O capitão da Guarda Costeira da Itália mandou o capitão do navio Costa Concordia voltar a bordo para ajudar a socorrer os passageiros, entre xingamentos e impropérios.
Virou herói nacional no Facebook e Twitter, é agora ídolo de camisetas com o "volta a bordo, cazzo".
Virar herói nacional por mandar o capitão voltar a bordo para comandar o salvamento das pessoas que ele próprio afundou é muito triste.
Em administração ele seria demitido na hora e substituído, e não obrigado por um oficial do Governo Italiano a assumir o posto.
É a última coisa que se quer numa empresa, o idiota que afundou a empresa continuar no comando.
O assustador é que nada disso faz parte do consciente coletivo da sociedade moderna.
O que a maioria no Facebook e Twitter adorou foi o uso da "autoridade", de mandar o "covarde" de volta ao trabalho, colocando em risco ainda mais pessoas.
Você obedeceria às ordens deste capitão?
Quem tem o mínimo de formação em administração sabe que não é este o líder para o momento, algo que o representante do governo, a imprensa, a maioria dos seguidores do Twitter e Facebook não percebeu.
Provavelmente, a Guarda Costesteira seguia a lógica de "capitão algum abandona o barco", regra da segunda Guerra Mundial quando quem afundava o barco era o inimigo e não o próprio capitão.
