Foi vítima de um país tão despreparado como ele, nas questões mais mundanas de que projetos precisam ser um dia tocados por pessoas com acabativa e não sonhadores de projetos grandes que vão salvar o Brasil e o mundo.

Algo para se pensar. 

 

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Stephen Kanitz

(32) Readers Comments

  1. Olá pessoal, um podcast revelador sobre a história de Eike Batista.

    http://www.totalqualidade.com.br/2013/09/podcast-quais-erros-eike-batista.html

  2. Eu só sei de uma coisa, estou muito precisando de um inestimento pra minha Agencia de Viagens, não tenho dinheiro no banco pra investir e não temos como consegui financiamento, já tivemos um perda grande, fomos engandos!! E agora, quem poderá me ajudar??…..EIKE BATISTA???

  3. Sr. Kanitz, sem dúvida o Eike é muito inteligente, mas não tem perfil “finalizador”,isto não decorre do fato de ser engenheiro. Percebo que o Sr. tem algum problema com esta categoria profissional, primeiro, em seu artigo ” Por que precisamos importar engenheiros” o Sr. nos acusa de exercício ilegal da profissão, agora culpa o fracasso do Eike, em parte por ele ser engenheiro e não administrador. Sempre achei que o Eike estava vendendo ” terreno no mar”, e não acredito que os banqueiros, inocentes engenheiros, tenham se encantado com os projetos do Eike porque banqueiro não tem paixão… Quanto ao BNDS, sem comentários… ” pensa grande, mas não é administrador” , não sabia que esta é uma prerrogativa dos administradores. Acredito em pessoas com grande capacidade de descobrir e criar oportunidades, mas que precisam de um parceiro que toque e finalize o negócio, resumindo, sócios com perfis complementares.
    Para terminar, este perfil de descobrir e criar oportunidades definitivamente não é de um intelectual…

  4. Que texto mais idiota, A coisa mais simples do mundo é entender a razão do fracasso, Eike batista, Bill gates, Steave Jobs e por ia vai. Não fizeram nada apenas duas coisas aconteceu jogaram e deram sorte. O caso do Eike fracassar é. porque subestimou os jogadores, Só isto mais nada nada nada. São idiotas normais como todos nós neste mundo manipulado.

  5. VÃO ESTUDAR!

  6. VOCÊS NÃO SABEM DE NADA SOBRE ELE. VÃO CUIDAR DA VIDA DE VOCÊS.

  7. Acreditamos nessa pessoa, perdemos R$ 6, investido nessa impresa de fachada !

  8. É fácil darmos opiniões de fora sem saber os propósitos e dia-a-dia do Eike, vendo os noticiários e comentários acredito que o erro do Eike, além do que o Kanitz citou de ter apenas ‘iniciativa’, talvez tenha sido a criação de 5 empresas (OGX, OSX, MMX, MPX, LLX) em espaço curtíssimo de tempo e que juntas dependiam uma da outra – apesar que quando foram criadas com essa proposta de formarem um ‘cadeia de produção’, muitos elogiaram e incentivaram – OGX produzia petróleo que seria levado pelos navios da OSX (que também fabrica as plataformas da OGX) que chegaria no porto da LLX (logística) que escoaria para a MMX (mineradora) que utiliza energia da MPX. Vendo agora, era evidente que se uma quebra-se, no caso OGX, todas as outras iam juntas. Eike é um vendedor de ideias e projetos nato, pois conseguiu bilhões de dólares para investimentos em suas empresas em pouco tempo, mas será que se Eike tivesse aberto apenas uma grande empresa, consolida-se, produzi-se e também se tivesse dinheiro em caixa não seria condições necessárias para abrir outras empresas que poderiam dar prejuízo de início, pois já tem uma que ‘segura as pontas’, mas que não levariam ele a situação que ele está hoje? Acredito que sim, mas agora olhando para o retrovisor é fácil dizer.

