Assim que Eike monta o quebra-cabeça do seu projeto, escolhe a equipe, delega todas as etapas de execução, ele perde o interesse no projeto e parte para outro.













Eu já escrevi falando bem do Eike Batista mostrando que o sucesso dele não é porque herdou o mapa da mina do pai dele, como corre na lenda urbana.

Eike sabe criar projetos complicados, que requerem muita infraestrutura em locais inóspitos. Ele sabe escolher equipes e sabe deixá-los trabalhar sozinhos.

O que Eike soube fazer foi agregar todos os componentes necessários e fazer disto um projeto viável, e de fato tudo começou com um PowerPoint.”

“Sabe trazer energia, estradas, financiamento, equipamentos para lugares considerados “fim do mundo“.”

O pai de Eike o ajudou com os genes. O gene da inteligência, o gene de pensar grande, o gene de acreditar no Brasil como um país do futuro e do presente.

Mas aí eu escrevi algo que hoje me arrependo, estava parcialmente certo.

Eike Batista é daqueles que têm iniciativa e acabativa“.

Ele é alguém que tira ideias do papel.

Mas o conceito de acabativa é um pouco mais amplo do que isto, e agora sabendo o que vou relatar, a frase não se aplica ao Eike.

Nas acusações que saíram na imprensa com os problemas de Eike Batista, um funcionário fez este comentário:

Assim que Eike monta o quebra-cabeça do seu projeto, escolhe a equipe, delega todas as etapas de execução, ele perde o interesse no projeto e parte para outro.

Tipicamente, ele tem um comportamento de quem é um iniciativo puro, alguém que é criativo, um acadêmico. 

Esta frase caiu como um raio, porque eu sou muito parecido.

Eu sou um iniciativo por excelência, curto ideias, montar projetos, resolver quebra-cabeças.

Mas implantá-los não é minha praia, eu já implantei várias coisas, mas a um custo psicológico monumental.

O dia a dia para mim é uma chatice como é para muito intelectual.

Uma vez que eu sei que uma solução é possível, eu fico feliz, e acho ingenuamente que os mais acabativos do que eu vão seguir em frente.

Ledo engano. 

Mas infelizmente eu perco interesse e já fico procurando outro problema cabeludo para resolver.

Foi assim que Eike se meteu em 30 projetos diferentes.

Desde hotéis, restaurantes chineses e shows de entretenimento, além de estaleiros, portos, mineradoras e exploração de petróleo.

Eike pode até ter acabativa no sentido restrito da palavra, mas não é, pelo jeito, o que ele gosta de fazer. Ele é um iniciativo por definição.

Portanto, a culpa do seu fracasso nao é totalmente dele.

Boa parte da culpa é daqueles que o financiaram, do BNDES, do BTG, do Banco Itaú, dos milhares de investidores minoritários.

Todos estes acabaram permitindo que Eike fosse majoritário nos seus projetos, o que diante da análise acima não é a melhor estratégia.

Um majoritário que se interessa pelo seu próximo projeto, não é um bom majoritário do projeto existente.

Manter Eike mandando nos seus projetos apesar de não gostar da fase operacional, somente da fase de projeto e implantação, foi um erro que poderia ter sido facilmente evitado.

E que agora será implantado, já que certamente Eike perderá o controle de suas empresas, o que deveria ter sido imposto pelos seus banqueiros desde o início.  

Eike foi bom na hora de prospectar e achar petróleo, mas na hora de extrair o petróleo os seus problemas começaram.

As equipes que acham petróleo não são as melhores para extrair o petróleo.

Como começarão a ter problemas operacionais as demais empresas do Eike, terminada a fase de projeto.

Numa entrevista para a Revista Exame, há alguns anos atrás, ele dava 15 conselhos. O 12o. era:

Cuide de todos os aspectos do projeto” e não cuide de todos os aspectos de seu negócio. Prenúncio do que iria acontecer.

Mas reforça o diagnóstico de iniciativo de Eike.

Aliás, ele disse uma frase que deveria ter sido melhor analisada na época: “Nunca se apaixone pelo seu negócio“.

Uma frieza de quem não está alinhado com a empresa do ponto de vista operacional e que no fundo está disposto a vender tudo quando o preço de venda do negócio estiver certo.

É fácil analisar vendo o retrovisor, mas fica agora claro que Eike desde o início deveria ter sido um sócio minoritário de suas empresas.

Um sócio controlador que não está apaixonado pelo negócio, é encrenca na certa.

Alías, todo mundo sabia que Eike não é formado em Administração, não tem os conhecimentos necessários e a postura de um acabativo.

Eike é engenheiro, especialista portanto em projetos e sistemas.

Isto explica porque o Presidente do Itaú, também formado Engenheiro, se encantou tanto com os projetos de Eike Batista.

Isto explica porque o Presidente do BNDES, que também pensa grande mas não é Administrador formado, se encantou com os projetos de Eike Batista.

