O Partido Bem Eficiente – As Verdadeiras Questões Nacionais

[pullquote]Temos mais 20 questões cruciais para o futuro do país.[/pullquote]

Um país que cobra 35% de impostos e tem o BB, BNDES, CEF, não precisa mais investir em telefonia, petróleo, pedágios, escolas e universidades democráticas, porteiros e guardas de segurança, e ônibus escolar como nos EEUU, tem dinheiro de sobra. O dinheiro é que é mal administrado.

Portanto, as grandes questões nacionais são:

1. Como aumentar a eficiência da máquina estatal. Como os candidatos pensam em administrar este país com métodos mais modernos de acompanhamento administrativo?

Quais serão os Benchmarks a serem melhorados? Quando iremos implantar Contabilidade de Custos no Estado? Quando iremos implantar Just In Time no serviço público? Quando iremos implantar Qualidade Total no serviço público?

 2. Reforma da Previdência. Nossos governantes implantaram um Sistema Previdenciário, onde a nova geração paga pela velha geração, chamado de Repartição Social.

Cada geração não acumula recursos para sua aposentadoria, o que forneceria amplos recursos para a infraestrutura. O dinheiro contribuído é imediatamente gasto para pagar as aposentadorias dos que criaram este sistema.

Quando havia um aposentado para cada 50 jovens, o peso para a nova geração era mínimo.

Agora que teremos dois aposentados para cada três jovens, e lembrando que o aposentado ganha quatro vezes mais que o jovem, o sistema se tornou insustentável.

Por isto, os impostos são enormes no Brasil e nada é investido para o futuro da nossa nova geração.

Por isto, não sobra dinheiro para escolas, infraestrutura, etc. Nossos governadores e ministros da fazenda nunca estudaram o sistema de Acumulação Solidária, que é o sistema de Fundos de Pensão de Trabalhadores que administradores socialmente responsáveis criaram em 1950 para muitas empresas, relativamente bem sucedidas. A Previ é o Fundo de Pensão que mais investe no futuro.

3. Eficiência no Judiciário. Temos 92 milhões de processos judiciais acumulados, tornando este país o mais injusto do mundo, devido à lentidão da Justiça. Isto soma dois processos por família brasileira. Como os dois candidatos pretendem reduzir isto para 2 milhões de processos, com prazo médio de 2 meses entre entrada e julgamento, tornando o sistema mais bem administrado e ágil?

Lembre-se do nosso mote. Administrar é não permitir problemas se acumularem.

4. Insegurança Jurídica nas Empresas. Nenhum dos 2.000.000 de administradores deste país se sente confortável em abrir uma empresa própria devido a penhora online, a descaracterização da pessoa jurídica, devido à caça aos empreendedores que viraram inimigos número 1 na imprensa e opinião pública.

Abrir uma empresa é se tornar alvo de inúmeros achaques e tentativas de corrupção. O que os candidatos pensam para tornar este país um lugar seguro para se empreender?

5. Imposto sobre pequenas fortunas. Acaba de ser aprovado na Comissão de Finanças, o imposto sobre pequenas fortunas, acima de R$ 2.000.000,00.

O que significa que daqui 20 anos toda nossa classe média será pobre novamente. R$ 2 milhões aplicados a juro real de 2% ao ano depois de taxa de administração, inflação e impostos, dá R$ 1.000,00 por mês per capita, para um pai com 2 filhos. Um pouco mais que o salário minimo, e bem menos do que o salário do senador e dos deputados que idealizaram esta lei, e que terão aposentadoria garantida do Estado. E, chamam isso de Grande Fortuna.

Seremos uma Argentina, onde por mais de 100 anos todo novo rico que o país gera, muda imediatamente para outro país, mantendo a Argentina um país de pobres e de sanguessugas para a eternidade.

Temos mais 20 questões cruciais para o futuro do país, se algum jornalista político se interessar.

(Lido por 19 pessoas até agora)

28 Comments on O Partido Bem Eficiente – As Verdadeiras Questões Nacionais

  1. Em Santa Catarina o Poder Executivo está na fase final de desenvolvimento de uma funcionalidade para apuração de custos. O mais importante: está baseado em dados contábeis do Sistema de Contabilidade do Estado. Assim, a base é mais confiável. Claro que há necessidade de melhor as entradas do sistema. Para isso, é preciso orientar os operadores do sistema para o adequado preenchimento das informações.
    Santa Catarina também iniciou um processo de depreciação de seus bens. Com isso, teremos apropriações adequadas dos gastos relativos à aquisição de imobilizado, de modo a não prejudicar o resultado de apenas um exercício.
    Há muito trabalho ainda, mas acredito que estamos no caminho certo. Esperamos que possamos gerar informações cada vez mais relevantes para a decisão.

  2. Concordo totalmente com Franz Borges.
    E às vezes nem são os recursos públicos propriamente ditos, mas a máquina, os cargos, as promoções. O Brasil teve, historicamente, os cargos públicos tomados por interesses de uns e outros. O Patrimonialismo será eterno enquanto não tivermos no setor público um sistema de promoções e indicações para cargos que se baseie em resultados, enquanto não tivermos planejamento estratégico nas empresas públicas, enquanto não tivermos meritocracia.
    Enfim de funeral em funeral, o Brasil chega lá. Antes do meu, gostaria de morar em um país decente. Só para experimentar …

  3. Caro Kanitz.
    concordo com todas as suas assertivas. porem, gostaria de eleger a REFORMA POLITICA como a reforma “mãe”, aquela q define o norte magnetico, aquela q define a largura da estrada q vamos percorrer.
    sem ela vamos continuar a andar em circulo vendo triunfar os fisiologismos de sempre.
    e triste então é ver q FHC passou oito lá e nada fez, assim como o “grande” LULA. parece q não querem sujar as mãos.
    nosso país já tem 510 anos, vamos esperar …….

  4. Caro Kanitz.
    concordo com todas as suas assertivas. porem, gostaria de eleger a REFORMA POLITICA como a reforma “mãe”, aquela q define o norte magnetico, aquela q define a largura da estrada q vamos percorrer.
    sem ela vamos continuar a andar em circulo vendo triunfar os fisiologismos de sempre.
    e triste então é ver q FHC passou oito lá e nada fez, assim como o “grande” LULA. parece q não querem sujar as mãos.
    nosso país já tem 510 anos, vamos aguardar …….