  9. o Brasil é um pais acostumado a acrediar em mentiras ,em soluções faceis ,

    em milagres

    Este é um solo fertil para sonhadores

    É o ouro dos tolos

    Negocios duraveis não são para apostadores

    A uma diferença entre fortuna real e virtual

    A real permanece, a virtual é eter

    O rapido investidor sai e entra da mesa do jogo com velocidade

    E obtem lucros

    O sonhador acredita na magica ate o final , e arca com os prejuizos

    Não há mágica

    Uma vez um entrevistador falando com uma cantora de sucesso enalteceu o seu talento

    Ela respondeu ¨10% talento 90% trabalho duro¨

    O Brasil precisa de trabalho duro

    Não que os sonhos não sejam importantes

    Mais realizar e mais importante que sonhar

  10. Kanitz, gosto de seus escritos, mas fico irritado porque sua nova configuração de blog não COLOCA A DATA DO ARTIGO!!

    Vc como Contador sabe muito bem que as datas dos fatos são importantíssimas!!! Sugiro colocar as datas, PLEASE!!

    Gostaria que vc lesse e, caso queira, escrevesse sobre este artigo sobre as X:

    O BNDES fez um grande negócio investindo nas empresas X

    http://reidasbluechips.blogspot.com/2013/07/o-bndes-fez-um-grande-negocio.html

  11. E agora sr. Kanitz, depois dessa vai continuar a defender o Eike, escrevendo uma versão romantizada dos acontecimentos?

    Acho pertinente deixar um pouco de lado as suposições e começar a discutir um pouco em cima de FATOS:

    —–

    Rafael Ferri

    Prezado Presidente da CVM. Sr.Leonardo Pereira.

    Estou com uma dúvida e preciso urgente de sua ajuda: Era lícito ao Sr. Eike Batista (controlador da OGX e detentor de informações privilegiadas sobre a empresa) vender as ações dessa sociedade antes de comunicar ao mercado a inoperabilidade dos poços de petróleo?

    Recentemente fomos surpreendidos pela notícia de que o investidor Eike Batista vendeu 56.16 milhões de ações OGXP3, empresa da qual é controlador, por um valor de 75,4 milhões de reais, em negociações ocorridas entre 07 e 13 de junho. Ainda antes disso, não bastasse a crise de credibilidade que contorna o grupo EBX, o Sr. Eike Batista vendera, no intervalo compreendido entre 24 e 29 de maio, o expressivo número de 70,5 milhões de ações, pelo valor total de 121.84 milhões de reais, com preço médio de R$1.83 a unidade.

    Ou seja: cerca de 20 dias antes de a OGX divulgar PUBLICAMENTE para o mercado o fato de que muitos poços de petróleo não são viáveis economicamente, e a cotação da respectiva ação despencar, o Sr, Eike Batista discretamente vendeu 126 milhões dessas ações.

    Ocorre que a legislação brasileira não permite que o controlador ou administrador da sociedade, caso saiba de fato relevante que diga respeito à empresa, negocie na bolsa essas ações, enquanto não comunicar ao mercado todas as informações que sejam relevantes. É o que diz expressamente o art. 27-D da Lei Federal 6.385/76, que prevê o chamado ilícito de “insider trading”.

    Nas bolsas de valores do mundo inteiro se adota o chamado princípio da “full disclosure”: enquanto não divulgadas publicamente as informações que sejam importantes sobre a empresa (e a inviabilidade de exploração de poços de petróleo é uma delas, senão a maior, no caso da OGX), o detentor dessas informações, caso seja ligado à administração da sociedade, não pode negociar nenhuma ação; nem vender, nem comprar.

    Caso fosse admitida essa prática, qualquer gerente de uma sociedade anônima enriqueceria à custa dos investidores, pois, ao saber da ineficiência do projeto, venderia os papéis que possui antes de comunicar ao mercado esse fracasso empresarial – e essa venda ocorreria por uma cotação necessariamente maior do que aquela que o mercado praticaria caso fossem públicas as informações de insucesso da empresa.

    Para adotar um parâmetro, há um caso no Brasil em que pode ter ocorrido esse tipo de conduta. Pessoas ligadas à Sadia/Perdigão, sabendo com antecedência de que essas empresas se fundiriam, negociaram esses papéis: compraram ativos e, após a comunicação da fusão, venderam-nos com a cotação alta.

    Agora, o Brasil quer ENTENDER tamanha coincidência no caso da OGX:

    1) Entre 24 e 29/05/13 o controlador vendeu 70,5 MM de ações a preço médio de R$ 1,83.