Isto explica porque o Presidente do BTG, também formado em Sistemas, se encantou com os projetos de Eike Batista, e agora como os demais está se arrependendo ou se lamentando do erro feito.

Os Powerpoints do Eike Batista não teriam cativado tanto os banqueiros formados em administração de empresas, conhecedores dos problemas do dia a dia.

Meu ponto aqui é mostrar que ele não é culpado inteiramente pelo seu fracasso.

Foi vítima de um país tão despreparado como ele, nas questões mais mundanas de que projetos precisam ser um dia tocados por pessoas com acabativa e não sonhadores de projetos grandes que vão salvar o Brasil e o mundo.

Algo para se pensar. 

 

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About Author

Stephen Kanitz

  • visitante

    Com todo respeito, mas como um professor universitário (com mestrado em Harvard) conseguiu escrever um texto desses?

  • P Rezende

    Só pode estar de piada né. “Projetos do Eike”? Que projetos do Eike? Explorou minas durante 20 anos com a orientação do pai. O primeito “projeto” dele de fato foi a JPX, que teve que fechar com prejuízo. Só deslanchou com essas aberturas de empresas todas depois que o governo entregou, de mão beijada, o projeto do Porto do Açu. Sim, o projeto era do governo, estava pronto, e desde 2000 que saía no jornal que para sair do papel só faltava investimento privado. Foi entregue pro Eike é, claro, depois que Eliezer assim sugeriu – e depois que nenhuma outra empresa (Vale, petrobras, entre outras) quis.
    As outras empresas empresas foram criadas em torno da idéia do porto. E Eike recentemente admitiu que não fazia idéia do que acontecia nesses projetos, pois não tem expertise nenhuma nessas áreas. Apenas lia os relatórios dos executivos (um bando de oportunistas) e achava que estava tudo certo.
    O senhor tem certeza que acompanhou a história direitinho?

  • Wilson

    Não convém reduzir o fracasso dos empreendimentos à falta de acabativa do sr. Eike, embora conhecer-se seja primordial a qualquer pessoa. Se procurar, alguém irá encontrar algum fator a mais do tipo, comprou briga com a alguém poderoso, seja do ramo de infraestrutura e/ou petróleo, seja do governo.

  • Daniel

    Bem, Esta discussão já deu, já dei atenção demais para este artigo de quinta categoria, que só podia ser de um intelectual como o Kanitz

  • Daniel

    Os motivos da falência do Eike são claros: Achou que a confiança dos credores seria eterna e que seu crédito jamais seria afetado. Esqueceu-se de que o crédito de longo prazo depende da viabilidade econômica dos projetos, não de ideias. Não basta ter boas ideias é preciso torná-los realidade.

    Se ele tivesse percebido a situação de suas empresas (o que não é difícil, pois ele tinha acesso a todas as informações necessárias), teria vendido seu patrimônio em 2010 e teria sido mais discreto e humilde. Com esta estratégia e com 75% ou até 50% do que o seu patrimônio era avaliado, em dinheiro na mão, ele teria chances de se tornar o homem mais rico do mundo.

    Bastava não entregar este patrimônio nas mãos de pessoas como Kanitz, que por sinal é motivo de piada na comunidade acadêmica, inclusive de administração. Não sei de nada que ele tenha administrado que possa ser elogiado ou ser destacado com excepcional.

  • Daniel

    É meio complicado o Kanitz se comparar com o Eike. Ele sempre teve a necessidade de se autoelogiar.
    Bem apropriado quando ele se autodenomina de intelectual. Será que ele sabe o que isso significa?
    Na verdade O Kanitz não se destaca pelas suas ideias, contribuição acadêmica ou qualidade em gestão, mas pelas polêmicas que gera. Sem suas polêmicas ele nem seria conhecido. Ele não é administrador, mas um marqueteiro.
    Além disso, quem disse que os administradores são os únicos que tem capacidades extraordinárias na gestão. Se analisarmos os cursos de administração, descobriremos que a formação do administrador se baseia em modismos teóricos sem consistência. Conheço muitos engenheiros com habilidades extraordinárias. E conheço um monte de administradores que só fazem cacada. Mas isso não importa, eles perdem mesmo é o dinheiro dos outros. Veja a crise americana de 2008, os aposentados acordaram no dia seguinte e perceberam que a sua aposentadoria tinha evaporado. Eram todos administradores extraordinários, prepotentes, ricos e com bola de cristal.

  • paulo

    Concordo com voce em alguns pontos. Mas como a bola da vez e o empresario Eike Batista a midia especula e acaba tatirando o foco somente da sua crise financeira. Acho ele muito inteligente e talentoso e principalmente desbravador de ideias e estilos. Acredito que com todo o potencial que tem e a sabedoria de seu pai dará a volta por cima e voltara a ter a confiança e a adesão de novos investidores que ao longo da sua estrada de empresario somente somaram vitorias.

