O Despreparo Gerencial de Nossos Presidentes

 

Essas duas fotos do Casal Obama e Trump mostram claramente que casais que assumem a Casa Branca estão em pânico.

Pânico porque percebem que estão totalmente despreparados para o cargo.

Mesmo o Trump com seu MBA em Wharton e experiência como administrador.

Nenhum teve um curso rápido sobre as recomendações de Presidentes do passado.

Nenhum leu “Presidencial Power” de Neustadt, nem “Mandate For Change” de Dwight Eisenhower, que eram leituras obrigatórias no meu MBA.

Nem “Decision Points”, de George Bush.

FHC até escreveu um livro: “O Presidente Acidental do Brasil”, onde ele se orgulha de ter caído de paraquedas no cargo.

Nas empresas administradas profissionalmente, a escolha para Presidente sempre se faz entre pessoas que estão já há muito tempo se preparando ao cargo.

Normalmente, o futuro Presidente de uma empresa será escolhido um entre oito Diretores.

Todos sendo preparados para o cargo ao longo de 10 anos, o que não ocorreu com Trump, Obama nem Lula, Dilma, FHC nem ninguém.

O assustador é que 99% de nossos eleitores, jornalistas, cientistas políticos e próprios políticos não percebem o dano que esse despreparo causa à Democracia Representativa.

Normalmente é escolhido, por um Conselho de Administração, o mais preparado de todos os Diretores.

Não é assim que escolhemos nossos Prefeitos, Governadores e Presidentes, muito menos nossos candidatos.

Uma Democracia Representativa significa votar para Vereadores, Deputados e Senadores, aqueles que irão nos representar politicamente, ideologicamente, sexualmente, vá lá.

Só que para cargos executivos, não há uma única pessoa capaz de representar a todos.

Portanto, esse critério “democrático” nem é possível, nem necessário.

Os políticos que escreveram nossa Constituição sequer consultaram um único professor administração, sequer pensaram como implantar a confusão que criaram.

O Executor é aquele que sabe implantar eficientemente as leis emanadas daqueles que de fato nos representam, o Legislativo,

Os membros do Executivo deveriam ser os mais competentes em administração, e não os mais competentes na capacidade de angariar voto.

Se tomamos tanto cuidado em eleger presidentes de empresas infinitamente menores, é até criminosa a forma que “não” escolhemos nossos membros do Executivo, e sequer percebamos que isso seja um problema urgente e nacional.

Precisamos escolher Presidentes que saibam atuar desde o primeiro dia.

Presidentes, não lutem por uma reeleição como fez FHC, por que não conseguiram fazer o que deveriam em quatro anos.

Não vou entrar na segunda parte dessa discussão de como faríamos essa eleição, porque no Brasil não se pode misturar apresentação do problema com apresentação da solução, infelizmente.

Só vou adiantar que mais de oito países não elegem seus Presidentes, somente seus Legisladores.

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