  5. Santo Deus! Eu já nem sei o que comentar…Ando apavorada com esse país… Li tanta coisa que perdi o foco mas acho que por lei o aumento dos políticos devia ser percentualmente igual ao aumento do salário mínimo…tudo atrelado.

  6. Pô meu… Você com toda bagagem que tem ainda acredita em politico e principalmente em politico brasileiro?! Valha-me Deus! Outro dia os ditos fiéis deputados federal aumentaram seus rendimentos ditos honorários em mais 68%, elevando de 15 mil para 26 mil reais!?
    E ninguém faz nada?! Nada X Nada X nada = nada, nada para os menos favorecidos. Brasil, celeiro de ladrões, corruptos, achacadores, banditismo, corruptos, néscios e hipócritas, de neologistas, banqueiros salafrarios e ajudados por todas as QUATRO instâncias jurídicas, ADVOGADOS, ECONOMISTAS E ADMINISTRADORES = TODOS CORRUPTOS.
    Ainda resta cantar: “Salve lindopendão da esperança, salve simbolo augusto da Paz! e vai por aí……..
    Jashom

  7. Sobre esse terrível IGF e sobre a volta da CPMF, criei um pequeno ativismo em meu blog.
    Convido a todos a enviar os emails aos parlamentares na lista constante nos links abaixo. No mínimo pela internet, hoje em dia, temos que nos manifestar politicamente, dada a facilidade e fluidez da informação.
    http://reidasbluechips.blogspot.com/2010/06/nao-ao-imposto-sobre-grandes-fortunas.html
    http://reidasbluechips.blogspot.com/2010/01/menos-tributos-com-mais-pessoas-pagando.html
    http://reidasbluechips.blogspot.com/2010/12/dinheiro-jogado-lama-dos-porcos.html