  • Wallace

    Prezados,

    Precisamos urgente de um “SOX” nacional. O fato é sintoma do dinheiro fácil não apenas de acionistas mas também via governo. Abaixo texto sobre a postura do empresário brasileiro. O sr Eike é apenas o ícone de um problema maior.

    http://www.supravizio.com/Noticias/ArtMID/619/ArticleID/109/Planejamento-Processos-Postura-empreendedor-brasileiro.aspx

  • Coelho Junior

    Cuidado!!! O Brasil está cheio de “Eikes”, verdadeiros salvadores da pátria. E nós continuamos acreditando em Papai Noel…

  • INTJ

    Não gostei deste artigo.

  • Joao

    Texto muito fraco.

    Porra, fala sério. Curso de administração no Brasil, em geral, é piada, por isso que quem é bom e faz Eng de Produção (sou economista). Falar que o Itau deu dinheiro porque o presidente não é administrador é piada risível.

    “Uma frieza de quem não está alinhado com a empresa do ponto de vista operacional e que no fundo está disposto a vender tudo quando o preço de venda do negócio estiver certo”

    Cacete, a OGX valia 70 bi e ele não vendeu nada. E ai? 70 bi não tava bom não?

  • Georges

    Gostei do texto do Sr. Kanitz…O senhor deveria atuar como advogado…Consegue imputar a culpa, não ao lunático Eike Batista, mas às instituições financeiras e pessoas que compraram ações de suas empresas de fumaça.
    Também admirei a parte em que o senhor cita a influencia do Sr. Elieser Batista (ex-ministro de Minas e Energia) como limitando-se à herança genética.É claro que ter tido um pai ministro na mesma área de atuação não ajuda me nada.
    Por último, o senhor justifica o crédito irresponsável dado pelas instituições (BNDES, Itaú) `a formação acadêmica dos dirigentes : engenharia.Francamente, eu ,como economista não me atreveria a construir pontes.Na verdade esse seu artigo parece ter sido escrito por um engenheiro….Agradeço aos céus, por ter me formado na FEA antes do senhor entrar para seu corpo doscente.

  • MARCELLO MOREIRA

    Sr. Kanitz, infelizmente, seus comentários não são tão sábios, pois administradores bons não são aqueles formados em universidades, e sim visionários de todas as areas, tenho vários clientes que são engenheiros e que não sonham e sim executam, e tenho muitos conhecidos adminitradores “formados” que mal sabem “olhar pelo retrovisor” como vc falou no comentário acima, muito infeliz, seu comentário.

    Não esqueça que para conseguir emprestimos altos junto aos bancos que vc informou, somente se vc tiver bom relacionamento politico, ou já ser grande. Não é o caso das empresas que precisam desse caras “banqueiros” mais sem o jeitinho nunca vão ser ajudados.

    Marcello Moreira – Contador

    • jotta junior

      ai mano , sabe tudo…

    • Daniel

      Comentários infelizes são a especialidade do Kanitz

  • joao

    Vale a pena pensar sobre Eike e Brasil, principalmente aos últimos fatos ocorridos recentemente no nosso pais, como por exemplo o campo de libra. Infelizmente, só vejo uma diferença entre Eike e nosso país, é que aqui sempre o povo paga tudo no final das contas!

    Charles de Gaulle disse tudo: “O Brasil não é um país sério.”

  • Ana Glória

    O Eike foi só o início. Ele surfou bem na onda otimista que o Governo Federal vendeu e muita gente entrou nessa. Até a The Economist (e mês passado já publicou uma capa revendo esse otimismo). Os imóveis do Rio triplicaram de valor. A bolha tá no topo.

  • Guilherme

    Só o fato do idealizador dos projetos venderem suas ações já mostra que os projetos não seriam eficazes, ou seja, uma vez que as ações estavam valorizadas o acionista majoritário, Eike Batista, vendeu rapidamente suas ações porque supostamente já sabendo que as mesmas não mais valorizariam pois os projetos não seriam todos concretizados, os acionistas minoritários venderiam as ações quando as notícias começassem a vazar na internet. Numa tentativa “esperta” de vender as ações antes disso acontecer, acredito que ele antecipou o acontecimento e agravou a situação pois nenhum acionista minoritário acreditaria numa empresa que nem o principal sócio e idealizador acredita.

    Acredito que o texto acima tem fundamento, porém, existe malícia nas pessoas de quererem ganhar dinheiro em cima de tudo e todos como aconteceu no caso dessas empresas, e no fim todas as estratégias mais que expertas do Eike Batista acabaram sendo um tiro no pé. Ele poderia não ter se apaixonado pelos seus projetos, mas tinham mais que obrigação de ter acreditado até o final em cada um neles, antes de negociar ações. A empresa deve criar valor para o acionista, acredito que ele ainda tem uma saída, retomar os projetos dando um passo de cada vez e pensando nos acionistas como um todo, não apenas nos peixes grandes.

    Abçs.

