A Revista Economist, tendo ignorado tudo o que o Brasil vem fazendo nos últimos dez anos em termos de administração, modernização de n
ossas empresas, de termos criado sistemas administrativos just-in-time e ajustado a inflação - coisa que os contadores ingleses até hoje não sabem fazer, de termos treinado nos últimos 10 anos mais de 2 milhões de administradores profissionais, de termos criado mais de 20 empresas de classe internacional, agora fica surpresa que o Brasil "finalmente", decolou.
Ninguém decola sem ter caminhado os primeiros 1.000 metros da pista, acelerando continuadamente até o "take off". Perceber que o avião levantou vôo é muito fácil, por que não noticiaram 10 anos atrás quando começamos meticulosamente a nossa decolagem? Criar 2000 Faculdades de Administração, não depende de sorte nem de "incentivos", mas de uma nova visão de como se organiza o mundo e a economia.
Como a maioria dos nossos intelectuais só acredita quando alguém de fora emite uma opinião, a capa da Economist precisa ser elogiada, porque contribui ao aumento da autoestima do intelectual brasileiro.
Nossa autoestima sempre foi baixa, porque a maioria dos nossos intelectuais só via o meio copo vazio, em vez de perceber o meio copo cheio e crescente.
Leiam a reportagem do Economist, se você é um destes que não tem acompanhado o Brasil Que Dá Certo, ou não leu previsões feitas no livro O Brasil Que Dá Certo, escrito há 15 anos. Lá, eu disse que o futuro seria produzir produtos de baixa renda, que as empresas seriam os propulsores do progresso e crescimento, que a Bolsa iria subir 10 vezes em dez anos. A jornalista da Economist na época disse que eu não entendia nada de economia, e não publicou absolutamente nenhuma das previsões do livro que vendeu mais de 20.000 cópias na Amazon, edição em inglês.