  8. COMPLEMENTO AO MEU COMENTÁRIO ANTERIOR DO DIA 17.10.2010:
    VEJAM OS GRAFICOS…CONTRA OS DADOS DO THE ECONOMIST, NÃO HÁ ARGUMENTOS!
    VOTO NO PROGRAMA SOCIAL!
    QUERO UMA CLASSE MEDIA FORTE, COMO NOS EUA E NA EUROPA!
    E AI NINGUEM SEGURA O BRASIL..VEJAM E LEIAM O QUE LULA DISSE AOS BANQUEIROS NA ENTREGA DO PREMIO DA ISTO É!
    LULA´s LEGACY – http://www.economist.com/node/17147828?story_id=17147828
    Os graficos:
    Discurso do Presidente Lula – “As Empresas mais admiradas no Brasil”
    Publicado em 19-Out-2010
    Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia de premiação “As Empresas mais admiradas do Brasil”, promovida pela revista Carta Capital
    São Paulo-SP, 18 de outubro de 2010
    Meus queridos companheiros ministros Guido Mantega, da Fazenda; Carlos Gabas, da Previdência Social; Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; e Orlando Silva, do Esporte,
    Meu querido companheiro Roberto Requião, ex-governador do Paraná e futuro senador da República, e sua digníssima esposa,
    Meu querido companheiro Eduardo Suplicy, senador da República,
    Deputados federais: meu querido companheiro ex-ministro, ex-presidente da Câmara, Aldo Rebelo; André Vargas, do Paraná; Brizola Neto, do Rio de Janeiro; e Carlos Zarattini, de São Paulo,
    Companheiro… Aliás, Brizola Neto, parabéns pelo teu blog,
    Quero cumprimentar o companheiro Mino Carta, querido companheiro diretor da redação da revista Carta Capital,
    Quero cumprimentar a companheira Manuela Carta,
    Quero cumprimentar o companheiro Abilio Diniz,
    Quero cumprimentar o companheiro Roberto Setúbal, por meio de quem cumprimento todos os empresários aqui presentes,
    Quero cumprimentar os jornalistas aqui presentes,
    Cumprimentar os nossos amigos e amigas aqui presentes,
    Mino, primeiro, eu quero te dar os parabéns pelo exercício da democracia, coisa que eu não posso exercitá-la tão livremente como você exercitou hoje, da tribuna, porque quem está falando aqui não é o Lula, mas é a instituição Presidência da República, e eu preciso ser mais comedido do que Vossa Excelência no uso da palavra. Mas assinaria ipsis litteris o que você falou. E como faltam apenas 74 dias, 75, 72 – estou perdendo a conta – para que eu deixe a Presidência da República, Mino, eu vou dizer muitas coisas, depois que eu não for mais presidente, sobre liberdade, sobre democracia, e sobre o gostoso exercício de governar este país.
    Eu estava ali sentado ao lado do Mino, ouvindo as palavras do Abilio Diniz. O Abilio Diniz, que em 1989 foi uma das figuras expoentes das eleições sem ser candidato, sem definir em quem ia votar, mas o Abilio tinha sido sequestrado em 1989, e ele foi liberado exatamente no dia ou na véspera do processo eleitoral, em 17 de novembro de 1989, momento em que tentavam vestir, no Abilio Diniz, ou convencê-lo de que era preciso colocar uma camisa do PT para dizer que era o PT que o tinha sequestrado. E hoje, depois desse episódio todo, eu tive uma relação de ódio com os sequestradores do Abilio Diniz – dez anos de ódio, Abilio –, e, já no final do governo passado, eu tive o privilégio de interceder junto ao governo passado, que não compensava o governo terminar com a morte dos sequestradores do Abilio Diniz, que estavam entrando num episódio de greve seca, ou seja, uma greve de fome sem beber sequer água, o que os levaria à morte fatal. Eu fui à cadeia conversar com eles e fui ao Palácio do Planalto conversar com o presidente, no dia 31 de dezembro, e fui conversar com o ministro da Justiça que não compensava. Era preciso que a gente pactuasse um jeito de não precisar morrer ninguém.
    Hoje, te ouvindo fazer este discurso aqui, Abilio, eu, que estou no final de um mandato de oito anos, curtíssimo – longuíssimo para quem era oposição, mas curtíssimo para mim, que estava no mandato –, eu sou obrigado a dizer que vale a pena a gente acreditar no ser humano, vale a pena a gente acreditar nas pessoas, vale a pena a gente construir as possibilidades que a vida nos oferece. Eu acho que, possivelmente, aquele sequestro tenha servido de lições e de reflexões para você, tenha servido de acúmulo de ódio para mim.
    Durante muito tempo eu achei que eu tinha perdido as eleições por conta daquilo. Depois eu passei a agradecer a Deus o fato de eu ter perdido as eleições e ter ficado 12 anos esperando para chegar à Presidência da República. Cheguei mais calejado, mais preparado, mais desaforado, mais ousado e vencedor de muitos dos preconceitos que se jogava contra mim. Eu lembro que nos momentos de crises profundas, em que alguém colocava dúvida sobre a economia brasileira, eis que tocava o telefone do Palácio do Planalto, era o companheiro Abilio Diniz dizendo: “Presidente, não se preocupe com as mentiras que estão sendo publicadas, porque nós estamos vendendo muito e o povo pobre está tendo acesso ao consumo de alimentos, coisa que não tinha antes”. Aquilo para mim, Abilio, era minha referência de que as coisas estavam acontecendo no nosso país.
    Quero agradecer, aqui, o discurso do Roberto Setúbal. Não haveria nenhuma razão para eu estar agradecendo ao meu companheiro banqueiro, Roberto Setúbal, e ele, meu companheiro Roberto Setúbal, fazer um discurso de agradecimento e reconhecimento das coisas que o nosso governo fez. Eu acho que isso é um pouco da prática republicana deste país, de a gente aprender a superar as nossas divergências, estabelecendo uma relação democrática na diversidade, aprender a conviver com as divergências e aprender a construir um país que todos nós queremos que seja construído.
    Eu, Mino, tinha um discurso bem feito, elaborado, de 38 páginas, mas eu tenho um problema com o avião, que se eu falar muito, eu não vou sair de Congonhas, tenho que ir até Cumbica para pegar, porque embora eu seja presidente, eu sou respeitador das regras, e eu não quero levantar voo depois das 11 horas, para não aparecer ninguém dizendo que eu estou desrespeitando uma regra que vale para todo mundo.
    Mas, eu queria dizer para vocês que eu espero ser convidado depois que eu não for presidente da República, não sei a que título, porque ex-presidente da República é como vaso chinês. Quando você é presidente, você ganha um vaso chinês, você coloca na sua sala, ele ocupa um espaço imenso. Quando você deixa a Presidência, aquele vaso não vale para nada, e onde você vai colocar aquele vaso? No teu apartamento não tem lugar para colocar. E um ex-presidente é mais ou menos como um vaso chinês: não tem utilidade nenhuma. Causa um incômodo porque todo mundo quer saber o que vai fazer um ex-presidente, do que vai viver um ex-presidente, onde vai trabalhar um ex-presidente, de quantos conselhos ele vai participar, quantas palestras ele vai dar. Mas, realmente, não vale nada um ex-presidente. Ele valeria muito se ele ficasse quieto e deixasse o futuro presidente governar o país com tranquilidade, sem dar palpite.
    Mas eu, ao terminar este mandato, Mino, e companheiros empresários, companheiros jornalistas e companheiros convidados, eu termino com a consciência tranquila, atendendo a alguns apelos da sociedade brasileira. Eu não sei, Mino, se você sabe – se você não sabe, vai ficar sabendo, para fazer uma matéria para o futuro –, você, que fez a primeira capa da IstoÉ comigo em 1978, portanto, há 20… ou melhor, 30 e poucos anos atrás – hein? Trinta e poucos anos atrás –, eu quero que você saiba que ao entregar a Presidência da República no dia 1º de janeiro, nós estaremos entregando a Presidência da República com a maior quantidade de universidades federais realizadas por um presidente da República, em toda a história republicana. Não apenas universidades federais, mas extensões universitárias, que serão 126 extensões universitárias por todo o território nacional.
    Você receberá… o novo presidente receberá este país com o maior investimento em ciência e tecnologia já feito na história deste país, com R$ 41 bilhões investidos até o dia 31 de dezembro, fazendo com que o Brasil ultrapasse a Rússia e a Holanda na publicação de artigos científicos nas revistas especializadas, no mundo inteiro. Você irá… a pessoa… quem assumir a Presidência irá receber um país em que nós teremos feito, em oito anos, uma vez e meia o que foi feito num século, de escolas técnicas neste país, ou seja, são 214 escolas técnicas em oito anos, contra 140 em cem anos neste país.
    Este país mudou, este país mudou porque nós acreditamos neste país. Este país mudou porque nós tiramos 28 milhões de pessoas da pobreza e elevamos 36 milhões de brasileiros para a classe média brasileira, transformando a população de classe média em mais de 50% da população brasileira, para comprar mais aço do Gerdau, para comprar mais leite da Nestlé, para comprar mais produtos da Natura, para abrir mais contas no Itaú, para comprar mais no Extra, para comprar mais no Pão de Açúcar, ou seja, para comprar mais as coisas que vocês produzem, fabricam e oferecem ao consumidor brasileiro.
    Este país mudou porque a indústria naval brasileira, companheiro José Sergio Gabrielli, que na década de 70 era a indústria naval, a segunda do mundo, e que desapareceu nos anos 90, ressurge em 2010 com 50 mil trabalhadores, com milhões de dólares investidos pela Petrobras, com a construção de plataformas, de sondas, de navios, de grandes petroleiros e estaleiros construídos neste país.