  • kara

    Penso que o Eike seria o novo Barão de Mauá, empresário do Império.
    quem leu o livro, vai ligar um cara no outro. quem sabe sua re-encarnação.
    O barão de mauá poderia ter salvo o Brasil, mas, por inveja o Governo acabou com ele. Espero e acredito que o Eike se recupere, porque ele não ganha dinheiro sozinho. o Brasil também ganha. desde a família dos funcionários ao cara da padaria. isso é economia. Tenho certeza que ele vai aprender com os erros e sair dessa pra melhor. como fez o sílvio santos que quase vai à flência por causa do banco santos.

  • diogo freire da silva

    Négocios, o fracasso é um risco!

  • José Ricardo

    Olá pessoal, um podcast revelador sobre a história de Eike Batista.

    http://www.totalqualidade.com.br/2013/09/podcast-quais-erros-eike-batista.html

  • Aninha de DEUS

    Eu só sei de uma coisa, estou muito precisando de um inestimento pra minha Agencia de Viagens, não tenho dinheiro no banco pra investir e não temos como consegui financiamento, já tivemos um perda grande, fomos engandos!! E agora, quem poderá me ajudar??…..EIKE BATISTA???

  • Graziele Barros

    Sr. Kanitz, sem dúvida o Eike é muito inteligente, mas não tem perfil “finalizador”,isto não decorre do fato de ser engenheiro. Percebo que o Sr. tem algum problema com esta categoria profissional, primeiro, em seu artigo ” Por que precisamos importar engenheiros” o Sr. nos acusa de exercício ilegal da profissão, agora culpa o fracasso do Eike, em parte por ele ser engenheiro e não administrador. Sempre achei que o Eike estava vendendo ” terreno no mar”, e não acredito que os banqueiros, inocentes engenheiros, tenham se encantado com os projetos do Eike porque banqueiro não tem paixão… Quanto ao BNDS, sem comentários… ” pensa grande, mas não é administrador” , não sabia que esta é uma prerrogativa dos administradores. Acredito em pessoas com grande capacidade de descobrir e criar oportunidades, mas que precisam de um parceiro que toque e finalize o negócio, resumindo, sócios com perfis complementares.
    Para terminar, este perfil de descobrir e criar oportunidades definitivamente não é de um intelectual…

    • Ricardo Roldan

      Fiquei um pouco confuso com esse artigo, e isto porque eu havia lido o outro artigo sobre o Eike, do qual o Kanitz se refere, quando elogiou o “engenheiro que não é finalizador”. Percebi que o articulista tentou fazer uma correção ao inserir seu novo ponto de vista, e quis demonstrar arrependimento, mas foi infeliz ao rotular administradores e engenheiros. Kanitz focou profissões e não vocações, o que mostra uma visão curta quanto à possibilidade de um ser humano possuir as duas habilidades ao mesmo tempo, a de iniciar e a de dar continuidade e finalizar. E embora esse não seja o caso do Eike e nem do Kanitz, o fato é que existem pessoas com tal capacidade. Mas acredito que seja mais fácil alcançar sucesso num empreendimento, principalmente de grande porte, se houver um ou mais sócios que possuam as outras habilidades necessárias e assumam suas responsabilidades e riscos.

  • Davi Souto de Souza

    Que texto mais idiota, A coisa mais simples do mundo é entender a razão do fracasso, Eike batista, Bill gates, Steave Jobs e por ia vai. Não fizeram nada apenas duas coisas aconteceu jogaram e deram sorte. O caso do Eike fracassar é. porque subestimou os jogadores, Só isto mais nada nada nada. São idiotas normais como todos nós neste mundo manipulado.

  • Carlos Filipe

    VÃO ESTUDAR!

  • Carlos Filipe

    VOCÊS NÃO SABEM DE NADA SOBRE ELE. VÃO CUIDAR DA VIDA DE VOCÊS.

  • Rodrigo Cavalcante

    Acreditamos nessa pessoa, perdemos R$ 6, investido nessa impresa de fachada !

  • Vinícius Oliveira

    É fácil darmos opiniões de fora sem saber os propósitos e dia-a-dia do Eike, vendo os noticiários e comentários acredito que o erro do Eike, além do que o Kanitz citou de ter apenas ‘iniciativa’, talvez tenha sido a criação de 5 empresas (OGX, OSX, MMX, MPX, LLX) em espaço curtíssimo de tempo e que juntas dependiam uma da outra – apesar que quando foram criadas com essa proposta de formarem um ‘cadeia de produção’, muitos elogiaram e incentivaram – OGX produzia petróleo que seria levado pelos navios da OSX (que também fabrica as plataformas da OGX) que chegaria no porto da LLX (logística) que escoaria para a MMX (mineradora) que utiliza energia da MPX. Vendo agora, era evidente que se uma quebra-se, no caso OGX, todas as outras iam juntas. Eike é um vendedor de ideias e projetos nato, pois conseguiu bilhões de dólares para investimentos em suas empresas em pouco tempo, mas será que se Eike tivesse aberto apenas uma grande empresa, consolida-se, produzi-se e também se tivesse dinheiro em caixa não seria condições necessárias para abrir outras empresas que poderiam dar prejuízo de início, pois já tem uma que ‘segura as pontas’, mas que não levariam ele a situação que ele está hoje? Acredito que sim, mas agora olhando para o retrovisor é fácil dizer.

