Vários professores da USP responderam às minhas críticas. Pelo nível das críticas, que todos poderão verificar por si, a lenta decadência se confirma.
Quiséramos nós docentes que o aumento do PIB de São Paulo refletisse em nossos salários. Estaríamos em situação bem melhor. (...) professores acumularam perdas salariais de 49% nos últimos anos. (Ver os comentários aqui).
Nenhum mostrou onde há no site da USP informações de como investir em São Paulo, o que iria aumentar o ICMS do Estado, que reverte imediatamente em maiores dotações às 3 Universidades -- e resolveria, em parte, o baixo nível salarial.
O grande argumento usado foi o de "perdas salariais" de 49% a 69%, dependendo do indexador usado para calcular a inflação.
Usam como argumento que o salário de ontem é o justo, e que o salário de amanhã deverá ser o mesmo corrigido pela inflação, independentemente do valor dado à sociedade, que paga a conta.
As empresas que pagam o ICMS não têm este privilégio. Ano após ano, precisam vender mais barato do que a concorrência, e com mais tecnologia e qualidade. O mesmo se pode dizer das aulas dadas?
O critério de remuneração não depende de "tradição", não é quanto eu ganhava 20 anos atrás mais correção da inflação ano a ano, e sim minha contribuição à sociedade, medida pelo quanto as pessoas estão dispostas a pagar pelas minhas aulas, minhas pesquisas, meus livros e assim por diante.
Acontece que o ICMS aumenta com a inflação. Portanto não há como os professores pleitearem dupla correção monetária dos seus salários.
O problema é outro, e, portanto, requer outra solução. O problema é que hoje 50% dos professores da USP são aposentados e, por um erro no passado, não se criou um Fundo de Pensão, algo que defendi quando era professor da USP.
Agora, a receita das universidades precisa cobrir educação e, ao mesmo aposentadoria, dois itens totalmente diferentes de despesas, e por isto os atuais professores ganham a metade do que deveriam.