    Este país deu um salto de qualidade porque a construção civil brasileira se recuperou, meu querido Miguel Jorge. Desde o governo Geisel, que endividou este país para que a gente tivesse investimento em infraestrutura, que este país não investia em infraestrutura, Guido Mantega. Este país passou 25 anos pagando dívida para poder sobreviver. Graças a Deus, eu vou terminar o mandato, Mino Carta, podendo dizer a vocês que nós – que cinco anos atrás, na Índia, eu imaginava que um dia o Brasil iria ter US$ 100 bilhões de reservas –, nós vamos terminar o mandato, Guido Mantega, se você me ajudar, com US$ 300 bilhões de reservas, para ninguém ter medo de vender para o Brasil ou de comercializar com o Brasil, porque nós teremos dinheiro para pagar as nossas dívidas e não devemos ao FMI. Pelo contrário, eles nos devem, e em vez de eles virem aqui fiscalizar o Brasil, Guido, é você que, de vez em quando, precisa ir fiscalizar o FMI para saber se eles estão fazendo as coisas corretas.
    Eu estou vendo, companheiro Mino Carta, a greve na França agora, estou vendo a crise na Espanha, a crise em Portugal, a crise nos Estados Unidos, a crise na Alemanha. Como é que pode um país como a Grécia causar a crise que causou na Europa? Qual é a justificativa econômica, política de um país do tamanho da Grécia levar a Europa a uma crise profunda e sem precedentes, senão a explicação da incompetência política, da falta de liderança, da [falta de] tomada de posição na hora certa, [da falta] de fazer as coisas que têm que ser feitas? E isso, Mino, a gente não aprende na universidade. É a lei da sobrevivência, é a lei da provação todos os dias.
    Eu digo sempre: eu governei oito anos, Mino, tendo que provar, a cada dia, a minha existência. A elite brasileira não tem que provar nada. Eles erram, afundam o Brasil e não têm que provar nada. Terminam o mandato, passam três, quatro anos na Europa, vão fazer pós-graduação em Harvard, na Sorbonne, voltam e continuam do mesmo jeito. Eu é que tenho que provar a cada dia que este país tinha que dar certo. Então, vamos entregar este país, Mino, numa condição em que nunca antes na história do país um presidente entregou para o outro nas condições em que vamos entregar: um país em ascensão e não um país em descenso; um país com a classe trabalhadora ganhando mais, com os aposentados ganhando mais, sem tentar fazer na campanha um leilão de benefícios, como eu tenho visto. Ah, como é fácil prometer em eleição! E eu não vejo, não vejo as críticas necessárias à irresponsabilidade. Quando eu queria dar 2% de aumento para os aposentados, eu estava “quebrando a Previdência”. Eu vejo na televisão alguém dizer: “Eu vou dar “tanto” por cento e eu sei como é que faz, e tem dinheiro”. E ninguém fala nada, como se valesse a mentira sobre a verdade, como se valesse a mesquinhez sobre a seriedade que nós temos que ter para transformar este país na quinta, na quarta, na terceira economia do mundo. Nós temos condições, nós temos possibilidades, e nós provamos que é possível.
    Eu duvido que tenha um empresário neste país que diga que ganhou menos dinheiro no meu governo do que no governo dos outros, que pareciam ser amigos dos empresários. Eu duvido que tenha trabalhadores que ganharam… – e eu fui sindicalista durante 20 anos – eu duvido que tenha, no movimento sindical, momento da história em que eles ganharam o que estão ganhando hoje. No fundo, no fundo, a junção entre eu e o Zé Alencar, em mil… ou melhor, em 2002, foi aquilo que todo mundo sonhava fazer, que era estabelecer uma harmonia entre capital e trabalho, para poder fazer este país crescer. Quais foram as greves que nós tivemos no nosso mandato, Mino? Quem foi que queimou carros neste país? Quem foi que queimou casa, quem foi que tocou fogo…? Nada! Este país viveu harmonicamente durante oito anos como jamais ele viveu, numa demonstração de que é possível, na medida em que a gente confie no outro, na medida em que a gente trabalhe em harmonia, na medida em que a gente pense no futuro do país.
    É assim, meu querido Abilio Diniz, que eu vou entregar este país: os pobres comendo mais, os pobres entrando no shopping, abrindo conta no Itaú, no Banco do Brasil, na Caixa Econômica, no Bradesco. Os pobres já não são mais tratados como marginais. Eles já podem entrar de sandálias Havaianas num banco e não são tratados como se fossem párias da sociedade. Os catadores de papel de São Paulo têm conta em banco, e tem 220 milhões de empréstimo do BNDES para os companheiros que catam papel.
    Eu lembro, Mino, e vou terminar dizendo isso, que um dia eu perguntei ao companheiro Guido Mantega: se nós éramos um país de economia capitalista, por que a gente não adotava uma política capitalista para este país? E perguntei ao Guido Mantega quanto crédito a gente disponibilizado neste país. Meu caro Gerdau, em março de 2003, este país de economia capitalista tinha apenas R$ 380 bilhões de crédito disponibilizado para 190 milhões de habitantes. Eu, na minha consciência socialista, dizia: que desgraça de país de economia capitalista é este, que o povo não tem capital, que não tem crédito e que os bancos não emprestam dinheiro para o povo? Pois bem, nós vamos entregar este país, a quem vier depois de mim, com crédito de US$ 1 trilhão e 600 bilhões. Nós… somente o Banco do Brasil hoje… somente o Banco do Brasil – eu não sei o Itaú, porque você não me contou, Roberto –, mas somente o Banco do Brasil hoje tem todo o crédito que o Brasil inteiro tinha em 2003. Somente a Caixa Econômica Federal, Guido, tem 175 bilhões. Somente o Banco do Brasil tem 360 bilhões. Somente o BNDES, que emprestava, no máximo, 30 ou 40 bilhões, tem hoje mais de 150 bilhões emprestados, e nós achamos que é pouco.
    O Guido sabe que na crise econômica a gente discutiu: este país não sairá da crise, Guido, se não tiver crédito. Trate de liberar compulsório, trate de comprar carteira de banco pequeno, trate de comprar carteira para liberar os bancos menores, trate de fazer com que a gente abra isenção de IPI, de imposto para os produtos de consumo popular. E foi exatamente, Mino, foi exatamente essa política anticíclica que o Guido colocou em prática, junto com o Miguel Jorge, que fez com que este país se sobressaísse melhor do que o império Estados Unidos ou do que a Europa. Eles que sabiam tudo, eles que davam palpite em tudo, eles que sabiam a solução de todos os problemas da Humanidade quando a crise era na América Central, mas quando a crise molhou eles, eles não souberam como resolver o problema.
    Então, companheiros e companheiras, primeiro, meus parabéns pelas empresas que receberam os prêmios. Aliás, tem algumas empresas, Mino, que você tem que rever porque tem algumas que ganham o prêmio todos os anos, todos os anos. Nós precisamos mudar aí, tentar… não incluir, não inscrever mais essas empresas nas pesquisas, porque está demais. Tem uma tal de Natura, uma tal de Nestlé, uma tal de Vale do Rio Doce, uma tal de Petrobras, uma tal de Gerdau que todos os anos elas ganham em primeiro lugar, segundo lugar, primeiro lugar, segundo lugar! Se fosse um concurso de Miss Brasil, onde é que a gente ficaria?
    Bem, primeiro, dar os parabéns a vocês porque o prêmio que vocês ganharam e os elogios são merecidos. Realmente, eu acho que nós precisamos aprender a gostar das coisas deste país, a valorizar a empresa nacional, a valorizar o trabalhador brasileiro, e eu acho que vocês são a síntese melhor do que a gente tem neste país.
    Em segundo lugar, Mino, parabenizar a Carta Capital, e dizer para você da minha solidariedade, porque ontem, ontem uma revista da CUT foi proibida de circular neste país porque trazia a fotografia da candidata Dilma na capa. Eles, que falam em democracia; eles, que falam em liberdade de expressão e liberdade de imprensa. Eu, por coincidência… não vou dizer qual é a revista, mas eu vi uma revista esta semana, com uma fotografia na capa, que é um acinte à democracia. Vocês riram? Eu nem falei para vocês qual é a revista! No fundo, no fundo, todo mundo sabe da hipocrisia que reina neste país. Todo mundo sabe, mas, muitas vezes, nós fingimos que não é conosco, e só vamos sentir a dor quando for a gente que estiver na capa da revista, porque neste país ninguém tem que provar nada, é só acusar. Acuse, acuse! Depois você não tem que provar a inocência de ninguém. É o acusado, mesmo que inocente, que tem que provar a sua inocência, e quando é provada a sua inocência não sai uma nota no pé de um jornal deste país.
    Eu sei, Mino, o que você sentiu, eu sei. Eu sei o que você sentiu quando fez o jornal República, quando fez a revista Veja, quando fez a revista IstoÉ, quando fez o Jornal da Tarde, eu sei, porque neste país, ser sério é um afronta àqueles que governaram este país a vida inteira e nunca agiram com seriedade.
    Eu quero dizer para vocês que eu vou terminar o meu mandato com o orgulho de nunca ter precisado almoçar num jornal, numa revista ou numa televisão, nunca. E não faço isso por orgulho, faço isso por independência de não precisar jantar nem almoçar com ninguém, de pedir favor a quem quer que seja para me colocar na última, na primeira ou na página do meio. Eu, a única coisa que eu quero é que digam a verdade e somente a verdade, contra ou a favor, mas digam apenas a verdade. E enquanto a classe política, Eduardo, não perder o medo da imprensa, a gente não vai ter liberdade de imprensa neste país, esteja certo disso. A covardia, a covardia, a covardia é muito grande neste país. Eu acho que nós estamos construindo uma outra nação, e eu estou dizendo isso no final do meu mandato. Daqui a 74 dreginabias eu não tenho mais imunidade, eu não tenho mais nada, eu vou ser um cidadão livre para poder falar o que eu quiser, quando eu quiser e como eu quiser. E se você quiser, Mino, ainda de sobra, escreverei um artigozinho na Carta Capital, para fazer as coisas que eu acho que tem que fazer.
    Parabéns, Mino. Parabéns a todos vocês, e que Deus ajude este país a continuar crescendo e se fortalecendo.
    Um abraço.
    Luiz Inácio Lula da Silva