    2) Entre 7 e 13/06/13 o controlador vendeu 56,16 MM de ações a preço médio de R$ 1,34.

    3) No dia 01 de JULHO foi divulgado fato relevante comunicando a descontinuidade de produção nos três campos de tubarão azul, fato que criou pânico no mercado, levando os papéis da OGXP3 a R$ 0,36. Muitos estimam como apropriado o valor de R$0,10 para cada ação.

    Hoje, com os papéis da OGXP3 cotados a R$ 0.43 o ganho do Sr. Eike Batista com a sorte de vender antes do anuncio bombástico que fez os papeis da empresa derreterem é de cerca de 150 milhões de reais.

    A questão que se põe é a seguinte: o Sr. Eike Batista, quando vendeu suas ações, já não sabia que a empresa não era completamente viável? Ou foi somente uma coincidência?

    O Brasil e todos os minoritários querem saber.

    Obrigado pela atenção. Cordial abraço e votos de muita saúde.

    Rafael Ferri

  12. E agora sr. Kanitz, depois dessa vai continuar a defender o Eike, escrevendo uma versão romantizada dos acontecimentos?

    —–

    Prezado Presidente da CVM. Sr.Leonardo Pereira.

    Estou com uma dúvida e preciso urgente de sua ajuda: Era lícito ao Sr. Eike Batista (controlador da OGX e detentor de informações privilegiadas sobre a empresa) vender as ações dessa sociedade antes de comunicar ao mercado a inoperabilidade dos poços de petróleo?

    Recentemente fomos surpreendidos pela notícia de que o investidor Eike Batista vendeu 56.16 milhões de ações OGXP3, empresa da qual é controlador, por um valor de 75,4 milhões de reais, em negociações ocorridas entre 07 e 13 de junho. Ainda antes disso, não bastasse a crise de credibilidade que contorna o grupo EBX, o Sr. Eike Batista vendera, no intervalo compreendido entre 24 e 29 de maio, o expressivo número de 70,5 milhões de ações, pelo valor total de 121.84 milhões de reais, com preço médio de R$1.83 a unidade.

    Ou seja: cerca de 20 dias antes de a OGX divulgar PUBLICAMENTE para o mercado o fato de que muitos poços de petróleo não são viáveis economicamente, e a cotação da respectiva ação despencar, o Sr, Eike Batista discretamente vendeu 126 milhões dessas ações.

    Ocorre que a legislação brasileira não permite que o controlador ou administrador da sociedade, caso saiba de fato relevante que diga respeito à empresa, negocie na bolsa essas ações, enquanto não comunicar ao mercado todas as informações que sejam relevantes. É o que diz expressamente o art. 27-D da Lei Federal 6.385/76, que prevê o chamado ilícito de “insider trading”.

    Nas bolsas de valores do mundo inteiro se adota o chamado princípio da “full disclosure”: enquanto não divulgadas publicamente as informações que sejam importantes sobre a empresa (e a inviabilidade de exploração de poços de petróleo é uma delas, senão a maior, no caso da OGX), o detentor dessas informações, caso seja ligado à administração da sociedade, não pode negociar nenhuma ação; nem vender, nem comprar.

    Caso fosse admitida essa prática, qualquer gerente de uma sociedade anônima enriqueceria à custa dos investidores, pois, ao saber da ineficiência do projeto, venderia os papéis que possui antes de comunicar ao mercado esse fracasso empresarial – e essa venda ocorreria por uma cotação necessariamente maior do que aquela que o mercado praticaria caso fossem públicas as informações de insucesso da empresa.

    Para adotar um parâmetro, há um caso no Brasil em que pode ter ocorrido esse tipo de conduta. Pessoas ligadas à Sadia/Perdigão, sabendo com antecedência de que essas empresas se fundiriam, negociaram esses papéis: compraram ativos e, após a comunicação da fusão, venderam-nos com a cotação alta.

    Agora, o Brasil quer ENTENDER tamanha coincidência no caso da OGX:

    1) Entre 24 e 29/05/13 o controlador vendeu 70,5 MM de ações a preço médio de R$ 1,83.

    2) Entre 7 e 13/06/13 o controlador vendeu 56,16 MM de ações a preço médio de R$ 1,34.

