Quando a enfermeira traz o bebê para a mãe pela primeira vez, a grande maioria das mulheres diz sem pestanejar que “é a cara do pai”.
Mais do que 80% das mães descrevem o bebê assim, embora geneticamente a estatística correta deveria ser 50%.
O que está acontecendo? Por que 30% das mulheres estão mentindo?
Por duas razões.
Elas sabem que os homens têm um pavor danado de não estar criando o seu próprio filho.
Mulheres têm tido uma longa e triste história de infidelidade conjugal, e muito mais homens cuidam de filhos que não são deles do que gostaríamos de supor.
Só agora estão surgindo pesquisas, através de testes de paternidade, que mostram que entre 8 a 30% dos filhos não são do marido das esposas, e eles nem sabem disto.
Ou seja, um em oito ou um em cinco filhos não é do verdadeiro marido. Isto é muito sério!
Como puderam as sociólogas, psicólogas e antropólogas feministas ocultar estas estatísticas e pesquisas durante trinta anos?
Onde fica a integridade intelectual, como alguém que se compromete a defender a ciência e a verdade esconde dados tão chocantes e reveladores?
E esta estatística se complica ainda mais.
O valor se refere a número de filhos, e não de mães.
Se supormos que trinta anos atrás a média de filhos por casal era de 3 filhos, e que somente um destes filhos tem falsa paternidade, isto significa que 36% das mulheres, ou seja 3 vezes 12%, tiveram um filho extra conjugal.
Supondo também que nem toda mulher que tenta consegue o seu objetivo, temos um problema gravíssimo pela frente.
Grave para o Homem Tipo P, que considera paternidade algo importante, ficará arrasado, como muitos ficam com estes novos teste de paternidade, Presidente Fernando Henrique Cardoso que o diga.
Homem tipo G, este não está nem aí quem é seu filho ou não, e talvez se conforme com estes dados. Afinal, ele nunca se preocupou com a criação de seus filhos, acha que é atribuição do Estado, da medicina e educação estatal, de suas amantes e ex-esposas.
Diante destes fatos, fica mais compreensível porque homens tipos P criaram estas medidas extremamente machistas de cintos de castidades, burkas, conceito de virgindade, vigilância constante, algo considerado abominável hoje em dia.
São formas exageradas de garantir que o filho será seu.
As mulheres que mentem ao dizer "é a cara do pai", provavelmente sabem destas estatísticas, embora não necessariamente tenham traído o marido.
Estou escrevendo tudo isto porque infelizmente é estatisticamente comprovado que a violência de um pai é muito maior com o filho que menos parecer com ele.
Filhos de casais separados são muito mais objetos de violência paterna de seus padrastos do que de seus próprios pais.
Filhos que “são a cara do pai” têm menos casos de violência paterna, do que os filhos que são a cara da mãe.
É triste, mas é assim, e agora sabemos o porquê.
Normalmente, o relacionamento é melhor com o filho que se parece mais com o pai, e pior com o filho que se parece com a mãe.
Isto é um erro monumental, e todo pai de família precisa ficar atento ao que vou dizer.
Se seu filho tem a cara da mãe não significa que ele não é seu.
Nem significa que a personalidade será exatamente a da mãe.
Provavelmente, poderá ser a cara da mãe e o gênio do pai, algo que vocês vão descobrir quando ele ou ela chegar na adolescência.
A primeira consideração é lembrar como funciona o genoma humano. O fato de que você tem a cara da mãe não significa que você terá o gênio, as idiossincrasias, a inteligência ou o humor da mãe.
Do ponto de vista do genoma, seus filhos vêm todos com os genes do pai e da mãe embaralhados.
Num caso extremo, seu filho poderá ter somente os genes da cara da mãe, o resto será praticamente seu clone.
Ou seja, as aparências enganam.
Portanto, muito cuidado para não rejeitar, mesmo subconscientemente, o filho ou filha que não se parece com você.
Ele ou ela é 50% você, ou no mínimo 45% dependendo de como os genes se embaralharam, mas continua sendo você em parte.
As mães têm toda razão quando mentem para os maridos dizendo que 80% dos filhos são a “cara do pai”, porque a violência masculina tem de ser evitada a todo custo.
Se você está na dúvida de uma filha ou filho que tem a cara da mãe, faça um teste de DNA, mas não viva desconfiado que um filho não é seu, ou que um filho puxou mais a mãe do que você, só porque a face dele é diferente da sua.
Outro erro a ser evitado é tornar a filha ou filho que pareça consigo o seu filho preferido, como muitas vezes ocorre sem os pais e mães perceberem que geneticamente os genes se distribuem exatamente meio a meio.