  9. Primeiramente, gostaria de parabenizar o leitor Rogério Motta pela excelente crítica. Provavelmente, uma das mais bem redigidas e ponderadas que já li até hoje.
    Sempre li as colunas do palestrante e ex-professor Stephen Kanitz na Veja. Sempre votei no PSDB até recentemente passar em um concurso para a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo e verificar que o PSDB trata-se de pura propaganda enganosa.
    Sobre as grandes questões nacionais apontadas pelo Kanitz, gostaria de fazer alguns comentários.
    1. Realmente, a máquina estatal precisa se tornar mais eficiente mas a visão do PSDB sobre eficiência é bastante questionável. Trabalho em um setor que contrata consultores da Microsoft por R$450 a hora. Como são uns 10 consultores, trabalhando 8 horas por dia, 21 dias por mês por 12 meses, teremos um gasto de uns 9 milhões por ano para manter o salário de 10 profissionais que não tem vínculo com o Estado. Isso é eficiência da máquina estatal?
    No mesmo setor, terceirizaram a elaboração de um software que iria automatizar certos processos da Secretaria. Contrataram 5 empresas diferentes e o software não ficou pronto. O barato saiu caro.
    2. Sobre a reforma da previdência, a ministra Dilma em entrevista ao “Bom Dia, Brasil” disse que a previdência da população urbana ainda era superavitária e que o déficit atual era causado pela distribuição de recursos à população rural. Afinal o custeio da população rural é de apenas 2% do valor comercializado (não é nem o produzido). Ou seja, um trabalhador rural que nunca contribuiu para a previdência vai ter direito à aposentadoria desde que atinja certa idade e comprove trabalho em atividade rural. É essa política de inclusão social prevista pela constituição de 1988 que acaba gerando o principal défict previdênciário.
    A reforma da previdência proposta pelo colunista é, ao meu ver, realmente mais vantajosa. Entretanto, deixaria de fora essa população rural que é custeada pela previdência.
    3. Realmente precisamos de uma reforma no judiciário. Infelizmente, um dos motivos de tamanho número de processos, é a falta de decisões dos tribunais superiores que vinculem os tribunais inferiores a proferirem decisão semelhante. Isso acarreta em multiplicação desnecessária de processos. Em alguns casos de ações coletivas, os advogados entram com processos iguais para grupos diferentes apenas para cair em juízes diferentes, aumentando a chance de sucesso parcial das ações mas onerando desnecessariamente a justiça brasileira.
    4. Infelizmente não tenho condições de emitir considerações sobre isso.
    5. Eu não concordo com esse imposto, mas gostaria de tecer um comentário sobre ter 2% de juro real ao ano. Desculpe-me, mas se uma pessoa tem 2 milhões e só consegue ter um rendimento de 2% ao ano, ela não merece ter 2 milhões. No Japão, dizem que, não importa sua fortuna, a terceira geração após a sua será pobre devido aos impostos.
    Agora alguns comentários pessoais sobre os que acreditam que o governo do PSDB é uma boa saída.
    O governo do PT é corrupto? É, com certeza. Se é mais corrupto que o do PSDB? Tenho minhas dúvidas.
    Se pesquisar, verá que há diversos encândalos que não foram devidamente divulgados. Entre eles: mensalão da editora Abril, máfia das ambulâncias, caso Alstom, CPI da Eletropaulo, superfaturamento do Rodoanel (ligado ao Paulo Viera de Souza), operação Vampiro, entre outros.
    Se você acha que a Dilma é incoerente (também acho que ela seja) sobre o aborto, por exemplo, basta procurar sobre a declaração de Sheila Canevacci Ribeiro sobre a Mônica Serra ter feito aborto no passado.
    E ainda, se acredita que o ex-governador José Serra é mais preparado, basta procurar vídeos do ex-ministro da saúde falando que se pega gripe suína ao ficar perto do porco quando ele espirra. Ou do economista errando uma divisão simples durante uma aula.
    Se acha que o Serra não mente, ele diz publicamente que criou o FAT, mas apenas apresentou a mesma proposta após ela ter sido aprovada no congresso.
    Diz que vai investir em educação, mas jogou a polícia em cima dos professores. Aliás, cujo salário é uma vergonha. Diz que a educação em São Paulo melhorou, mas apenas devido ao fato de 50% da nota do Ideb ser o índice de aprovação. Como a aprovação automática (sistema progressão continuada) no ensino fundamental, a nota do ensino fundamental é alta. Já a nota do ensino médio…
    Diz que vai investir em policiamento. O estado de São Paulo tem um dos piores salários. Lembro-me de ter visto a polícia civil entrar em confronto com a polícia militar durante seu governo.
    Sobre falar que as estradas de São Paulo serem uma maravilha: é como querer comparar o SUS com um plano privado com direito ao hospital Sírio Libanês. É lógico que o plano privado é melhor. Agora, quanto é que você paga por cada um deles? Aliás, durante o debate na RedeTV!, o candidato mencionou que é mais caro transportar soja do Mato Grosso ao porto de Paranaguá do que transportar para a China. Por que motivo alguém iria transportar soja para o porto de Paranaguá se o porto de Santos é mais perto e tem estradas melhores (segundo o candidato)?
    É lógico que a candidata Dilma não é perfeita. Longe disso. Possui incoerências em sua fala e as corrupções durante o governo do PT foram mais evidentes (o que não significa que tenham sido piores). Contudo, ao analisar as propostas de cada candidato e comparando os 8 anos do governo do PT com os 8 anos do governo do PSDB, não tenho dúvidas de quem irei votar neste segundo turno.