  • fernando maciel

    o Brasil é um pais acostumado a acrediar em mentiras ,em soluções faceis ,

    em milagres

    Este é um solo fertil para sonhadores

    É o ouro dos tolos

    Negocios duraveis não são para apostadores

    A uma diferença entre fortuna real e virtual

    A real permanece, a virtual é eter

    O rapido investidor sai e entra da mesa do jogo com velocidade

    E obtem lucros

    O sonhador acredita na magica ate o final , e arca com os prejuizos

    Não há mágica

    Uma vez um entrevistador falando com uma cantora de sucesso enalteceu o seu talento

    Ela respondeu ¨10% talento 90% trabalho duro¨

    O Brasil precisa de trabalho duro

    Não que os sonhos não sejam importantes

    Mais realizar e mais importante que sonhar

  • Rei das Blue Chips

    Kanitz, gosto de seus escritos, mas fico irritado porque sua nova configuração de blog não COLOCA A DATA DO ARTIGO!!

    Vc como Contador sabe muito bem que as datas dos fatos são importantíssimas!!! Sugiro colocar as datas, PLEASE!!

    Gostaria que vc lesse e, caso queira, escrevesse sobre este artigo sobre as X:

    O BNDES fez um grande negócio investindo nas empresas X

    http://reidasbluechips.blogspot.com/2013/07/o-bndes-fez-um-grande-negocio.html

  • Rudi Leismann

    E agora sr. Kanitz, depois dessa vai continuar a defender o Eike, escrevendo uma versão romantizada dos acontecimentos?

    Acho pertinente deixar um pouco de lado as suposições e começar a discutir um pouco em cima de FATOS:

    —–

    Rafael Ferri

    Prezado Presidente da CVM. Sr.Leonardo Pereira.

    Estou com uma dúvida e preciso urgente de sua ajuda: Era lícito ao Sr. Eike Batista (controlador da OGX e detentor de informações privilegiadas sobre a empresa) vender as ações dessa sociedade antes de comunicar ao mercado a inoperabilidade dos poços de petróleo?

    Recentemente fomos surpreendidos pela notícia de que o investidor Eike Batista vendeu 56.16 milhões de ações OGXP3, empresa da qual é controlador, por um valor de 75,4 milhões de reais, em negociações ocorridas entre 07 e 13 de junho. Ainda antes disso, não bastasse a crise de credibilidade que contorna o grupo EBX, o Sr. Eike Batista vendera, no intervalo compreendido entre 24 e 29 de maio, o expressivo número de 70,5 milhões de ações, pelo valor total de 121.84 milhões de reais, com preço médio de R$1.83 a unidade.

    Ou seja: cerca de 20 dias antes de a OGX divulgar PUBLICAMENTE para o mercado o fato de que muitos poços de petróleo não são viáveis economicamente, e a cotação da respectiva ação despencar, o Sr, Eike Batista discretamente vendeu 126 milhões dessas ações.

    Ocorre que a legislação brasileira não permite que o controlador ou administrador da sociedade, caso saiba de fato relevante que diga respeito à empresa, negocie na bolsa essas ações, enquanto não comunicar ao mercado todas as informações que sejam relevantes. É o que diz expressamente o art. 27-D da Lei Federal 6.385/76, que prevê o chamado ilícito de “insider trading”.

    Nas bolsas de valores do mundo inteiro se adota o chamado princípio da “full disclosure”: enquanto não divulgadas publicamente as informações que sejam importantes sobre a empresa (e a inviabilidade de exploração de poços de petróleo é uma delas, senão a maior, no caso da OGX), o detentor dessas informações, caso seja ligado à administração da sociedade, não pode negociar nenhuma ação; nem vender, nem comprar.

    Caso fosse admitida essa prática, qualquer gerente de uma sociedade anônima enriqueceria à custa dos investidores, pois, ao saber da ineficiência do projeto, venderia os papéis que possui antes de comunicar ao mercado esse fracasso empresarial – e essa venda ocorreria por uma cotação necessariamente maior do que aquela que o mercado praticaria caso fossem públicas as informações de insucesso da empresa.

    Para adotar um parâmetro, há um caso no Brasil em que pode ter ocorrido esse tipo de conduta. Pessoas ligadas à Sadia/Perdigão, sabendo com antecedência de que essas empresas se fundiriam, negociaram esses papéis: compraram ativos e, após a comunicação da fusão, venderam-nos com a cotação alta.

    Agora, o Brasil quer ENTENDER tamanha coincidência no caso da OGX:

    1) Entre 24 e 29/05/13 o controlador vendeu 70,5 MM de ações a preço médio de R$ 1,83.

    2) Entre 7 e 13/06/13 o controlador vendeu 56,16 MM de ações a preço médio de R$ 1,34.

