Jornalistas estão agora entrevistando os grandes gurus de economia com suas previsões para 2011.
Um exercício que vocês estudantes de jornalismo deveriam fazer é pesquisar as previsões feitas em 2010 e ver quem acertou e quem errou.
Para não insistir no erro.
Eu me orgulho por várias previsões acertadas que já fiz, normalmente viradas de tendências, que para mim são mais importantes do que 1% a mais ou a menos no PIB trimestral.
Se o desemprego subisse para 10%, o que de fato ocorreu, a queda de consumo seria de 3% somente.
Em 29 porém, 85% era salário que multiplicado por 25% de desemprego deu uma recessão de 21%, uma bela diferença. Ou seja, tirariam de letra em 2009.
Não previ o pânico que seria gerado por Krugman, Roubini, Stiglitz et al, num mundo onde a informação é transmitida rapidamente, e pouco apurada.
Na segunda previsão, A Little Known Fact, And Good News, About This Crisis mostrei que a causa da crise era o Incentivo Fiscal sobre a Casa Própria, que permite ao americano abater o juro nominal, na época 6% do IR americano.
Fazendo as contas, este incentivo pagava 80% do valor da casa, e com 20% de entrada, não havia risco creditício para os bancos. O governo pagaria tudo, explicação para a farra de endividamento em que o povo americano se meteu.
Com esse monstruoso incentivo fiscal, previa eu, assim que as casas caíssem para seus preços históricos, o que de fato ocorreu, haveria nova explosão de compras de casas e "incentivos fiscais".
Onde errei: o que eu não previ, é que Bernanke e cia. não soubessem desses fatos, e fizeram o inimaginável, reduziram este incentivo fiscal pela METADE. Um absurdo monumental!
Ao reduzir os juros de 6% para 3,5%, as casas praticamente DOBRARAM de preço, devido a redução de 50% no estímulo fiscal.
O Banco Central dos Estados Unidos agravou a crise diminuindo os juros, que ao invés de facilitar as compras à prazo, duplicou o custo da maior compra à prazo, que são os imóveis.
Curioso são os comentários dos americanos com relação a este artigo, um insulto após o outro."O que um contador brasileiro tem que se meter na nossa economia." Erro deles, eu fiz minha parte.