    3) No dia 01 de JULHO foi divulgado fato relevante comunicando a descontinuidade de produção nos três campos de tubarão azul, fato que criou pânico no mercado, levando os papéis da OGXP3 a R$ 0,36. Muitos estimam como apropriado o valor de R$0,10 para cada ação.

    Hoje, com os papéis da OGXP3 cotados a R$ 0.43 o ganho do Sr. Eike Batista com a sorte de vender antes do anuncio bombástico que fez os papeis da empresa derreterem é de cerca de 150 milhões de reais.

    A questão que se põe é a seguinte: o Sr. Eike Batista, quando vendeu suas ações, já não sabia que a empresa não era completamente viável? Ou foi somente uma coincidência?

    O Brasil e todos os minoritários querem saber.

    Obrigado pela atenção. Cordial abraço e votos de muita saúde.

    Rafael Ferri

  13. SERIA BOM INVESTIGAR COMO ESTE GRANDE “ENGENHEIRO” PÉ DE CHINELO CONSEGUIU TANTO DINHEIRO FÁCIL. NÃO SERIA REPASSE PARA UM CONHECIDO PARTIDO POLÍTICO? OU NINGUÉM, MAIS UMA VEZ, NÃO SABIA DE NADA?

    • Dinheiro facil??? Faz uma favor filho, estudo a historia de vida dele. Depois vc tenta escrever uma coisa que vai valer apena ler…
      ohoo tem nego que só fala besteira

      • Sr. EvertonB: Vou tentar responder no mesmo nível do seu comentário, o que para mim é muito difícil. Vejo que o Sr. foi um dos “inocentes” que acreditou no “esperto”, ou que levou vantagem com essa negociata toda, tamanha sua indignação. Eu posso até escrever besteiras, dependendo da besta que está lendo. Em tempo: “valer apena” não existe, só existe na escolinha que o Sr. estudou. Em poucas palavras o Sr. cometeu 4 erros de português. Quem de nós é que é a besta?

  14. Tem muita gente torcendo para Eike Batista falir. Isso é desumano é o cumulo da tolerância. Nem pensam no desemprego e nos impostos que deixarão de existir. Eu prefiro pensar que ele irá sair dessa para não manchar nosso país mundo a fora. Apesar dele ter ido com muita sede ao pote “CRIAR EMPRESAS SEM PODER DAR CONTA”. Mas vamos torcer e não azarar.

    • rs.
      Infelizmente o pensamento do povo é sempre destrutivo. Parece quenos satisfazemos com o insucesso de pessoas bem sucedidas no passado. Concordo com voce quanto à linha pensamento.

  15. Gostei mais do seu artigo de muitos anos passados que falava da falta de auditoria no Brasil.

    Continua assim, o que falta no Brasil é auditoria e fiscalização para constatar que projetos concebidos para serem financiados com recursos públicos (BNDES, etc) e com recursos de mercado via Bolsa, cujos grandes compradores de títulos são os chamados investidores institucionais (leia-se fundos de pensão das estatais, também recursos públicos) não teriam viabilidade econômica.
    Faltou auditoria e fiscalização na fase do projeto.
    Agora é tarde o recurso público já foi perdido.
    Também os recursos de poucos investidores pequenos e ingênuos que acreditam em milagres no mundo dos negócios.

  16. Eu fico me perguntando como é que este pessoal consegue assumir a presidência dos bancos visto que é tao despreparado para perceber o que o articulista esta vendo agora e veria caso estivesse no lugar deles .

  17. Que texto mais estranho . O articulista num momento para de falar nesse Eike e passa a falar dele próprio , como se isto tivesse alguma importância . Por fim , traça aqueles perfis estereotipados de profissões ao dizer que Eike não é um administrador e sim , um engenheiro , puxando mais uma vez a brasa para seu espeto. Só da pra aproveitar uma coisa : é a parte que ele diz que é fácil analisar vendo o retrovisor.

    • Não entendi sua crítica dele ter se citado. A relevância está na impressão que ele quis passar ao leitor que o diagnóstico feito por ele ganha força já que ele compartilha da mesma característica – como um paciente que ao a avaliar os sintomas do acamado ao lado percebe que são os mesmos que os seus e conclui que se trata da mesma doença. Sem falar que deixou também no leitor um ar de franqueza.

