Como Tirar Dinheiro dos Ricos

A filantropia escolhe melhor os projetos, avalia melhor, desperdiça menos, é mais satisfatória para o doador

 

 

 

 

Todo dia precisamos convencer alguém a colocar a mão no bolso e transferir dinheiro para o nosso bolso.

Única forma para que possamos nos sustentar e também às nossas famílias.

É um trabalho árduo, na realidade é a essência do trabalho.

Convencer um cliente a botar dinheiro em nossas mãos, espontaneamente.

Infelizmente alguns fazem isto roubando, mentindo que vão devolver com ganhos financeiros espetaculares, ou vão nos devolver no céu, e assim por diante.

Outros o fazem honestamente, oferecendo produtos ou serviços que o outro realmente quer e está disposto a pagar.

E muitos já descobriram que tirar dinheiro dos ricos é muito mais fácil do que tirar dinheiro dos pobres, simplesmente porque os ricos têm mais para gastar.

É o que já descobriram os artistas plásticos, pintores de arte moderna, decoradores, arquitetos, advogados, asset managers, e uma penca de profissionais.

Infelizmente o brasileiro está sendo induzido cada vez mais pelo governo e economistas, como este tal Thomas Piketty, a achar que a única forma de tirar do rico é pelo uso da violência.

Violência forçada por impostos cada vez maiores que ninguém obviamente quer pagar.

“Eu não vou pagar estes impostos, é dinheiro jogado fora, prefiro gastar a metade em projetos sociais perto da minha empresa.”

“Sentimos muito, se o senhor não pagar estes impostos será preso, e se tentar fugir da prisão temos ordens para atirar no senhor.”

Pessoas que acreditam na violência para tirar dos ricos e dar 10% aos pobres, como no Bolsa Família, são pessoas violentas por definição.

Assaltaram bancos no passado, financiam campanhas políticas com dinheiro roubado por corrupção, etc, etc.

E usarão da violência, como já usam há 500 anos.

Não estou falando do PT, mas de todos os políticos brasileiros.

Nunca vi governo brasileiro tentar convencer os ricos a doar espontaneamente para os pobres via ONGs e entidades beneficentes.

De 1997 a 2007, no site filantropia.org que eu criei, pela primeira vez no Brasil se catalogava as 400 maiores entidades filantrópicas com suas contas bancárias, que conectava automaticamente com a conta bancária do internauta.

Nenhum político ou membro do Ministro da Cultura, Cidades, Bem-Estar Social, Educação, jamais me procurou ou mostrou interesse.

Com a experiência que eu tinha escolhendo as melhores empresas brasileiras em Melhores e Maiores, da Revista Exame, criei o Prêmio Bem Eficiente para mostrar aos ricos nossas melhores ONGs, as mais eficientes, para que eles doassem espontaneamente e ajudassem a melhorar o Brasil.

Também nenhum político ou membro do Ministro da Cultura, Cidades, Bem-Estar Social, Educação, jamais me procurou ou mostrou interesse.

Nenhum jornalista de esquerda jamais sentou na plateia no dia da premiação, para aplaudir as pessoas que fazem o bem e que nunca são entrevistadas.

Mas Thomas Piketty, o economista do uso da violência, recebeu até capa da Veja.

Nenhum destes jornalistas que se dizem de direita como Reinaldo Azevedo, Miriam Leitão, Olavo de Carvalho, jamais mencionaram este prêmio, mostrando que era o caminho a seguir, muito menos aplaudiram.

Basta fazer um Google com “Prêmio Bem Eficiente”.

O Prêmio Bem Eficiente tem mais citações do que o prêmio Peter Drucker, que tem o mesmo objetivo.

Convidei o Presidente Fernando Henrique Cardoso para todas as 10 premiações, via meu amigo Nizan Guanaes, um dos patrocinadores do Prêmio.

E a resposta era: ele não vai a este tipo de evento, porque é área da esposa, convide Dona Ruth Cardoso.

Ela também nunca veio. 

Fiquei sabendo que ela achava “o prêmio elitista” apesar do terceiro setor ajudar 40 milhões de pessoas, mais do que o Bolsa Família.

Tentar convencer os ricos a doar espontaneamente, voluntariamente, sem o uso da violência, não é do feitio dos nossos marxistas e intelectuais.

A todos que a consideravam uma santa, lamento dizer que não era esta a minha impressão.

Tanto é que FHC terminou com o maior índice de rejeição justamente no Terceiro Setor, e como previ, garantiu a eleição do Lula.

Não estou discutindo aqui o fim dos impostos, nem a ausência do Estado.

Estou simplesmente alertando que nenhum governo, jornalista e intelectual brasileiro têm defendido a ajuda espontânea como uma forma de resolver os problemas sociais. É sempre pelo uso da violência, por mais e mais impostos “distributivos”.

Só que a filantropia escolhe melhor os projetos, avalia melhor, desperdiça menos, é mais satisfatória para o doador, e não tem o objetivo de manter um povo dependente do Estado.

Algo para se pensar.

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