  10. Eu acho engraçado como de tempos em tempos vem um PSDBista aqui acusar o Kanitz de ser partidário do PT, e um pouco mais raramente (como agora), veio um PTista acusá-lo de ser partidário do PSDB. Ambos perdem completamente o ponto central da proposta do Kanitz, que pouco tem a ver com quem governa, e sim com COMO se governa. Rogério, sei que não é a minha opinião que você quer, e também não quero desmerecer nada do que você disse (até por compartilhar de muitas de suas idéias), mas também quero exercer minha liberdade de expressão.
    A proposta do Kanitz é pura e simplesmente a profissionalização do governo, e por governo, entenda-se “administração do estado”. Como administrar o estado de modo a se conseguir resolver os problemas atuais do país (saúde, educação, infra-estrutura, previdência, justiça, desigualdade social, etc.) e garantir o máximo crescimento futuro.
    Me parece que o grande erro do brasileiro é a crença de que qualquer idiota é capaz de administrar. Isso quando há uma ciência (embora não uma ciência exata) que estuda a melhor maneira de se administrar visando maximizar o atingimento de objetivos já há decadas, e há perto de 2 milhões de profissionais brasileiros formados nessa ciência. A discussão de que partido já deu o que tinha que dar, o que precisa ser posto na mesa – pra qualquer partido que ganhe – é que o Brasil precisa de uma mudança radical na maneira de gerir o estado, e que só assim ele pode se tornar um país capaz de exercer todo o seu potencial.
    O que mais vemos é políticos fazendo promessas, mas nenhum deles diz como pretende cumprí-las. Aliás, hoje em dia está bem pior do que isso, pois mal vemos promessas e propostas, o que mais vemos são ataques aos adversários políticos. Uma lástima…