  18. Penso que a maioria dos investidores, principalmente os bancos, apostavam mais no suporte que o governo daria aos projetos do que propriamente em Eike Batista, eles pensavam que o governo não deixaria projetos desta natureza quebrar, o problema ocorreu com as recentes manifestações que ocorreram no Brasil, obviamente que neste cenário o governo prefere se afastar. Cabeças vão rolar nos bancos… Já conheci pessoas muito inteligentes, mas nunca conheci alguém que toca-se mais de um projeto de grande porte ao mesmo tempo com qualidade, não existe como. A “imagem” do Brasil fica arranhada la fora, mas até ai… Mas um case de estudo, mas que na pratica sabemos que ninguém vai aproveitar, pode contar que outros quebraram da mesma forma.

  19. Trabalhei em uma Organização em que o presidente é um grande empreendedor, com muita iniciativa, mas pouco acabativo e portanto, deixava esta parte com outras pessoas, escolhidas de acordo com o ramo do negócio.
    Creio que desta forma deveria ser a atuação do Sr. Eike, assim como deve ser nas corporações com a questão administrativa: cuidada por quem tem a competência para resolver os problemas.
    E por último, percebe-se que o Sr. Eike tem um perfil também de especulador, quando diz que: “nunca se apaixone pelo seu negócio”. Ou seja, ficou ruim, venda para outro e se livre logo do problema.

  20. Concordo em partes, porém não creio que todas as escolas de Adminstração no Brasil capacitam realmente seus alunos a terem essa visão holística quando se deparam com um projeto, mas creio que os responsáveis por alguma análise devem sim ser ADMINISTRADORES, afinal tem noção do todo, ou ao menos deveriam ter.

  21. …. Kanitz .
    muito bem apanhado o compasso do senhor EBatista. mas me parece totalmente contornavel: basta q os senhores investidores q apostam com ele provenham um tocador de obras e um gerente operacional para as coisas voltarem aos eixos, e nao pode demorar muito, pois, esta´começando a perder terreno / credibilidade com a nao entrega de resultados.
    esse comportamento entendo como tipico de jovens eletricos, de raciocinio rapido e intrepidos. mas a velocidade da vida real é bem mais lenta: as pessoas nao conseguem seguir seu ritmo. …

  22. Pingback: Matéria Incógnita – Inovação e Criatividade » Uma análise sobre a tragédia anunciada de Eike Batista

  23. Pingback: A razão do fracasso de Eike Batista | Blog do Robert Lobato

  24. Kanitz.

    Acho também que esse fracasso é consequência da excessiva intervenção do governo que prejudicou as empresas de infraestrutura. Pense: se prejudicou petrobras, eletrobras… quanto mais empresas pre operacionais…

    Outro ponto é culpa do Eike sim. Como os projetos estão muito relacionados e integrados o mercado vê uma excessiva concentração nos riscos. Isso tem solução, que é o já está sendo feito na MPX, mas terá custos altos… Já deveria ter sido feito antes.

    Abs.

  25. “Foi vítima de um país tão despreparado como ele, nas questões mais mundanas de que projetos precisam ser um dia tocados por pessoas com acabativa e não sonhadores de projetos grandes que vão salvar o Brasil e o mundo.”

    Gostei da análise lúcida, mas acho que faltou uma perspectiva política que também influenciou muito ele ter o “crescimento inchado” que teve.

  26. Pingback: Oi já leu este artigo : “A Razão do “Fracasso” de Eike Batista” ? | MAURO CONDÉ (malucomg@) – O BLOG DOS MELHORES LEITORES DA INTERNET – Todos os dias recebemos um público médio de quase 1.000 leitores (como num te

  27. Parabéns pelo texto. A análise do “fracasso do Eike” ficou interessante. E confesso que me identifiquei com o “estresse psicológico” sofrifo por uma pessoa “iniciativa” quando necessita ser “acabativo”. Tento exercitar isso diariamente. Ainda, Kanitz, é muito legal você num texto novo evocar conceitos seus de textos passados. Nisso, talvez, você esteja sendo “acabativo”.

  28. Uma das análises mais lúcidas que já vi sobre o Eike. Muito bom, professor!

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