    3) No dia 01 de JULHO foi divulgado fato relevante comunicando a descontinuidade de produção nos três campos de tubarão azul, fato que criou pânico no mercado, levando os papéis da OGXP3 a R$ 0,36. Muitos estimam como apropriado o valor de R$0,10 para cada ação.

    Hoje, com os papéis da OGXP3 cotados a R$ 0.43 o ganho do Sr. Eike Batista com a sorte de vender antes do anuncio bombástico que fez os papeis da empresa derreterem é de cerca de 150 milhões de reais.

    A questão que se põe é a seguinte: o Sr. Eike Batista, quando vendeu suas ações, já não sabia que a empresa não era completamente viável? Ou foi somente uma coincidência?

    O Brasil e todos os minoritários querem saber.

    Obrigado pela atenção. Cordial abraço e votos de muita saúde.

    Rafael Ferri

  • Guest

    E agora sr. Kanitz, depois dessa vai continuar a defender o Eike, escrevendo uma versão romantizada dos acontecimentos?

    —–

    Prezado Presidente da CVM. Sr.Leonardo Pereira.

    Estou com uma dúvida e preciso urgente de sua ajuda: Era lícito ao Sr. Eike Batista (controlador da OGX e detentor de informações privilegiadas sobre a empresa) vender as ações dessa sociedade antes de comunicar ao mercado a inoperabilidade dos poços de petróleo?

    Recentemente fomos surpreendidos pela notícia de que o investidor Eike Batista vendeu 56.16 milhões de ações OGXP3, empresa da qual é controlador, por um valor de 75,4 milhões de reais, em negociações ocorridas entre 07 e 13 de junho. Ainda antes disso, não bastasse a crise de credibilidade que contorna o grupo EBX, o Sr. Eike Batista vendera, no intervalo compreendido entre 24 e 29 de maio, o expressivo número de 70,5 milhões de ações, pelo valor total de 121.84 milhões de reais, com preço médio de R$1.83 a unidade.

    Ou seja: cerca de 20 dias antes de a OGX divulgar PUBLICAMENTE para o mercado o fato de que muitos poços de petróleo não são viáveis economicamente, e a cotação da respectiva ação despencar, o Sr, Eike Batista discretamente vendeu 126 milhões dessas ações.

    Ocorre que a legislação brasileira não permite que o controlador ou administrador da sociedade, caso saiba de fato relevante que diga respeito à empresa, negocie na bolsa essas ações, enquanto não comunicar ao mercado todas as informações que sejam relevantes. É o que diz expressamente o art. 27-D da Lei Federal 6.385/76, que prevê o chamado ilícito de “insider trading”.

    Nas bolsas de valores do mundo inteiro se adota o chamado princípio da “full disclosure”: enquanto não divulgadas publicamente as informações que sejam importantes sobre a empresa (e a inviabilidade de exploração de poços de petróleo é uma delas, senão a maior, no caso da OGX), o detentor dessas informações, caso seja ligado à administração da sociedade, não pode negociar nenhuma ação; nem vender, nem comprar.

    Caso fosse admitida essa prática, qualquer gerente de uma sociedade anônima enriqueceria à custa dos investidores, pois, ao saber da ineficiência do projeto, venderia os papéis que possui antes de comunicar ao mercado esse fracasso empresarial – e essa venda ocorreria por uma cotação necessariamente maior do que aquela que o mercado praticaria caso fossem públicas as informações de insucesso da empresa.

    Para adotar um parâmetro, há um caso no Brasil em que pode ter ocorrido esse tipo de conduta. Pessoas ligadas à Sadia/Perdigão, sabendo com antecedência de que essas empresas se fundiriam, negociaram esses papéis: compraram ativos e, após a comunicação da fusão, venderam-nos com a cotação alta.

    Agora, o Brasil quer ENTENDER tamanha coincidência no caso da OGX:

    1) Entre 24 e 29/05/13 o controlador vendeu 70,5 MM de ações a preço médio de R$ 1,83.

    2) Entre 7 e 13/06/13 o controlador vendeu 56,16 MM de ações a preço médio de R$ 1,34.

    3) No dia 01 de JULHO foi divulgado fato relevante comunicando a descontinuidade de produção nos três campos de tubarão azul, fato que criou pânico no mercado, levando os papéis da OGXP3 a R$ 0,36. Muitos estimam como apropriado o valor de R$0,10 para cada ação.

    Hoje, com os papéis da OGXP3 cotados a R$ 0.43 o ganho do Sr. Eike Batista com a sorte de vender antes do anuncio bombástico que fez os papeis da empresa derreterem é de cerca de 150 milhões de reais.

    A questão que se põe é a seguinte: o Sr. Eike Batista, quando vendeu suas ações, já não sabia que a empresa não era completamente viável? Ou foi somente uma coincidência?

    O Brasil e todos os minoritários querem saber.

    Obrigado pela atenção. Cordial abraço e votos de muita saúde.