  11. Querido quase PSDBISTA Stephen:
    Admiro o seu empenho e seu espírito cívico. Poucas pessoas do seu nível, ainda se importam com o destino da nação e se posicionam. Só seremos uma sociedade melhor no dia em que, ao menos uma parte significativa e consciente da população, sair do seu imobilismo e se manifestar.
    Fora isso, sou seu admirador desde meu tempo de Intermédica,conheço sua simpatia, inteligencia e seu espirito social!
    E, mais! Sua fé em Deus e amor a família, gostosos de ver.
    Por isso mesmo respondo esse e-mail, por respeito a você e ao processo democrático que estamos vivendo – primeiro graças a Deus e ao esforço de muitos
    Você me dá a impressão que indica seu voto par
    a o Serra. Tem toda a liberdade para isso – é uma pessoa extremamente sutil,subliminar, elegante ao fazê-lo e busca convencer.
    Usufruo da mesma liberdade para responder que não votarei neste candidato e, com todo o respeito, lhe dizer o porque.
    Este não é um e-mail pronto. Acabo de ler o que você disse, e respondo:
    Fui estudante universitário (vc não sabe, mas conclui 4 faculdades – Matemática – Economia – Direito e Marketing com pós) de universidade pública ainda no governo do PSDB e vi o total descaso com a educação superior – sem livros, sem concursos para professores, sob a ameaça de fechamento dos R.U.’S em prejuízo dos estudantes do interior, mais carentes. Vi as escolas técnicas serem desmanteladas – as verdadeiras fontes de formação profissionalizantes – substituídas por um tal programa “qualificar”, com cursinhos de tres meses, formadores de mão-de-obra barata feitos por ONG’S suspeitíssimas.
    Lembro-me de que uma das razões do apagão era a falta de concurso público para técnicos do Ministério das Minas e Energia, lembro-me que faltava gente na Polícia Federal e no INSS.
    A prioridade dos gastos sempre foi para manter uma política fiscal que privilegiasse o superavit de modo a garantir que investidores internacionais aplicassem … em nossa bolsa de valores.
    Votarei nos indicadores sociais deste último governo ( veja os dados no artigo do The Economist – LULA´s LEGACY – http://www.economist.com/node/17147828?story_id=17147828 – principalmente os gráficos, que por si, são explicativos e relevantes), nas 14 novas Universidades Públicas Federais, nas estradas de Mato Grosso sem buraco para escoar a produção.
    Votarei num Banco BNDES que financia pequenos empresários batendo recordes no valor nominal do montante emprestado a cada ano, e aos profissionais liberais, ao invés de um BNDES que empresta recursos públicos para mega-empresários adquirirem empresas públicas privatizadas (FHC).
    Votarei em um governo que teve a coragem de modificar o modelo de vestibular e levar a prova de admissão em universidades públicas para cada cidade do Brasil – sim, porque antes do Governo LULA, uma pessoa (de 17 anos!!!!) que morasse no interior teria que dispor de dinheiro para se deslocar até as capitais só para ter direito de RESPONDER a prova e tentar uma vaga.
    Avalie pelo seu caminho e tb pelo meu, quantas pessoas começaram juntas conosco algo, algum projeto, e que o tempo as retiraram de nossa convivencia e dos nossos objetivos, seja por elas, seja pela nossa vontade…e principalmente pela vontade de DEUS, e não creio, que sejamos tão ruins, assim é a vida politica partidária, um show de interesses e vaidades…portanto, vários abandonaram FHC, LULA, ITAMAR , SERRA etc… até Martin Luther King tinha como colaboradores e amigos negros afrodecentes que o abandonaram, por não concordarem com ele, são seres humanos…e tb erram! Melhor…, todos erramos querendo acertar!
    Mas análise comigo, e com bons olhos:
    A transferência de votos de Lula para Dilma ocorreu basicamente por dois fatores: o fortalecimento de políticas sociais ao longo dos nos últimos oito anos e o ganho de renda e poder de consumo de alguns 30 milhões de eleitores.
    Nas campanhas em que o resultado é razoavelmente previsível, como foi a segunda eleição do Fernando Henrique, há o fato de que o nível de competição é mais baixo.A própria personalidade dos competidores atuais tem menos magnetismo do que candidatos anteriores como Brizola e especialmente Lula, que mobilizavam pessoas.A legislação eleitoral levou à impotência da competição. Os debates na televisão são as coisas mais tediosas da midia brasileira dos últimos tempos! Tem juiz decidindo se uma tabuleta eleitoral está de acordo com a legislação. Tem uma legislação que torna a competição esterilizada. Ficou proibido ter tesão em eleição. Dá nisso.
    Está muito difícil a situação para uma candidatura de oposição hoje no Brasil.
    Isso se deve ao crescimento exponencial do tamanho do eleitorado, particularmente nas áreas afastadas que vem sendo incluídas, ao mesmo tempo em que se deu com inclusão no mercado de consumo.
    A existência de divergências em relação a um programa ou medida é perfeitamente razoável e muitas vezes estará certa, mas daí a ser uma base suficiente para constituir alternativa de poder político existe uma distância muito grande.Mesmo assim, os índices de aprovação ao governo são bem maiores do que o apoio declarado à candidata oficial. 82% de aprovação popular ao LULA ( DATA FOLHA de ontem 15.10.2010)
    Não foi só o Bolsa Família. Houve uma inversão acentuada das prioridades do governo frente aos anteriores.Mas as políticas, especialmente a social, ainda podem ser melhores e cobrir maior número de pessoas. Esse governo tem como prioridade a população mais carente, que reconheceu esse fato. Política de inclusão social efetiva!
    A tradição dos partidos oposicionistas não é essa. Não tem credibilidade. É impossível considerar nesse Brasil que o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) ou os Democratas (DEM) tiveram em algum momento como prioridade a política social,como ex veja a Policia Militar de SP e ou os médicos, e ou os professores… Não esteve no orçamento ou nas ações de nenhum deles desde a morte de Tancredo Neves – 21.04.1985 – Governo Sarney – portanto, há 25 anos !!!
    A percepção do eleitorado não é que concorde com isso ou ache desimportante. O eleitorado admite que esses fenômenos não são recorrentes de uma decisão do presidente da República.Então não foi com uma política de governo que isso aconteceu.
    Entenderam o contrário do que fora entendido no período Fernando Collor de Mello, em que os ilícitos encontrados foram resultado de uma política deliberada para acontecer.
    Esse foi o julgamento popular na época do Collor: de que houve envolvimento deliberado das autoridades do país. Essa é a diferença crucial.
    Quando oposição não tem perspectiva de chegar ao poder, ela tenta mexer nas coisas. Agora houve um fator importante que impediu que houvesse uma ameaça às regras do jogo. Foi o fato de os militares saírem da política.A antiga União Democrática Nacional (UDN) sempre foi minoria em termos de população, mas falava pelos canhões e pelos tanques. Só que os militares saíram da política após a redemocratização.Para essa desmilitarização, colaborou muito o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ao criar o Ministério da Defesa e colocar um civil de titular. Lula não teria condições de fazer isso.
    É pior do que partidarização. É “mercantilização”. É um problema muito mais sério. Não é eleitoral. Graças ao que se supunha ser um problema estritamente partidário, verificou-se que é muito pior.
    A política social tende a perder tanta visibilidade, porque agora é mais do mesmo. Como iniciativa de governo, isso tende a diminuir um pouco.Existem problemas de infraestrutura seríssimos, que têm que ser atacados imediatamente.
    Também é fundamental equacionar o problema de financiamento da saúde pública.E isso é parte de elevada grandeza do programa estratégico do PT – 2010 -2014, por essa razão voto no Programa do PT, voto 13
    Nenhum dos candidatos é perfeito. Mas tenho certeza de qual modelo de governo é melhor.
    E agradeço sua manifestação que me inspirou a escrever isso, a essa hora. E espero que não tenha dito nada que você possa considerar inconveniente. Para seu conhecimento votei no PSDB até 2002, e o FHC foi meu paraninfo na minha formatura em Economia no ano de 1982.
    Agora aceito a sua tréplica sobre o que escrevi acima!
    Se te convenci, adoraria saber que vc votará no Programa Social 13 comigo!
    Abraço,
    Rogério Motta
    São Paulo – SP

  12. Aurea,
    Não é que tentei, o P3S, o Partido do Terceiro Setor. Mas adivinha o que descobri. Em menos de 3 semanas, politicos parasitários praticamente tomaram conta do processo, e percebi que pessoas sérias perderiam o controle do Partido em pouco tempo. Por outro lado criar um Partido com controle ferrenho é novamente anti-democrático. Ou seja não tem jeito.

  13. O poder de mudar uma situação está presente em cada um de nós. Infelizmente, o povo brasileiro não está ainda preparado para perceber a força que possui. Ainda seremos obrigados a assistir esse modelo de governo por muito tempo em nosso país. Quando criarmos o hábito de ver o todo e não somente o eu em todas as questões, aí sim estaremos iniciando um novo caminho para as verdadeiras mudanças no Brasil.

  14. Professor Stephen Kanitz… parabéns pelo”seu dia de professor…”,
    Observando a movimentação dos acontecimentos… bem de longe… fora do circuíto “decisório” é possível “imaginar” para onde/como são gerenciados recursos de pelo menos alguns impostos…e… algumas coisas saltam ao “olhos”…???
    – Judiciário com acúmulo de processos/lentas decisões X dois meses de férias ???
    – Comparativos salários entre PODERES ???
    – Conceito contemporâneo de partido político ???/ Profissionalização da função/ legislativa ??? Forma de acesso ???
    – Para onde vão os aposentados/vetustos de todos os poderes/instituições de famílias fragmentadas/rôtas ??? e onde estão indo os recursos supostamente poupados/acumulados para este fim ???
    – Será que o processo de arrecadação/retorno dos tributos precisa ser tão frágil/complexo/vulnerável ???
    … Boa tarde…

  15. O caminho é árduo e os politicos espertos continuam ganhando no discurso, entra e sai e o sistema é o mesmo, a pressão vai se acumulando, um dia…

  16. Estado para que?
    Já pagamos pedágio, escola particular, plano de saúde, seguro do carro, guardinha da rua.

  17. SO NA CONVERSA NAO VAI.O DINHEIRO TEM QUE ROLAR E MUITO PRA DEPUTADOS E SENADORES VOTAREM.SEM MILHOES VOCE NUNCA VAI GANHAR .O SISTEMA EXCLUI O BOM JA NO INICIO.LANCE SEU NOME KANITS PRA DEPUTADO.VOCE VAI GANHAR PELA SUA HISTORIA MAS LA VOCE SERA TRAVADO POR NAO ESTA NO ESQUEMA.PRA COMEÇAR OS HONESTOS NAO ENTRAM PORQUE O POVO NAO VOTA SE NAO TIVER UMA GRANDE CAMPANHA DE MARKETING E MUITO DINHEIRO.VAMOS LANÇAR A CAMPANHA PRA KANITZ PRA DEPUTADO FEDERAL NAS PROXIMAS E VAMOS VER !!!

  18. ACHO QUE TUDO DEVE INICIAR PELO SISTEMA POLITICO.SEJA KANITZ OU O PAPA ELE JA VAI ENTRAR NUM SISTEMA COM MUITOS ANOS IMPLANTADO ONDE JA TEM FUNCIONARIOS SENADORES DEPUTADOS TODOS ALISTADOS PRA CORRUPÇAO EINTERESSE PROPRIO.COMO CONSEGUIR MAIORIA SEM O APOIO DE SARNEY COLLOR E MUITOS OUTROS CACIQUES QUE ELEGERAM VARIOS DEPUTADOS E SENADORES PRA AGIR PELO SEUS INTERESSES.COMO FAZER MUDANÇAS NECESSARIAS SEM O APOIO.PRATICAMENTE A POLITICA EXCLUI O HONESTO E DE BOM INTERESSE.SEM GASTAR MILHOES VOCE NUNCA E ELEITO.E PRA GASTAR MILHOES SEU OU DOS OUTROS VOCE DEPOIS TERA QUE REPOR .ISTO GERA UM CICLO VICIOSO QUE PRA QUEBRAR VOCE TEM QUE VIRAR QUASE DEUS PRA ENFRENTAR TODOS.SO DEUS !!!

  19. Voces acham que esses dois candidatos têm esse perfil para solução dos problemas como educação, saúde, segurança e a administração econômica do país?
    1o – Esbarram no Senado, veja a composição;
    2o – No Congresso Nacional
    3o – Como bem disse, a única chance que tinhamos era o Poder Judiciário, que pelo visto já era.
    4o – Por um povo que nem votar sabe.
    O que esperar então.
    Sempre ouvi falar que o Brasil era um país em desenvolvimento, isso na época ainda, do grupo escolar, lembram, e até hoje não saiu dos livros.
    Quando vamos tomar uma iniciativa séria para mudar o Brasil e sair do “berço explendido”.

  20. Questões excelentes!
    Só não entendi o cálculo do imposto sobre as pequenas/grandes fornutas. Alguém poderia me explicar melhor?

  21. Em muita áreas no Brasil, infelizmente, deixamos os problemas se acumularem…
    Quando percebemos que devemos mudar, o problema já ficou grande demais.
    E muitos desses problemas seriam resolvidos apenas com um pouco de bom senso. Não é necessário um PHD em ciências atuariais para saber que a previdência social precisa mudar.
    Márcio Santos Pinto.

  22. As pessoas que fizeram os comentários anteriores que me desculpem, mas políticos não querem clareza e simplicidade; vai contra seus interesses em administrar de maneira tortuosa os recursos públicos.

  23. …eh, eu tambem nao sabia. Como fazer essas questoes chegarem ate a populacao para a populacao pressionar os politicos?
    eu nao sei o que eh mais dificil? a populacao conseguir entender isso ou a mesma realizar um quebra-quebra para pressionar os politicos.
    Mas eu tenho certeza que se o corinthians perder mais uma partida, vai ter quebra-quebra na avenida paulista.
    EDUCACAO BASICA PRIMEIRO, porque o brasileiro precisa enteder que isso tudo explicado acima, eh mais importante que a proxima lista de convocados para selecao brasileira.
    Ou vamos continuar pensando que o Brasil eh lindo. Melhor futebol do mundo, carnavalllll, estar tudo lindo!

  24. Excelente artigo Kanitz.
    Entrou na lista dos melhores que já li, apenas com uma ressalva (que já até fiz em seu Twitter): o PLP 277/2008, sobre o Imposto sobre “Grandes” Fortunas, em seu artigo 7º, prevê a atualização monetária dos valores que estão lá.
    Na Comissão de Finanças tentaram até um substitutivo diminuindo as alíquotas do projeto original e aumentando as faixas de incidência, mas parece que não “colou” sobre a desculpa de expiração de prazo de aprovação naquela instância.
    Seu artigo me estimulou a escrever sobre esse assunto. Será o próximo post do meu blog.
    Bruno Saavedra
    Twitter: @saavedra_adm

  25. Excelente.
    Agora, como fazer essas questões chegarem até os políticos e, mais importante, como fazer com que a população tome conhecimento dessas questões?
    Seria ideal uma mobilização popular para pressionar os políticos a resolverem esses pontos. O problema é que, assim como eu a alguns minutos atrás, 99% da população não tem a minima ideia de como é possível resolver os problemas do país. As pessoas acham que basta investir mais dinheiro.

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