    Rafael Ferri

  • WALTER MALUF

    SERIA BOM INVESTIGAR COMO ESTE GRANDE “ENGENHEIRO” PÉ DE CHINELO CONSEGUIU TANTO DINHEIRO FÁCIL. NÃO SERIA REPASSE PARA UM CONHECIDO PARTIDO POLÍTICO? OU NINGUÉM, MAIS UMA VEZ, NÃO SABIA DE NADA?

    • EvertonB

      Dinheiro facil??? Faz uma favor filho, estudo a historia de vida dele. Depois vc tenta escrever uma coisa que vai valer apena ler…
      ohoo tem nego que só fala besteira

      • WALTER MALUF

        Sr. EvertonB: Vou tentar responder no mesmo nível do seu comentário, o que para mim é muito difícil. Vejo que o Sr. foi um dos “inocentes” que acreditou no “esperto”, ou que levou vantagem com essa negociata toda, tamanha sua indignação. Eu posso até escrever besteiras, dependendo da besta que está lendo. Em tempo: “valer apena” não existe, só existe na escolinha que o Sr. estudou. Em poucas palavras o Sr. cometeu 4 erros de português. Quem de nós é que é a besta?

      • Ricardo Roldan

        Vejo que não estou só. Tive a mesma percepção… rs. Como disse certa vez um sábio pregador muito popular há cerca de dois mil anos: “Quem não tem pecados, que atire a primeira pedra!”

    • Ricardo Roldan

      Muito oportuno seu comentário, ou melhor, lembrete, Walter.

  • Girleide Gouveia

    Tem muita gente torcendo para Eike Batista falir. Isso é desumano é o cumulo da tolerância. Nem pensam no desemprego e nos impostos que deixarão de existir. Eu prefiro pensar que ele irá sair dessa para não manchar nosso país mundo a fora. Apesar dele ter ido com muita sede ao pote “CRIAR EMPRESAS SEM PODER DAR CONTA”. Mas vamos torcer e não azarar.

    • Jean

      rs.
      Infelizmente o pensamento do povo é sempre destrutivo. Parece quenos satisfazemos com o insucesso de pessoas bem sucedidas no passado. Concordo com voce quanto à linha pensamento.

    • Daniel

      É isso mesmo, é alguém que merece respeito, está disposto a correr riscos e deu no que deu. Pagou caro. São criticas de pessoas que nunca saíram da sua zona de conforto.

  • Eduardo

    Gostei mais do seu artigo de muitos anos passados que falava da falta de auditoria no Brasil.

    Continua assim, o que falta no Brasil é auditoria e fiscalização para constatar que projetos concebidos para serem financiados com recursos públicos (BNDES, etc) e com recursos de mercado via Bolsa, cujos grandes compradores de títulos são os chamados investidores institucionais (leia-se fundos de pensão das estatais, também recursos públicos) não teriam viabilidade econômica.
    Faltou auditoria e fiscalização na fase do projeto.
    Agora é tarde o recurso público já foi perdido.
    Também os recursos de poucos investidores pequenos e ingênuos que acreditam em milagres no mundo dos negócios.

    • Kratzwruanghein

      É muito importante ler todas as manifestações sobre este caso, por mais absurdas que possam ser. Sendo assim, intento dar a minha contribuição com a tentativa de uma analise distanciada. Parece razoável que iniciemos falar dos feitos de Eike começando por entender quem é Eike. Isto pode nos ajudar na leitura de suas ações. Nao restam dúvidas que Eike seja um homem inteligente, como também dúvidas não restam quanto a sua vaidade e, mais recentemente, sua demonstração de encanto por exposição pública. Ate´ seu casamento com Luma, Eike não era uma personalidade pública, mesmo já sendo um homem muito rico. Houve quem lembrou da coleira em um artigo que li, mas também não podemos esquecer do bombeiro de nome difícil, acho que Albucacis, ou coisa do gênero.
      Deixando a personalidade de lado, passemos ao momento em que os fatos se dão, uma economia que não deslancha, uma reeleição que se avizinha, um partido que faz qualquer coisa poe seu projeto de poder: mensalão, Celso Daniel, aliança com PMDB, privatiza como PSDB, etc… Eike parecia ser a panaceia para todos os problemas econômicos e não seria o BNDES que iria melar esta solução.
      Exaltado por políticos desesperados por solução, cofres escancarados, e um ego mal curado, talvez tenha sido a mistura perigosa dos elementos que detonaram esta explosão. É claro que nesta história tem muito menos ingênuos do que de imaginar a nossa vão filosofia. Aliás, não acreditem em tudo o vêem, já dizia Platão, muito antes de Cristo.
      O curioso é que o jogo no Brasil ainda é proibido, mas o que dizer desta história de cassino empresarial com dinheiro público. Agora todo mundo vai dizer, como já estão dizendo, que não há prejuízo, não há risco. KKKKKKKKKK. Brincadeira, né. É tipo aquela história de criança que cai fazendo arte reprovada pela mãe e quando levanta se apressa em dizer….não doeu. Só acredita quem quer ou nunca foi crinaça.

      • Administrador

        Apesar dele não ter formação em administração e de tudo isto ter acontecido.Ele põe muito,mais muito administrador no chinelo.

  • lucio

    Eu fico me perguntando como é que este pessoal consegue assumir a presidência dos bancos visto que é tao despreparado para perceber o que o articulista esta vendo agora e veria caso estivesse no lugar deles .

  • lucio

    Que texto mais estranho . O articulista num momento para de falar nesse Eike e passa a falar dele próprio , como se isto tivesse alguma importância . Por fim , traça aqueles perfis estereotipados de profissões ao dizer que Eike não é um administrador e sim , um engenheiro , puxando mais uma vez a brasa para seu espeto. Só da pra aproveitar uma coisa : é a parte que ele diz que é fácil analisar vendo o retrovisor.

    • Dano Crítico

      Não entendi sua crítica dele ter se citado. A relevância está na impressão que ele quis passar ao leitor que o diagnóstico feito por ele ganha força já que ele compartilha da mesma característica – como um paciente que ao a avaliar os sintomas do acamado ao lado percebe que são os mesmos que os seus e conclui que se trata da mesma doença. Sem falar que deixou também no leitor um ar de franqueza.

    • Dirceu

      Lucio, é inaceitável, esse cara não se enxerga.

  • Alexandre

    Penso que a maioria dos investidores, principalmente os bancos, apostavam mais no suporte que o governo daria aos projetos do que propriamente em Eike Batista, eles pensavam que o governo não deixaria projetos desta natureza quebrar, o problema ocorreu com as recentes manifestações que ocorreram no Brasil, obviamente que neste cenário o governo prefere se afastar. Cabeças vão rolar nos bancos… Já conheci pessoas muito inteligentes, mas nunca conheci alguém que toca-se mais de um projeto de grande porte ao mesmo tempo com qualidade, não existe como. A “imagem” do Brasil fica arranhada la fora, mas até ai… Mas um case de estudo, mas que na pratica sabemos que ninguém vai aproveitar, pode contar que outros quebraram da mesma forma.

  • Roldani

    Trabalhei em uma Organização em que o presidente é um grande empreendedor, com muita iniciativa, mas pouco acabativo e portanto, deixava esta parte com outras pessoas, escolhidas de acordo com o ramo do negócio.
    Creio que desta forma deveria ser a atuação do Sr. Eike, assim como deve ser nas corporações com a questão administrativa: cuidada por quem tem a competência para resolver os problemas.
    E por último, percebe-se que o Sr. Eike tem um perfil também de especulador, quando diz que: “nunca se apaixone pelo seu negócio”. Ou seja, ficou ruim, venda para outro e se livre logo do problema.

  • Diogo

    Concordo em partes, porém não creio que todas as escolas de Adminstração no Brasil capacitam realmente seus alunos a terem essa visão holística quando se deparam com um projeto, mas creio que os responsáveis por alguma análise devem sim ser ADMINISTRADORES, afinal tem noção do todo, ou ao menos deveriam ter.

  • Durval

    …. Kanitz .
    muito bem apanhado o compasso do senhor EBatista. mas me parece totalmente contornavel: basta q os senhores investidores q apostam com ele provenham um tocador de obras e um gerente operacional para as coisas voltarem aos eixos, e nao pode demorar muito, pois, esta´começando a perder terreno / credibilidade com a nao entrega de resultados.
    esse comportamento entendo como tipico de jovens eletricos, de raciocinio rapido e intrepidos. mas a velocidade da vida real é bem mais lenta: as pessoas nao conseguem seguir seu ritmo. …

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  • Marcio

    Kanitz.

    Acho também que esse fracasso é consequência da excessiva intervenção do governo que prejudicou as empresas de infraestrutura. Pense: se prejudicou petrobras, eletrobras… quanto mais empresas pre operacionais…

    Outro ponto é culpa do Eike sim. Como os projetos estão muito relacionados e integrados o mercado vê uma excessiva concentração nos riscos. Isso tem solução, que é o já está sendo feito na MPX, mas terá custos altos… Já deveria ter sido feito antes.

    Abs.

  • Jean Lucas

    “Foi vítima de um país tão despreparado como ele, nas questões mais mundanas de que projetos precisam ser um dia tocados por pessoas com acabativa e não sonhadores de projetos grandes que vão salvar o Brasil e o mundo.”

    Gostei da análise lúcida, mas acho que faltou uma perspectiva política que também influenciou muito ele ter o “crescimento inchado” que teve.

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  • fmrm

    Parabéns pelo texto. A análise do “fracasso do Eike” ficou interessante. E confesso que me identifiquei com o “estresse psicológico” sofrifo por uma pessoa “iniciativa” quando necessita ser “acabativo”. Tento exercitar isso diariamente. Ainda, Kanitz, é muito legal você num texto novo evocar conceitos seus de textos passados. Nisso, talvez, você esteja sendo “acabativo”.

  • matheusaires

    Uma das análises mais lúcidas que já vi sobre o Eike. Muito bom, professor!